A energia nuclear torna-se “banco de reserva”, enquanto o carvão está em alta
No ano passado, a procura por poder de processamento de IA cresceu de forma explosiva, impulsionando todo o setor de energia. Mas há uma contradição interessante: embora os data centers tenham cada vez mais apetite por eletricidade, no mercado de capitais, as ações de carvão e energia tradicional superaram o conceito de energia nuclear. Segundo a análise do analista da Wood Mackenzie Joseph Shangraw, atualmente há mais oportunidades de expansão para usinas de carvão e data centers, o que desvia a atenção das ações de energia nuclear.
A questão é: isso significa que a energia nuclear está sendo mal avaliada pelo mercado, ou o mercado já digeriu antecipadamente essa rodada de especulação? Para empresas como a Oklo, que ainda não geram receita, entender essa questão é ainda mais difícil.
A montanha-russa da Oklo: de um aumento de 6,5x a uma queda abrupta
Localizada em Santa Clara, Califórnia, a Oklo foca em tecnologia de reatores modulares de pequeno porte, uma inovação que recebeu forte apoio político. Em 2025, o preço das ações da OKLO passou por uma alta louca — o aumento máximo chegou a 550%. Mas, como dizem, a maré virou, e no quarto trimestre o preço das ações foi drasticamente reduzido, deixando investidores que entraram depois com prejuízo.
A verdade por trás dessa volatilidade extrema não é complicada: assim que o interesse do governo diminui, o entusiasmo do capital esfria rapidamente. As usinas de carvão prometem uma liberação de capacidade mais rápida, e os data centers estão acelerando contratos com fontes tradicionais de energia, o que reduz a atratividade relativa da energia nuclear.
A lição para os investidores é clara: mesmo com uma visão de longo prazo otimista para a energia nuclear, as oportunidades de ganhos de curto prazo podem já ter passado.
Os números das demonstrações financeiras dizem a verdade: o dinheiro continua sendo queimado
Em novembro, a Oklo divulgou seu relatório do terceiro trimestre, com um EPS de -$0,20, muito abaixo do esperado pelos analistas, que era -$0,13. Ainda mais preocupante, a empresa prevê um EPS de -$0,17 para o quarto trimestre, e o prejuízo total para 2026 deve se expandir para -$0,63.
À primeira vista, esses números parecem assustadores, mas a gestão da Oklo minimiza — destacando que a taxa de queima de caixa está sob controle, com uma reserva de US$12 bilhões em caixa para continuar apoiando o desenvolvimento. O CEO e o CFO afirmaram que, em vez de focar nos prejuízos trimestrais, é melhor acompanhar o progresso regulatório e a execução dos projetos.
Falando a verdade: para uma empresa nesta fase, prejuízos são compreensíveis; mas, para os investidores, isso significa que terão que esperar muito tempo para ver um ponto de virada nos lucros.
A postura dividida de Wall Street: comprar ou não comprar
19 analistas cobrem a OKLO, sendo que metade recomenda “forte compra”, enquanto outros 7 sugerem “manter”. Essa divisão de opiniões mostra claramente que há divergências reais sobre o futuro da empresa.
O preço-alvo médio dos analistas é de US$108,56, representando cerca de 13,6% de potencial de valorização; a previsão mais otimista aponta para US$175, indicando um potencial de alta de até 84%. Após o início de dezembro, também houve uma onda de upgrades, que deu suporte de curto prazo ao preço das ações.
Comprar ou não comprar? Depende do seu apetite ao risco
Se você acredita no potencial de longo prazo da tecnologia de reatores modulares de pequeno porte, a Oklo ainda pode ter uma oportunidade. Mas, se você espera lucros rápidos com essa ação, talvez já tenha perdido a janela. A longo prazo, a demanda por energia nuclear realmente existe; a curto prazo, é fato que carvão e data centers estão em destaque.
A Oklo continua sendo um investimento de alto risco e alto potencial. Antes de comprar, o investidor precisa refletir: consegue suportar uma nova queda de 50%? Se a resposta for sim, o preço atual pode realmente oferecer uma oportunidade; se for não, talvez seja melhor esperar por melhorias nos fundamentos futuros.
