Ontem um seguidor perguntou o seguinte:


“Estou pensando em investir em fundos. Vocês compartilham algo sobre isso?”
Eu também prometi pesquisar e explicar da forma mais simples possível. Neste post, vou tentar explicar, em nível básico, o que é um fundo de investimento, o que deve ser analisado na hora de escolher um fundo e como pode ser montada uma carteira (sepe) a partir disso.
O que é um fundo de investimento?
Fundo de investimento é; seu dinheiro é aplicado por uma equipe profissional de gestão de portfólio em instrumentos como ações, ouro, títulos, ativos estrangeiros e outros tipos semelhantes de investimento.
Vamos dar um exemplo simples:
1.000 pessoas investindo 10.000 TRY cada uma e, no total, formando um fundo com patrimônio de 10 milhões TRY.
Esse dinheiro é gerido por gestores profissionais de fundos. O gestor, de acordo com as condições do mercado, pode comprar e vender ações, ouro, títulos ou ativos estrangeiros.
Você, por sua vez, recebe cotas do fundo em troca do valor que investiu. Conforme o valor do fundo aumenta, o valor das cotas que você possui também aumenta.
Uma das principais vantagens dos fundos de investimento é conseguir distribuir o risco, sem ficar preso a um único tipo de investimento. É possível começar com valores menores e a obrigação de acompanhar o mercado diariamente diminui. Assim, decisões emocionais como vender por medo ou comprar sem planejamento por empolgação com uma alta também podem ser limitadas em certa medida.
Uma parte importante dos fundos no Turquia pode ser comparada via TEFAS e adquirida por meio de banco ou corretora.
Quais são os tipos de fundos?
O ponto mais importante aqui é que nem todo fundo é igual.
1. Fundos de mercado de dinheiro (para a parcela de curto prazo)
Geralmente estão entre os grupos de menor risco. A carteira do fundo é composta por produtos de juros líquidos e de curto prazo.
São mais indicados para:
dinheiro que ficará aplicado por pouco tempo,
acumulação para situações de emergência,
investidores que preferem baixo risco.
2. Fundos de instrumentos de dívida
Eles investem em títulos públicos, debêntures (ou notas) e instrumentos de dívida do setor privado.
As possibilidades de retorno podem ser maiores do que nos fundos de mercado de dinheiro. Porém, sofrem influência das variações das taxas de juros.
3. Fundos de ações
Uma parte significativa da carteira é composta por ações.
No longo prazo, podem ter alto potencial de retorno. Em contrapartida, a volatilidade e o risco de perdas temporárias também tendem a ser maiores.
4. Fundos de ouro
Eles oferecem a possibilidade de investir nas variações do preço do ouro sem comprar ouro físico.
Quando o ouro sobe, em geral o valor do fundo também sobe. Mas, quando o preço do ouro cai, o fundo também pode perder valor.
5. Fundos de ações estrangeiras
Eles investem em empresas dos mercados dos EUA, Europa ou de diferentes países.
Na carteira do fundo podem existir empresas como Apple, Microsoft, Nvidia ou Amazon. No entanto, a composição e a estratégia de investimento de cada fundo são diferentes.
6. Fundos temáticos
Eles se concentram em um setor específico ou em um tema de investimento.
Por exemplo:
Existem fundos temáticos que investem em áreas como inteligência artificial,
tecnologia,
energia,
indústria de defesa,
saúde.
Esses fundos podem ter alto potencial de crescimento. Porém, como se concentram em um setor específico, a volatilidade também pode ser maior.
O maior erro na hora de escolher um fundo
Uma parte importante dos investidores começa com a seguinte pergunta:
“Qual é o fundo que mais rendeu no último ano?”
Depois compra o fundo que aparece em primeiro no ranking.
Mas o desempenho passado não garante o desempenho futuro.
Um fundo pode ter rendido 150% no ano anterior. Ainda assim, no ano seguinte ele pode perder 20% ou mais.
Por isso, a escolha de um fundo não deve ser feita apenas com base no retorno histórico.
O que eu analiso na hora de escolher um fundo?
1. Primeiro eu defino meu objetivo de investimento
Quando eu preciso do dinheiro?
Daqui a 3 meses?
Daqui a 3 anos?
Na aposentadoria?
A escolha do fundo deve ser feita, principalmente, de acordo com o horizonte de tempo do investimento e o objetivo.
2. Eu analiso o valor do risco
Os níveis de risco dos fundos geralmente são apresentados entre 1 e 7.
1–2: baixo risco
3–4: risco médio
5–7: alto risco
Mas alto risco não significa garantia de alto retorno. Apenas indica que o fundo pode ter oscilações mais fortes.
3. Eu verifico em que o fundo investe
A pergunta mais importante é:
“Quais ativos estão dentro deste fundo?”
Porque, ao comprar um fundo, na prática você passa a ter participação nos ativos em que o fundo investe.
Mais do que o nome do fundo, é preciso analisar a distribuição da carteira e a estratégia de investimento.
