O Bitcoin está de olho na zona de pressão perto de 65.500; o Ethereum, perto de 1.913. Quando chegar nessa região e segurar na pressão, dá para entrar vendido (short).



No momento, o petróleo, os Treasuries dos EUA e o dólar também estão subindo. A lógica é que os ativos de risco certamente estão sob pressão.

Precisamos focar principalmente na decisão de juros do Fed:
Horário da reunião do Fed para decisão de juros: na quinta-feira, 30 de julho, às 02:00 (horário de Pequim), será divulgado o resultado.

II. As 3 principais pressões macro do momento (petróleo, Treasuries e dólar)

1. O Brent rompendo US$ 100 → aumenta o risco de repique da inflação

O petróleo Brent futuro internacional subiu para US$ 100/barril.
O petróleo é um dos motores centrais da inflação global; uma alta forte do petróleo eleva diretamente o nível de preços geral nos EUA. Com isso, a pressão para o Fed combater a inflação aumenta, e o mercado passa a prever que o Fed terá mais dificuldade para cortar juros — até mesmo podendo voltar a elevar juros.

2. Rendimento dos Treasuries de 10 anos acima de 4,7%

O rendimento dos Treasuries é a “taxa-base livre de risco” de precificação de ativos no mundo:
Rendimento subindo = o mercado entende que inflação/juros futuros serão mais altos. Com isso, o dinheiro sai de ações, criptomoedas, ouro e outros ativos de risco, pressionando o preço de todos os ativos com valuation mais alto.

3. Dólar Index acima de 101

Fortalecimento do dólar significa aperto da liquidez global em dólar:
o capital global volta para os EUA; mercados emergentes, o mercado cripto e commodities enfrentam pressão de saída de capital; assim, vários ativos de risco ficam pressionados.

III. Observação do Fed pelo CME: dados de probabilidade de alta de juros

A ferramenta “FedWatch” do CME é o principal instrumento usado pelo mercado para negociar a taxa de juros do Fed. Atualmente, a precificação está em:
1. Aumentar juros em 25 bp na próxima semana: 37,9% (perto de 4 em cada 10)
2. Manter a taxa de juros: 62,1%
3. Mercado totalmente excluindo a possibilidade de corte de juros

Em resumo: a expectativa principal do mercado ainda é de não aumento de juros, mas, com o petróleo, os Treasuries e o dólar como tripla pressão negativa para inflação, a probabilidade de alta de juros foi levada para perto de 40%. A alta de juros já não é mais um evento improvável de “cisne negro”.

IV. Cadeia lógica do efeito conjunto

Alta do petróleo → repique das expectativas de inflação → mercado aposta que o Fed não vai afrouxar
→ venda de Treasuries, rendimento subindo
→ dólar ganha atratividade e o dólar fortalece
→ contração de liquidez global; ações, cripto e commodities pressionados
→ aumenta ainda mais a probabilidade precificada de alta de juros pelo Fed

V. Resumo dos impactos para cripto/mercado financeiro

1. Risco negativo de curto prazo para ativos de risco: rendimento dos Treasuries + dólar ambos subindo; o dinheiro tende a reduzir posições em cripto e ações;
2. Ponto-chave de observação: decisão do Fed na madrugada de 30 de julho. Se houver alta inesperada de 25 bp, os ativos de risco globais terão uma correção forte. Se mantiver a taxa de juros, mas liberar uma fala mais “hawkish”, o cenário continua pressionado;
3. Petróleo como variável central: se o petróleo continuar firme acima de US$ 100, a probabilidade de nova alta de juros em setembro deve continuar subindo.
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