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O maior escândalo da Copa do Mundo é a FIFA
Nesta Copa do Mundo, já na fase eliminatória, o que mais chama a atenção não são os gols espetaculares, nem o desempenho dos craques, e muito menos as zebras. São a FIFA fora de campo e os árbitros dentro dele. Primeiro, tivemos a piada do século: o cartão vermelho do jogador americano Balogun foi "suspenso por um ano". Depois, nas oitavas de final entre Argentina e Egito, quatro decisões polêmicas transformaram a partida em um suspense. Uma Copa do Mundo que deveria ser sobre futebol acabou com os torcedores se perguntando: quem está realmente jogando — os jogadores ou a FIFA, que resolveu entrar em cena como protagonista?
Balogun pisou com violência em um adversário e levou cartão vermelho. Pela regra, suspensão automática no próximo jogo, certo e justo. Mas aí Trump ligou para Infantino, e a FIFA recorreu a uma cláusula de "suspensão adiada" que não era usada na Copa há décadas — o cartão vermelho foi mantido, mas o jogador pôde atuar na partida decisiva. Isso abriu um precedente em 56 anos de história dos cartões amarelo e vermelho na Copa. O mais irônico? Mesmo com esse enorme favorecimento, os EUA perderam de 4 a 1. A FIFA se esforçou para ultrapassar todos os limites, e no fim das contas, não serviu para nada.
Enquanto a piada americana ainda ecoava, a partida entre Argentina e Egito deixou os torcedores perplexos. Um gol de contra-ataque do Egito, bem trabalhado, foi anulado por um toque quase invisível no meio de campo. O Egito sofreu duas faltas claras dentro da área argentina — uma delas em um momento crucial de empate no acréscimo — e o VAR nem foi consultado. Um jogador argentino deu um tapa no rosto de um adversário e não levou nem amarelo, escapando de um vermelho escancarado. Para completar, o gol da vitória argentina saiu justamente em um contra-ataque após um pênalti não marcado para o Egito. Depois do jogo, jogadores egípcios disseram: "O campeão já estava definido". Torcedores relembraram o caso antigo de Messi pisando em alguém sem levar cartão — fica claro que a arbitragem pende conforme o jogador.
Essas situações absurdas não são fruto de um erro de visão do árbitro. Por trás, há interesses financeiros calculados com precisão. Por que um telefonema de Trump foi capaz de mudar a regra? Nesta Copa, a FIFA vai faturar dezenas de bilhões de dólares, e a maior parte da receita vem do mercado americano — desde vistos e segurança até patrocínios e ingressos, tudo depende da boa vontade do governo dos EUA. Infantino precisa agradar com dinheiro vivo mais de 200 associações para garantir a reeleição, então é natural que mime o país-sede. Por que a arbitragem foi complacente com a Argentina? O último baile de Messi é o maior atrativo de audiência desta Copa. Quanto mais longe a Argentina for, maior a audiência e mais caros os anúncios. Em resumo, para a FIFA, as regras não são o limite — os negócios é que são.
Nós assistimos à Copa do Mundo não para ver uma encenação de poder, nem para ver os cálculos do capital. Queremos ver, em 90 minutos, a pureza de que todos são iguais perante as regras. Times pequenos podem derrubar gigantes, desconhecidos podem se tornar heróis. Não importa quem você é: cometeu falta, leva cartão; ganhou ou perdeu, é com dignidade. Essa é a parte mais bonita do futebol. Os protagonistas da Copa sempre foram os jogadores em campo, e não os dirigentes que mudam as regras nos escritórios, nem os políticos que fazem ligações à beira do campo. Apitar com justiça, cumprir as regras e devolver o jogo aos jogadores — isso é o que importa.