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A febre do ouro com IA arrefece, esta ação de energia nuclear ainda vale a pena comprar na baixa?
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No ano passado, a procura por poder de processamento de IA cresceu de forma explosiva, impulsionando todo o setor de energia. Mas há uma contradição interessante: embora os data centers tenham cada vez mais apetite por eletricidade, no mercado de capitais, as ações de carvão e energia tradicional superaram o conceito de energia nuclear. Segundo a análise do analista da Wood Mackenzie Joseph Shangraw, atualmente há mais oportunidades de expansão para usinas de carvão e data centers, o que desvia a atenção das ações de energia nuclear.
A questão é: isso significa que a energia nuclear está sendo mal avaliada pelo mercado, ou o mercado já digeriu antecipadamente essa rodada de especulação? Para empresas como a Oklo, que ainda não geram receita, entender essa questão é ainda mais difícil.
A montanha-russa da Oklo: de um aumento de 6,5x a uma queda abrupta
Localizada em Santa Clara, Califórnia, a Oklo foca em tecnologia de reatores modulares de pequeno porte, uma inovação que recebeu forte apoio político. Em 2025, o preço das ações da OKLO passou por uma alta louca — o aumento máximo chegou a 550%. Mas, como dizem, a maré virou, e no quarto trimestre o preço das ações foi drasticamente reduzido, deixando investidores que entraram depois com prejuízo.
A verdade por trás dessa volatilidade extrema não é complicada: assim que o interesse do governo diminui, o entusiasmo do capital esfria rapidamente. As usinas de carvão prometem uma liberação de capacidade mais rápida, e os data centers estão acelerando contratos com fontes tradicionais de energia, o que reduz a atratividade relativa da energia nuclear.
A lição para os investidores é clara: mesmo com uma visão de longo prazo otimista para a energia nuclear, as oportunidades de ganhos de curto prazo podem já ter passado.
Os números das demonstrações financeiras dizem a verdade: o dinheiro continua sendo queimado
Em novembro, a Oklo divulgou seu relatório do terceiro trimestre, com um EPS de -$0,20, muito abaixo do esperado pelos analistas, que era -$0,13. Ainda mais preocupante, a empresa prevê um EPS de -$0,17 para o quarto trimestre, e o prejuízo total para 2026 deve se expandir para -$0,63.
À primeira vista, esses números parecem assustadores, mas a gestão da Oklo minimiza — destacando que a taxa de queima de caixa está sob controle, com uma reserva de US$12 bilhões em caixa para continuar apoiando o desenvolvimento. O CEO e o CFO afirmaram que, em vez de focar nos prejuízos trimestrais, é melhor acompanhar o progresso regulatório e a execução dos projetos.
Falando a verdade: para uma empresa nesta fase, prejuízos são compreensíveis; mas, para os investidores, isso significa que terão que esperar muito tempo para ver um ponto de virada nos lucros.
A postura dividida de Wall Street: comprar ou não comprar
19 analistas cobrem a OKLO, sendo que metade recomenda “forte compra”, enquanto outros 7 sugerem “manter”. Essa divisão de opiniões mostra claramente que há divergências reais sobre o futuro da empresa.
O preço-alvo médio dos analistas é de US$108,56, representando cerca de 13,6% de potencial de valorização; a previsão mais otimista aponta para US$175, indicando um potencial de alta de até 84%. Após o início de dezembro, também houve uma onda de upgrades, que deu suporte de curto prazo ao preço das ações.
Comprar ou não comprar? Depende do seu apetite ao risco
Se você acredita no potencial de longo prazo da tecnologia de reatores modulares de pequeno porte, a Oklo ainda pode ter uma oportunidade. Mas, se você espera lucros rápidos com essa ação, talvez já tenha perdido a janela. A longo prazo, a demanda por energia nuclear realmente existe; a curto prazo, é fato que carvão e data centers estão em destaque.
A Oklo continua sendo um investimento de alto risco e alto potencial. Antes de comprar, o investidor precisa refletir: consegue suportar uma nova queda de 50%? Se a resposta for sim, o preço atual pode realmente oferecer uma oportunidade; se for não, talvez seja melhor esperar por melhorias nos fundamentos futuros.