
Meta-transaction é um padrão de chamada que permite que terceiros arquem com as taxas de transação em nome do usuário. Basta que o usuário assine uma autorização, enquanto o relayer transmite a operação para a blockchain e cobre as taxas de gas.
Neste contexto, “taxas de gas” representam o custo para executar transações on-chain. Tradicionalmente, o próprio usuário paga essas taxas; com meta-transactions, é como contratar um entregador que realiza a tarefa e arca com os custos do trajeto para você. Smart contracts utilizam mecanismos de encaminhamento pré-definidos para identificar o verdadeiro iniciador, de modo que as permissões e responsabilidades permanecem com o usuário — não com o relayer.
Na prática, o botão “Gas-Free Claim” de diversas DApps é viabilizado por meta-transactions. Por exemplo, no portal Web3 da Gate ou em páginas de eventos NFT, o usuário só precisa assinar uma autorização para concluir o resgate, com as taxas de transação sendo pagas pelo organizador do evento ou por um serviço patrocinador.
O funcionamento de uma meta-transaction envolve três etapas principais: autorização da assinatura pelo usuário, pagamento da taxa pelo relayer e reconhecimento do remetente original pelo smart contract. O relayer não decide pelo usuário — apenas submete sua intenção para a blockchain.
Etapa 1: O usuário gera uma assinatura em sua wallet. Essa assinatura inclui o contrato a ser chamado, parâmetros da função, tempo de expiração e um nonce único para evitar ataques de repetição.
Etapa 2: O relayer recebe a assinatura, monta a transação on-chain e paga a taxa de gas. O relayer é apenas o remetente, não o originador real.
Etapa 3: Um trusted forwarder verifica a assinatura na blockchain. Trusted forwarders são contratos que validam se a assinatura é do usuário e repassam a informação do “remetente original” ao contrato de destino.
Etapa 4: O contrato de destino lê o “remetente original” durante a execução. Muitos contratos utilizam funções como “_msgSender()” em vez do padrão “msg.sender” para não confundir relayer e usuário. O padrão amplamente aceito segue o EIP-2771 da Ethereum, que define processos seguros de encaminhamento e reconhecimento do remetente.
Meta-transactions resolvem dois grandes desafios: “novos usuários sem tokens nativos, impossibilitados de transacionar” e “operações móveis complexas”. O usuário só precisa assinar uma autorização, sem necessidade de preparar taxas de gas previamente.
São amplamente utilizadas em fluxos de onboarding — como resgates de airdrop de NFT ou missões iniciais em jogos — e em autorizações via dispositivos móveis, reduzindo obstáculos como troca de rede e recarga de wallet. Campanhas promocionais, interações por tempo limitado e cenários cross-chain também se beneficiam de transações patrocinadas, aumentando conversão e retenção de usuários.
Nos eventos da Gate, ao visualizar selos como “Gas-Free” ou “Sponsored”, provavelmente estão sendo usadas meta-transactions ou mecanismos similares de delegação de taxas para acelerar as primeiras ações on-chain dos usuários.
O uso de meta-transactions segue etapas claras tanto para usuários quanto para desenvolvedores.
Para Usuários:
Para Desenvolvedores:
Meta-transactions dependem de relayers e do suporte dos contratos de destino; account abstraction (definida pelo ERC-4337) transforma ações em “operações do usuário”, agrupadas por bundlers e pagas por paymasters designados.
Meta-transactions acrescentam uma camada de encaminhamento seguro às interfaces de contratos existentes. Account abstraction, por sua vez, implementa um sistema unificado de agendamento e gestão de taxas no nível da wallet. Em account abstraction, paymasters decidem quem arca com as taxas, enquanto bundlers agrupam várias operações em uma única transação on-chain. Ambas permitem experiências sem gas, mas diferem quanto à integração, programabilidade e suporte do ecossistema.
Os contratos precisam identificar o “remetente original” para não confundir relayer e usuário. A abordagem padrão é integrar um trusted forwarder e utilizar funções de contexto que retornem o originador real.
