Acabei de descobrir algo interessante durante o Token2049 em Cingapura. Bryan Johnson, o fundador da Braintree que vendeu sua empresa para o PayPal por 800 milhões de dólares em 2013, estava lá e fez uma observação bastante fascinante sobre sua vida paralela que poderia ter tido.



Esse cara recebeu 300 milhões com a venda da Braintree e hoje seu patrimônio é estimado em cerca de 400 milhões de dólares. Pode parecer uma vitória enorme, mas segundo ele mesmo, se não tivesse vendido a Braintree naquela época, provavelmente teria dedicado toda a sua vida às criptomoedas. Imagine só o patrimônio de Brian Johnson se tivesse seguido esse caminho.

O que me impressionou é que Johnson e sua equipe já estavam trabalhando em uma parceria com a Coinbase em 2013 para permitir que comerciantes aceitassem Bitcoin. Estavam entre os primeiros no setor a se mover nessa direção. "Eu era muito otimista com as criptomoedas", disse. "E então vendemos logo depois. Mas sim, existe uma realidade paralela onde toda a minha vida é criptomoeda."

Agora Johnson é mais conhecido por sua obsessão com o anti-envelhecimento e seu projeto Blueprint. Gasta cerca de dois milhões de dólares por ano para manter seu corpo em condições ideais, com uma equipe de cerca de 30 pessoas entre nutricionistas e especialistas. Seu patrimônio lhe permite investir pesadamente nisso, mas ele diz que os verdadeiros benefícios vêm de coisas simples: dieta precisa, exercício regular e sono de qualidade.

Mas aqui está a conexão interessante com o mundo cripto. Johnson estava em Cingapura ajudando a lançar a The Network School com Balaji Srinivasan, ex-CTO da Coinbase. É um programa de três meses para 150 libertários focados em tecnologia, realizado na Malásia, em uma ilha artificial. A ideia é criar um Estado de rede, uma visão que Srinivasan defende há anos, baseada em valores libertários e um sistema financeiro construído sobre Bitcoin.

O que me fascina é como o patrimônio de Brian Johnson e sua filosofia se entrelaçam com o pensamento cripto. Ele percebeu que o Bitcoin rejeita a inflação, assim como ele rejeita o envelhecimento. Ambos rejeitam aceitar uma "morte lenta" imposta pelo sistema. No palco do Network State, Johnson e Srinivasan desenvolveram esse paralelo: o Bitcoin impede que o Estado esgote lentamente sua riqueza através da inflação, enquanto o Don't Die impede que o Estado esgote lentamente sua saúde através da aceitação do envelhecimento.

Johnson não tem medo da morte, mas quer ficar por aí tempo suficiente para ver como a inteligência artificial transformará a sociedade. Diz que o que faz não é apenas sobre saúde pessoal, mas responder a uma pergunta maior: o que fazemos como espécie quando damos à luz uma superinteligência?

O que mais surpreende é como o patrimônio de Brian Johnson lhe permite financiar esses experimentos de longevidade e cultivar esses projetos visionários. Ele toma 1.500 mg de metformina por dia há quatro anos, fala muito bem do Ozempic, e vende online uma série de suplementos chamados Blueprint Stack. Diz que sua velocidade de envelhecimento agora é de 0,64, o que significa que ele comemora seu aniversário a cada aproximadamente 19 meses.

Alguns observadores compararam o movimento Don't Die a uma religião, e Johnson, ex-mórmon que perdeu a fé, não negou completamente essa ideia. Ele respondeu dizendo que o Don't Die questiona tudo o que entendemos sobre a existência, embora seja intuitivamente correto.

Essa história me mostra que o patrimônio de Brian Johnson não é apenas uma questão de dinheiro, mas de como usar a riqueza para explorar os limites do que é possível. Seja longevidade, inovação tecnológica ou filosofia libertária, Johnson está construindo algo maior do que ele mesmo.
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