Goldman Sachs alerta alta extrema do preço do petróleo: em cenários extremos, o Brent pode ultrapassar US$ 120 por barril

O Goldman Sachs divulgou em 27 de julho um relatório aprofundado sobre commodities, com três cenários de alerta para os preços do petróleo. Em condições extremas, se a navegação pelo Estreito de Ormuz seguir interrompida até 2027, o preço médio anual do Brent ficaria acima de US$ 100, e as pontas de fim de trimestre em cada estação têm maior probabilidade de romper a faixa dos US$ 120.

(Resumo anterior: O Goldman Sachs alertou para o “maior crise do petróleo da história”: US$ 110 pelo barril seria um topo de pânico ou uma nova base de normalidade?)

(Complemento de contexto: Se não houver rota pelo Estreito de Ormuz, o petróleo “de fato não sai”? Existem alternativas?)

Sumário

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  • Revisão da trajetória do preço: catalisador de alta de 12% na semana
  • Cenário 1: neutro-base — Brent nas estações a US$ 80, média anual em US$ 75
  • Cenário 2: alta extrema — Ormuz segue com interrupção, Brent rompe US$ 120 nas estações
  • Cenário 3: piso de baixa — no fim de 2027, Brent volta a US$ 60
  • Novo ponto de vista do Goldman Sachs: prêmio de risco estrutural

No relatório mais recente sobre commodities, o Goldman Sachs apresentou três cenários claros para o petróleo, cobrindo todo o espectro do neutro ao extremo. A conclusão central é: o risco de alta do preço é significativamente maior do que o espaço para queda; no curto prazo, a redução de estoques no verão deve sustentar o petróleo em patamares elevados.

Revisão da trajetória do preço: catalisador de alta de 12% na semana

O contrato futuro principal do Brent, na última semana, chegou a ficar muito perto da marca de US$ 100 por barril, com alta semanal de mais de 12%. Os fatores que impulsionaram o preço foram principalmente três: o risco da navegação no Mar Vermelho voltar a se intensificar, com ataques sucessivos dos rebeldes Houthis contra petroleiros na região; cortes de produção pelos países produtores de petróleo do Oriente Médio se concretizando; e, além disso, o lançamento em sequência de diversos relatórios aprofundados sobre commodities por bancos de investimento como o Goldman Sachs, decompondo o prêmio geopolítico.

Ainda assim, a alta do petróleo não foi constante ao longo do caminho. No pregão de 27 de julho, com a paralisação dos ataques dos EUA ao Irã durante o fim de semana, o Brent chegou a cair 6% para perto de US$ 91 por barril, enquanto o WTI rompeu a marca de US$ 84, indicando uma reação rápida dos traders aos sinais de trégua.

Cenário 1: neutro-base — Brent nas estações a US$ 80, média anual em US$ 75

O Goldman Sachs manteve a projeção mais básica inalterada: supondo uma melhora na situação geopolítica no Oriente Médio e uma recuperação gradual da navegação, no quarto trimestre de 2026 o Brent fica em US$ 80 e o WTI em US$ 76.

Para 2027, com a navegação normal pelo Estreito de Ormuz, o Goldman Sachs prevê que a média anual do Brent será US$ 75 e a do WTI, US$ 70. O relatório destaca especificamente que o cálculo do instituto estima um excedente global de oferta e demanda de petróleo em 3,2 milhões de barris por dia em 2027; o excedente de longo prazo deve pressionar o centro do intervalo de preços.

Cenário 2: alta extrema — Ormuz segue com interrupção, Brent rompe US$ 120 nas estações

Este é o ponto central do relatório. O Goldman Sachs traçou dois cenários de alta:

Cenário de alta fundamental: se a interrupção do transporte no Estreito de Ormuz continuar até 2027, e a capacidade de produção de petróleo do Golfo só conseguir ser totalmente restaurada até o fim de 2027, então o Brent no quarto trimestre de 2026 pode romper US$ 120, e a média de 2027 ficará acima de US$ 100.

Cenário de sobreposição dupla: se o Estreito de Málaca e o Canal de Suez ficarem bloqueados de forma prolongada, o preço do petróleo subirá, além do cenário de alta fundamental, mais US$ 25 por barril. Isso significa que o Brent pode mirar uma faixa extrema de US$ 145.

Conforme apontaram analistas do Goldman Sachs, a revisão se baseia na hipótese de que o volume de petróleo transportado pelo Estreito de Ormuz cairá para 5% da capacidade normal por um período de até seis semanas, e que a recuperação exigirá mais um mês.

Cenário 3: piso de baixa — no fim de 2027, Brent volta a US$ 60

O Goldman Sachs também apresentou um cenário de proteção para a baixa: se a oferta global aumentar acima do esperado e a demanda energética continuar a encolher, no fim de 2027 o Brent poderia cair para o mínimo de US$ 60. Mas o relatório deixa claro que a probabilidade de ocorrência desse cenário é baixa.

Novo ponto de vista do Goldman Sachs: prêmio de risco estrutural

Além dos três cenários, o Goldman Sachs enfatizou uma mudança estrutural: a capacidade de produção de petróleo e as capacidades remanescentes ficam altamente concentradas em poucos países; essa tendência de concentração tende a elevar o prêmio de risco por um período mais longo. Os analistas disseram que essa dinâmica deve incentivar os governos a aumentarem as reservas estratégicas.

Para Taiwan, a dependência de importações de petróleo supera 95%. A cada aumento de US$ 10 no preço por barril, uma estimativa aproximada é de um gasto adicional anual de cerca de 1,5 a 2 bilhões de novos dólares de Taiwan. Se a média do Brent sair de US$ 75 e chegar a US$ 100, o custo do combustível para as famílias taiwanesas pode aumentar de 500 a 1.000 yuanes por mês.

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