## Semana em alta: Ibovespa sobe 1,76% impulsionado por acordo Mercosul-UE



O fechamento da primeira semana completa de 2026 trouxe sinais positivos para o mercado financeiro brasileiro. O Ibovespa encerrou a semana com ganho acumulado de 1,76%, refletindo a recepção otimista do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia. Na última sessão, o índice registrou alta de 0,27%, fechando aos 163.370,31 pontos, beneficiado pelo avanço das negociações que duraram mais de duas décadas.

A concretização do tratado está marcada para 17 de janeiro, com o aval político já consolidado entre os blocos. Lideranças políticas em ambos os lados celebraram o momento como um marco para o comércio internacional, em contraste com o cenário protecionista global. O chanceler alemão ressaltou que a iniciativa reforça a posição estratégica europeia, enquanto o presidente do Conselho Europeu também manifestou apoio público ao avanço.

## Oportunidades de crescimento econômico e beneficiários imediatos

A criação da maior área de livre-comércio do mundo traz perspectivas robustas para a economia brasileira. Com um mercado consumidor de aproximadamente 700 milhões de pessoas, o acordo tem potencial de elevar o PIB do Brasil em 0,46% até 2040, conforme projeções do Ipea. Esses ganhos estruturais beneficiarão principalmente o agronegócio sustentável, que terá acesso facilitado aos mercados europeus.

Produtos como carne, café, vinho e azeite encontrarão condições mais favoráveis de exportação, fortalecendo a balança comercial brasileira. No mercado de ações, as empresas exportadoras aproveitaram imediatamente a notícia. A Minerva (BEEF3) avançou 2,51%, enquanto MBRF3 registrou ganho de 1,93%. No setor de papel e celulose, Klabin (KLBN11) e Suzano (SUZB3) também fecharam em alta.

## Inflação controlada e perspectivas para a próxima reunião do Copom

O desempenho positivo da semana foi reforçado pela divulgação do IPCA de dezembro, que surpreendeu pela contenção. A inflação oficial brasileira encerrou 2025 dentro da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, contrariando prognósticos pessimistas do início do ano. Contudo, a inflação de serviços permanece resiliente, mantendo atenção dos economistas.

Essa dinâmica inflacionária molda as decisões do Banco Central. As projeções sugerem que a próxima reunião do Copom manterá a estratégia de ajustes graduais de 0,5 ponto percentual, com a taxa Selic potencialmente atingindo 12,5% até setembro de 2026. O Banco Central continua priorizando o rigor monetário para ancorar as expectativas de longo prazo. O mercado futuro refletiu essa postura, com oscilações mistas nos DIs ao longo da semana.

No câmbio, o Dólar comercial recuou 0,30%, fechando a R$ 5,37, favorecido pelo fluxo positivo de notícias comerciais e ambiente externo mais tranquilo.

## Contexto internacional e volatilidade em foco

Nos Estados Unidos, o relatório Payroll de dezembro veio aquém das expectativas, embora possa refletir distorções do shutdown governamental recente. A taxa de desemprego menor e salários em elevação sugerem estabilidade relativa, fornecendo argumentos para o Federal Reserve manter juros inalterados em janeiro.

A Suprema Corte americana adiou decisão sobre as tarifas comerciais de Donald Trump, postergando o veredito para a semana seguinte. Mesmo com essa incerteza, os índices de Nova York fecharam em alta, com S&P 500 renovando recordes históricos, impulsionado por ações de tecnologia e defesa.

## Performance setorial e cenário na B3

O setor bancário apresentou desempenho contido, atuando marginalmente na alta do índice. Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) subiram levemente, enquanto Itaú Unibanco (ITUB4) recuou ligeiramente. A B3 (B3SA3), ação mais negociada, ganhou 0,56%. O reconhecimento da liquidação do Banco Master pela justiça norte-americana e aprovação do TCU sinalizou encerramento de ruídos jurídicos que afetavam o sistema financeiro.

A Petrobras (PETR4) acompanhou a valorização do petróleo internacional, subindo 0,33%. Vale (VALE3) recuou 1,14% pelo reflexo da volatilidade do minério na China, apesar de acumular ganhos superiores a 3% na semana.

## Próximas prioridades econômicas

A semana entrante promete manter volatilidade elevada. Está prevista a divulgação da Pesquisa Mensal de Serviços e Comércio no Brasil, além do IBC-Br antecipando o PIB. Nos Estados Unidos, o destaque será o CPI de dezembro, que balizará expectativas inflacionárias globais e influenciará decisões de política monetária internacionalmente.
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