A Apple volta a figurar entre as principais empresas em valor de mercado, à medida que os investidores acreditam que a Apple tem potencial para se tornar a infraestrutura central da inteligência pessoal no futuro. O núcleo da competição daqui para frente talvez não seja mais apenas “vender dispositivos”, mas sim quem consegue ser a principal porta de entrada entre as pessoas e o mundo digital.



A Apple está construindo, por meio de iPhone, Apple Watch, Vision Pro, iCloud, AI e outros, um sistema completo de capacidades centradas no indivíduo: perceber o ambiente e o corpo da pessoa, confirmar a identidade da pessoa, registrar as memórias da pessoa, entender as necessidades da pessoa e, por fim, ajudar a pessoa a realizar ações. Portanto, a aposta do mercado não está em quantas unidades do próximo iPhone ela conseguirá vender, mas sim em: se a IA se tornar a principal assistente de cada pessoa pelas próximas décadas, quem tiver os dados pessoais mais ricos, a melhor porta de entrada de dispositivos e a maior confiança dos usuários é quem pode se tornar o centro da próxima plataforma de computação.

O objetivo futuro da Apple talvez não seja um ecossistema de hardware, e sim se tornar um sistema operacional de inteligência pessoal que compreende a pessoa, atende a pessoa e acompanha a pessoa.
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