Nos últimos anos, as stablecoins evoluíram de simples ferramentas de negociação de cripto para se tornarem uma infraestrutura essencial para pagamentos transfronteiriços, tesouraria corporativa e finanças on-chain. Stablecoins denominadas em USD, como USDT e USDC, dominam o mercado e são o principal meio de pagamentos digitais em todo o mundo. No entanto, a atividade econômica global envolve muito mais do que o dólar. Moedas como o euro, a libra, o iene e as moedas de mercados emergentes também são fundamentais para o comércio internacional e os fluxos transfronteiriços de capital.
À medida que mais empresas e instituições financeiras exploram pagamentos baseados em blockchain, o mercado reconhece que, para que a Web3 realmente ofereça suporte à atividade financeira global, não pode depender apenas de stablecoins em USD. É necessário um mercado robusto de stablecoins multimoeda e uma infraestrutura flexível de câmbio on-chain (On-chain FX) que permita conversões cambiais fluidas. A Mento responde a esse desafio ao fornecer um protocolo de FX descentralizado e construir um ecossistema mais completo de pagamentos digitais multimoeda.
Desde o surgimento das stablecoins, o dólar tem sido o padrão dominante de precificação. Como moeda de reserva global, o dólar é central para o comércio internacional, os mercados de commodities e as liquidações financeiras. Por isso, as stablecoins em dólar são amplamente aceitas em todo o ecossistema da blockchain. Elas também oferecem alta liquidez, plataformas de negociação consolidadas e ampla integração com DeFi, o que as torna vantajosas para empréstimos, negociações, pagamentos e gestão de ativos. Para a maioria das pessoas usuárias, as stablecoins em dólar são o principal meio para movimentar fundos on-chain. No entanto, seu sucesso evidencia a forte dependência do mercado em relação a uma única moeda. À medida que a adoção da blockchain se globaliza, essa dependência é cada vez mais questionada.
Apesar do alcance global do dólar, a maioria dos países e das empresas realiza transações diárias em moedas locais. Se cada pagamento em blockchain precisar primeiro ser convertido em USD e depois novamente em moeda local, o risco cambial, os custos de transação e os prazos de liquidação aumentarão. Por exemplo, uma empresa europeia que paga um fornecedor asiático por meio de stablecoins em USD passa por várias conversões até chegar à moeda fiduciária final. Pagamentos diretos com stablecoins em euro, iene ou outras moedas locais poderiam reduzir os custos de FX e melhorar a eficiência de capital. À medida que as regulamentações amadurecem globalmente, novas stablecoins totalmente compatíveis com as leis locais estão surgindo, ampliando as perspectivas de desenvolvimento das stablecoins não denominadas em dólar e impulsionando a adoção corporativa e institucional.
Algumas pessoas presumem que simplesmente emitir mais stablecoins em outras moedas criará um mercado de pagamentos multimoeda, mas a emissão é apenas o primeiro passo. O maior desafio é garantir que essas stablecoins tenham liquidez profunda e utilidade real. Sem profundidade de mercado, stablecoins em euro ou em outras moedas podem existir, mas as pessoas usuárias podem enfrentar falta de liquidez e custos de transação elevados. Além disso, a ausência de mercados de FX on-chain confiáveis entre moedas compromete pagamentos transfronteiriços eficientes, liquidações corporativas e fluxos internacionais de capital. Como resultado, o ecossistema de stablecoins multimoeda não precisa apenas de mais tipos de ativos, mas de infraestrutura que conecte moedas, forneça liquidez estável e ofereça precificação baseada no mercado.
A Mento se posiciona como um protocolo de FX descentralizado focado em criar redes de câmbio e liquidez para stablecoins que representam diferentes moedas fiduciárias, não apenas USD. Por meio de seu mercado de stablecoins multimoeda, a Mento viabiliza swaps e liquidações de moedas on-chain, utilizando oráculos de preço e o sistema Fixed Price Market Maker (FPMM) para a precificação de FX no mundo real. Em vez de limitar as negociações às stablecoins em dólar, a Mento busca desenvolver um ecossistema de FX inclusivo que ofereça suporte a euros, moedas latino-americanas e outras stablecoins locais, permitindo que ativos de qualquer país circulem livremente on-chain.
O lançamento de um mercado de stablecoins multimoeda exige mais do que adicionar pares de negociação, exige uma infraestrutura financeira abrangente.
A liquidez é essencial para minimizar o slippage e maximizar a eficiência de capital. Mecanismos confiáveis de precificação impedem que a volatilidade de FX eleve os custos de pagamento. Para uso amplo por empresas e instituições, as stablecoins devem contar com reservas transparentes e estruturas de emissão em conformidade. A evolução da Mento envolve a criação de mercados de FX on-chain e a colaboração ativa com parceiros do ecossistema para melhorar a liquidez, a descoberta de preços e o lastro de ativos em apoio aos pagamentos multimoeda.
