Tenho pensado bastante naquela turma de IPOs de 2011 e, honestamente, é impressionante quantas dessas empresas que fizeram IPO em 2011 arrasaram logo de cara. Tipo, quase tudo que abriu capital naquele ano começou a negociar em alta imediatamente—bem raro ver esse tipo de força geral em um grupo.



A maior história foi definitivamente a HCA entrando no mercado pela terceira vez. Eles movimentaram 3,79 bilhões em ações e o fato de conseguirem encontrar compradores suficientes já diz tudo sobre o apetite na época. Só teve uma verdadeira decepção no grupo—a Tornier caiu alguns por cento, mas todo o resto tinha potencial.

O que é interessante é como você podia identificar os verdadeiros vencedores se prestasse atenção na dinâmica do período de silêncio. Pegue a Broadsoft, por exemplo. Essa basicamente ficou na faixa de menos de 10 dólares por uns quatro meses após abrir capital em meados de 2011, aí de repente disparou para 47,50 dólares. É esse tipo de cenário que você quer pegar—quando a cobertura dos analistas finalmente começa e boom.

O setor de energia limpa também teve jogadas interessantes. A Gevo estava recebendo muita atenção do público de biocombustíveis de segunda geração. Subiu 30% em um mês e a galera estava empolgada com o potencial. Mas, na real, esses biocombustíveis de próxima geração ainda eram não comprovados em escala. Só funcionava se o petróleo permanecesse acima de 120 dólares ou se os subsídios governamentais entrassem em ação. Ainda assim, a Gevo estava se posicionando à frente dos concorrentes para uma rampagem de produção real em 2012.

Mas o que realmente me chamou atenção foi a Interxion. Sim, ela tinha só seis semanas de vida pública, mas a empresa tinha fundamentos sólidos. Operava na Holanda com data centers e já tinha uma década de história operacional. Estava gerando margens operacionais próximas de 40%—isso é realmente impressionante. O modelo também era limpo: apenas alugava espaço na backbone global, não possuía o hardware. Menos risco, menos capital investido, menos preocupação com equipamentos ficando obsoletos.

A base de clientes tinha contratos de longo prazo e eles planejavam expandir para lugares como Dublin e Dusseldorf com o dinheiro do IPO. O fluxo de caixa livre era o verdadeiro destaque. As projeções indicavam que atingiria um dólar por ação no ano seguinte, talvez 1,25 dólares até 2013. Nesses níveis, você tinha um rendimento de fluxo de caixa livre de 9%, o que é sólido. Poderiam compará-la à Rackspace ou Savvis, mas a Interxion tinha um roteiro mais limpo.

A pegada de publicidade em smartphones também foi interessante, com empresas como Velti tentando capitalizar o crescimento móvel. E Nielsen Media, Kinder Morgan—havia algumas jogadas legítimas de tartaruga naquela turma de 2011, se você preferisse um crescimento mais lento e estável.

A questão dos IPOs daquela época é que eles frequentemente enfrentavam momentos difíceis quando reportavam resultados decepcionantes, mas isso geralmente criava ótimos pontos de entrada assim que encontravam seu ritmo. As empresas que abriram capital em 2011 ensinaram muita gente sobre paciência no mercado de novas emissões. Algumas eram vencedoras óbvias, outras levavam tempo para se provar, mas, no geral, foi um ano sólido para novas empresas públicas.
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