4. Eu avalio a gestão do fundo
Eu observo por qual empresa de gestão de portfólio o fundo é administrado, o histórico da equipe de gestão e a estabilidade na estratégia do fundo.
Mudanças de gestor e transformações importantes na estratégia também podem afetar o desempenho futuro do fundo.
5. Eu analiso a taxa de administração (fee)
Todo fundo tem um custo de gestão.
Mesmo que esse percentual pareça pequeno, ele pode afetar o retorno total no longo prazo. Ao comparar fundos com estrutura semelhante, também é importante considerar os custos de gestão.
6. Eu olho o tamanho do fundo
O tamanho do fundo, sozinho, não é um indicador de que ele seja bom ou ruim.
No entanto, em fundos muito pequenos, os movimentos dos investidores e as condições de liquidez podem ganhar ainda mais importância. Em fundos maiores, a flexibilidade de gestão, por vezes, pode diminuir.
Por isso, eu avalio o tamanho do fundo junto com outros critérios.
Como entender se um fundo é bom?
Não é só pelo quanto ele rende.
As seguintes perguntas devem ser avaliadas em conjunto:
Ele foi mais bem-sucedido do que os fundos da mesma categoria?
Essa “boa performance” foi só em um ano ou em períodos mais longos também?
Quanto retorno ele obteve levando quanto risco?
Qual é a oscilação e a maior queda (máxima)?
O desempenho é consistente?
Ele conseguiu superar o critério de comparação?
Em uma análise profissional, o que importa não é apenas o ganho, mas o retorno obtido em troca do risco assumido.
Todo o dinheiro é investido em um único fundo?
Geralmente, não.
Diversificação é uma das regras mais importantes para investimentos em fundos.
Este é apenas um exemplo. O objetivo é fazer com que o portfólio se mova de forma mais equilibrada em diferentes condições de mercado.
As proporções de cada investidor mudam conforme idade, situação de renda, prazo de investimento, apetite a risco e objetivos.
Duas abordagens de carteiras de acordo com o apetite a risco
Carteira focada em crescimento agressivo
Para investidores que pensam no longo prazo e conseguem aguentar uma alta volatilidade, a parcela em ações pode ser mantida mais alta.
Na carteira podem estar estes tipos de fundos:
fundo de ações nacionais
fundo de ações estrangeiras ou globais
fundo de ouro
fundo de mercado de dinheiro (curto prazo)
Enquanto os fundos de ações nacionais e estrangeiras formam o lado de crescimento, a diversificação com ouro e o fundo de mercado de dinheiro podem ser usados para liquidez e para esperar oportunidades.
Carteira mais equilibrada
Para investidores que querem manter a volatilidade sob controle, a parcela em ações pode ser reduzida.
Nessa abordagem:
a proporção do fundo de ações nacionais pode ser diminuída,
pode haver participação limitada em fundo de ações estrangeiras,
a proporção do fundo de ouro pode ser aumentada,
a parcela de fundo de mercado de dinheiro ou de fundos de curto prazo pode ser elevada.
Essa estrutura pode ter um potencial de crescimento menor do que a carteira agressiva. Em contrapartida, em períodos de queda, espera-se que se mova de forma mais calma.
O que mais deve ser observado ao escolher um fundo?
Além do retorno, estas são outras áreas para analisar:
valor de risco
taxa de administração
tamanho do fundo
número de investidores
distribuição da carteira
estratégia que seja compreensível e consistente
valores (datas) de liquidação para compra e venda
aplicação atual de stopaj (imposto na fonte)
O desempenho passado é apenas referência; não garante que o mesmo retorno será obtido no futuro.
Como começar?
Você pode acessar os fundos TEFAS pelo aplicativo do banco ou da corretora e analisar os tipos de fundos relacionados.
No começo, pode ser mais saudável investir com um valor pequeno e aprender o sistema.
Investir regularmente todos os meses pode reduzir o risco de comprar em um único nível de preço. Mas investir regularmente também não é garantia de lucro. Comprar continuamente um fundo mal escolhido não transforma automaticamente o fundo em um investimento correto.
Nos períodos iniciais, em vez de olhar o preço do fundo todos os dias, é mais útil se concentrar no objetivo do investimento, na distribuição da carteira e no plano definido.
Meu conselho mais importante para iniciantes é este:
Investir em fundos não é apenas encontrar “o fundo que mais rende”.
O objetivo principal é:
reconhecer a si mesmo e seus limites de risco,
definir seu objetivo de investimento,
montar uma carteira adequada,
agir de forma regular e planejada,
não fazer compra e venda por pânico,
pensar no longo prazo.
Um bom investidor não é o que fica trocando de fundo o tempo todo, e sim o que sabe por que comprou aquele fundo.
Ao fazer a pesquisa, vi que o tema é bastante detalhado. Sempre que eu tiver oportunidade, continuarei tanto explicando informações básicas quanto analisando os fundos um a um.
Este conteúdo é para informação geral, não é recomendação de investimento. A situação de renda, objetivos, prazo de investimento e tolerância a risco de cada investidor são diferentes. Antes de escolher um fundo, você precisa obrigatoriamente considerar suas próprias condições.
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