Acabei de perceber algo que vale a pena prestar atenção no mercado de ouro agora. Já estamos na metade de 2026, e o caso de alta do ouro que parecia controverso há alguns anos está se desenrolando quase exatamente como previsto.



Aqui está o que chamou minha atenção: o ouro tem estado em uma tendência de alta constante desde o início de 2024, quando começou a atingir máximas históricas em todas as principais moedas — não apenas o USD. Esse foi o verdadeiro sinal de confirmação de que entramos em um novo mercado de alta, não apenas um pico temporário.

A razão pela qual isso importa é que o ouro não é realmente sobre dinâmica de oferta e demanda do jeito que as pessoas pensam. É fundamentalmente um ativo monetário. Quando você olha para o crescimento do M2 e as tendências do IPC, eles têm subido de forma constante. O ouro tende a acompanhar esses métricas, e a divergência que vimos em 2022-2023 sempre ia se fechar. Ela se fechou, e agora estamos vendo essa tendência de alta suave continuar.

O que está impulsionando isso? Expectativas de inflação. Essa é a verdadeira história. O ETF TIP tem respeitado um canal de alta de longo prazo, e historicamente o ouro correlaciona fortemente com expectativas de inflação. Quando olho para o gráfico de 50 anos do ouro, a formação de taça e alça que se completou por volta de 2023 foi uma reversão de alta clássica. Consolidações longas criam quebras fortes — isso é análise técnica básica.

A política monetária global ainda é acomodatícia, os rendimentos dos títulos não estão disparando, e o euro parece construtivo. Todas condições favoráveis ao ouro. A posição do mercado de futuros, com shorts comerciais estendidos, também sugere pressão de baixa limitada.

Olhando para onde estamos: 2024 atingiu cerca de US$ 2.600, como esperado. 2025 avançou para perto de US$ 3.100. Agora, para 2026, estamos na faixa de US$ 3.900 a US$ 4.000. A verdadeira questão não é se o ouro continuará subindo — o padrão do gráfico e o cenário monetário sugerem que sim. A questão é o timing e quão agressivo será o movimento.

Chegar a US$ 5.000 até 2030 não é uma previsão louca quando você considera as tendências seculares. Essa é a meta de preço do ouro para 2030 que faz sentido se a inflação permanecer persistente e os bancos centrais continuarem a acomodar. A prata, aliás, provavelmente acelerará mais tarde neste ciclo, quando o ouro realmente começar a subir.

A convergência do cenário técnico, das dinâmicas monetárias e das expectativas de inflação aponta na mesma direção. Isso não é uma operação de curto prazo — é um mercado de alta estrutural de vários anos. Quem acompanha tendências macro deve provavelmente ficar de olho na posição dos metais preciosos.
Ver original
Esta página pode conter conteúdo de terceiros, que é fornecido apenas para fins informativos (não para representações/garantias) e não deve ser considerada como um endosso de suas opiniões pela Gate nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Isenção de responsabilidade para obter detalhes.
  • Recompensa
  • Comentário
  • Repostar
  • Compartilhar
Comentário
Adicionar um comentário
Adicionar um comentário
Sem comentários
  • Marcar