Ao implantar seu protocolo de FX descentralizado na Polygon, a Mento passa a integrar uma infraestrutura de pagamentos madura. A Polygon já oferece suporte robusto à negociação de stablecoins e conta com intensa atividade de pagamentos transfronteiriços, especialmente com stablecoins não denominadas em dólar. Os mercados de liquidez USDm/EURm da Mento permitem swaps diretos entre stablecoins em dólar e em euro on-chain, com a liquidez inicial fornecida por parceiros para garantir eficiência operacional. Essa etapa é mais do que uma plataforma adicional de negociação, ela completa a camada de FX da Polygon e impulsiona um ecossistema abrangente de stablecoins multimoeda.
À medida que a infraestrutura de FX on-chain amadurece, a utilidade das stablecoins multimoeda se expandirá. Os pagamentos transfronteiriços são o benefício mais imediato. Empresas e indivíduos podem movimentar fundos usando diversas stablecoins fiduciárias, eliminando intermediários bancários tradicionais e várias etapas de conversão de FX para aumentar a velocidade e a eficiência dos pagamentos. Na tesouraria corporativa, multinacionais podem ajustar suas posições à demanda dos mercados locais, melhorando a flexibilidade de capital e mitigando o risco cambial. Produtos financeiros on-chain, liquidações de comércio internacional, pagamentos em cadeias globais de suprimentos e comércio Web3 serão beneficiados por um mercado sofisticado de stablecoins multimoeda, à medida que a blockchain absorve cada vez mais fluxos financeiros do mundo real.
As stablecoins em USD continuam sendo centrais, mas, à medida que a tecnologia blockchain se integra mais profundamente às finanças globais, a diversificação de moedas se acelerará. O futuro dos pagamentos on-chain pode ser um ecossistema multimoeda, no qual diversas stablecoins coexistem. Empresas, instituições financeiras e plataformas de pagamento de diferentes regiões poderão escolher a moeda mais relevante para suas transações e contar com protocolos de FX on-chain para conversão instantânea. Nessa direção, projetos de infraestrutura como a Mento, focados em liquidez multimoeda e FX on-chain, estão posicionados para se tornar conectores essenciais, ajudando a Web3 a construir uma rede de pagamentos realmente alinhada às necessidades financeiras globais. Fixed Price Market Maker
As stablecoins em USD são a espinha dorsal das finanças em blockchain, mas os pagamentos e a atividade financeira globais são inerentemente multimoeda, uma única moeda não pode atender a todas as necessidades. À medida que os negócios transfronteiriços, o comércio internacional e os pagamentos Web3 se expandem, cresce a necessidade de stablecoins que representem diversas moedas fiduciárias e de infraestrutura de FX on-chain para conversões cambiais eficientes. A Mento assume essa missão, aproveitando protocolos de FX descentralizados, criação de mercado FPMM e redes de liquidez multimoeda para criar um ecossistema completo de FX on-chain. À medida que mais stablecoins não denominadas em dólar entram no mercado e os pagamentos cross-chain e as finanças em conformidade avançam, as stablecoins multimoeda estão posicionadas para evoluir de uma ferramenta complementar para um pilar fundamental das finanças Web3 e dos pagamentos digitais globais.
R: Stablecoins não denominadas em dólar são ativos digitais vinculados a moedas fiduciárias que não sejam o dólar, incluindo euros, libras, ienes e outras moedas locais. Esses ativos oferecem suporte a pagamentos, negociações e aplicações financeiras em diversas regiões, reduzindo a dependência do sistema baseado no dólar.
R: À medida que cresce a demanda por pagamentos transfronteiriços, gestão de tesouraria corporativa e finanças digitais entre regiões, o mercado busca formas de realizar transações diretamente em moedas locais, em vez de sempre converter por meio do dólar, tornando as stablecoins não denominadas em dólar cada vez mais importantes.
R: A Mento é um protocolo de FX descentralizado dedicado à criação de redes de câmbio e liquidez on-chain para stablecoins vinculadas a diferentes moedas fiduciárias, facilitando uma infraestrutura robusta de pagamentos multimoeda e FX.
P4: Quais são as aplicações de FX on-chain no mundo real?
R: O FX on-chain atende a pagamentos transfronteiriços, alocação de fundos corporativos, liquidação de comércio internacional e gestão de ativos para instituições financeiras. A blockchain permite a conversão instantânea entre stablecoins de diferentes moedas, melhorando a eficiência das transações e eliminando parte dos custos com intermediários.
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