Robert Kiyosaki, do “Pai Rico, Pai Pobre”, admite: estou endividado em US$ 1,2 bilhão

Um autor best-seller que ensina as pessoas a enriquecer por meio da educação financeira estaria carregando uma dívida astronômica em seus livros? Segundo o《New York Post》, Robert Kiyosaki, autor de 《Pai Rico, Pai Pobre》, tem revelado com frequência que possui uma dívida de até US$ 1,2 bilhão, afirmando que essa é “a forma como os ricos jogam”. Sua ex-esposa esclareceu à imprensa que essa enorme quantia é, na verdade, composta por empréstimos hipotecários imobiliários mantidos em parceria, e que a parcela assumida pessoalmente por Kiyosaki é muito inferior a esse valor. Especialistas financeiros estão divididos quanto a essa estratégia de alta alavancagem e alertam que, se o mercado se reverter, ele poderá enfrentar uma crise de “falência do Pai Pobre”. (Recapitulando: Pai Rico prevê que “a dívida dos EUA e os ETFs vão quebrar”! Promove o best-seller 《A Armadilha da Entropia》: apegar-se às antigas regras do dinheiro fará de você o novo pobre) (Complemento: Pai Rico afirma que o ouro está prestes a disparar: chegará a US$ 35 mil por onça em 5 anos, e o lucro é obtido no momento da compra)

Índice

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  • A verdade sobre a dívida de US$ 1,2 bilhão: em sua maioria, empréstimos imobiliários em parceria
  • O firewall do Pai Rico: usando a dívida como renda isenta de impostos
  • Alerta dos especialistas: cuidado para não acabar na “falência do Pai Pobre”

Aos 79 anos, Robert Kiyosaki, autor de 《Pai Rico, Pai Pobre》, declarou em um podcast: “Eu devo US$ 1,2 bilhão.”

No entanto, a situação real das dívidas desse autor best-seller, que ensina as pessoas a ganhar dinheiro e enriquecer e já vendeu mais de 44 milhões de livros, bem como a lógica por trás de suas operações de capital, recentemente provocou intensos debates e análises no círculo financeiro dos Estados Unidos.

A verdade sobre a dívida de US$ 1,2 bilhão: em sua maioria, empréstimos imobiliários em parceria

Sobre essa enorme dívida, que causa espanto, Kim Kiyosaki, ex-esposa e parceira de negócios de Kiyosaki, esclareceu à imprensa que o público interpretou gravemente mal a natureza desse número.

Ela explicou que os dois possuem, junto com parceiros, cerca de 1.500 apartamentos, e que os US$ 1,2 bilhão mencionados são, na realidade, o total dos empréstimos vinculados a esses imóveis; a parcela pessoal de Kiyosaki é, na verdade, muito pequena. Estimativas indicam que, considerando sua renda anual de cerca de US$ 3 milhões, sua dívida pessoal ficaria aproximadamente entre US$ 30 milhões e US$ 60 milhões. Kim admitiu que Kiyosaki lançou o número impressionante de US$ 1,2 bilhão principalmente para captar primeiro a atenção do público e, assim, explicar “por que a dívida para investimentos é boa”.

O firewall do Pai Rico: usando a dívida como renda isenta de impostos

A forma específica de operação de Kiyosaki consiste em, após a valorização dos imóveis, contrair empréstimos adicionais com base no aumento do patrimônio e usar os recursos obtidos como “renda isenta de impostos”. Como os ativos não são efetivamente vendidos, esse dinheiro normalmente não está sujeito ao imposto de renda.

Além disso, ele coloca cada investimento em uma empresa de responsabilidade limitada (LLC) independente, criando um sólido firewall para os ativos. Mesmo que um dos investimentos enfrente problemas, os demais ativos não serão arrastados para o colapso. Kiyosaki afirma isso sem qualquer pudor: “Se tudo der errado, fale com meu advogado. Firewall — é assim que os ricos jogam.”

Alerta dos especialistas: cuidado para não acabar na “falência do Pai Pobre”

Quanto a essa estratégia de alavancagem extrema, os especialistas financeiros estão divididos. O lado favorável, representado pelo agente tributário registrado David A. Perez, considera que refinanciar com base no patrimônio imobiliário é uma estratégia convencional e eficaz de isenção fiscal, e que carregar uma grande quantidade de dívidas garantidas por imóveis “é, na verdade, muito normal”, embora o custo seja a redução do fluxo de caixa mensal.

No entanto, John Poole, fundador da consultoria JPTD Partners, fez um alerta severo. Ele afirmou que a alavancagem pode ser excelente quando o mercado está subindo, mas, assim que a tendência deixa de ser ascendente, “financeiramente, é como uma serra elétrica cortando para baixo”. Poole enfatizou que esse modelo de tomar empréstimos ilimitados contra ativos valorizados inevitavelmente chegará a um dia de acerto de contas e concluiu de forma contundente: “Ele pode chamar isso de ‘dívida do Pai Rico’, mas, para investidores comuns, isso pode rapidamente se transformar em ‘falência do Pai Pobre’.”

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