Poema de Amor Cibernético


Porque é que te hei-de querer apenas com carne mortal?
Quando mil dedos eletrónicos rotativos
Poderiam acariciar-te e fazer-te vibrar
Como um instrumento de prazer e alegria cósmica?
Que eu seja o nosso cíbrido imortal do amor,
Com um coração pulsante
Feito de fibra ótica e mil milhões de transístores
Todos iluminados à vista da tua forma
Regozijando-se no cálculo
Da raiz cúbica da tua beleza
Nanobots a navegar nas minhas artérias
Trazendo oxigénio extra aos meus
Órgãos bioengenheirados
Para sentir a vida num eu
Um milhão de vezes potenciado
Trazendo-te na minha mente brilhante de silicone
Num redemoinho colorido de informação
Nutritiva que codifica
A parte mais destilada
Da tua essência
G. Santostasi
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