Para desenvolvedores, os passos incluem:
Os principais riscos envolvem abuso de assinatura, phishing e estratégias de patrocínio mal gerenciadas. Se assinaturas forem reutilizadas entre domínios, podem ocorrer ações não autorizadas.
Controles de risco comuns incluem:
Qualquer operação envolvendo transferência de ativos requer cautela — sempre confira endereços de contrato e fontes web para evitar phishing.
O ecossistema de meta-transactions é consolidado, com várias soluções disponíveis. O padrão é seguir o protocolo seguro de encaminhamento do EIP-2771, utilizando bibliotecas open-source ou componentes de relay em servidores.
Entre as implementações populares estão Gas Station Network (GSN), provedores de serviços de patrocínio e contratos forwarder open-source. Desenvolvedores frequentemente combinam bibliotecas de segurança para suporte ao remetente original com sua própria infraestrutura de relay.
Em campanhas operacionais, relayers são implantados em servidores escaláveis, com monitoramento e limitação de taxa. Na escolha das ferramentas, priorize histórico de segurança, transparência e compatibilidade multi-chain.
As taxas são pagas pelo patrocinador — calculadas conforme o gas consumido por transação ao preço atual da rede. O pagamento pode ser feito por equipes de projeto, organizadores de eventos ou patrocinadores.
Modelos de liquidação comuns incluem:
Nas campanhas da Gate com patrocínio, normalmente são definidos limites e janelas de tempo para garantir controle de custos e experiência estável ao usuário.
Meta-transactions unem autorização de assinatura e pagamento de taxas por terceiros, permitindo que usuários realizem ações on-chain sem tokens nativos. Trusted forwarders permitem que contratos reconheçam os verdadeiros iniciadores, enquanto nonce e expiração protegem contra ataques de repetição. Em comparação à account abstraction — mais sistemática e programável —, meta-transactions oferecem solução leve e de fácil integração. A escolha depende dos objetivos do produto e dos recursos de desenvolvimento. Independentemente do modelo, políticas sólidas de patrocínio, separação de domínios de assinatura e controles robustos de risco são essenciais para segurança financeira e experiência fluida do usuário.
Meta-transactions permitem que usuários tenham as taxas de gas pagas por terceiros (relayer), que também submete a transação em nome do usuário; em transações regulares, o usuário precisa possuir moedas nativas e assinar e enviar manualmente cada transação. Assim, iniciantes podem negociar diretamente com tokens, sem precisar adquirir moedas nativas caras — reduzindo barreiras de entrada e complexidade operacional.
Meta-transactions eliminam três grandes obstáculos: o novo usuário não precisa adquirir tokens nativos só para pagar taxas de gas; o fluxo de transações é simplificado, pois o usuário só assina aprovações enquanto o relayer cuida do backend; e modelos de taxas mais flexíveis tornam-se viáveis — por exemplo, descontando custos diretamente do resultado da negociação. Isso torna o uso de cripto muito mais acessível ao público geral.
Principais riscos: relayers podem alterar detalhes da transação (como endereço de destino ou valor), por isso escolha sempre serviços de relay confiáveis; revise os parâmetros da transação antes de assinar; alguns relayers podem coletar dados para análises; prefira usar recursos de meta-transaction em plataformas certificadas em segurança, como a Gate, e monitore regularmente a atividade da sua conta.
Há dois modelos principais: em um, o usuário paga uma taxa fixa ao relayer, que utiliza fundos próprios para as taxas de gas; no outro, os custos são descontados do resultado da transação (como tokens recebidos em um swap). O segundo modelo é mais conveniente, pois dispensa saldo prévio em moedas nativas. Os custos variam conforme a congestão da rede e a política de preços dos relayers.
Meta-transactions são ideais para: primeiras operações de novos usuários (sem necessidade de saldo em moeda nativa), microtransações em lote (evitando compras repetidas de gas), wallets móveis (assinatura simplificada) e transações em jogos (sem preocupação com mecânica blockchain). Qualquer aplicação que queira reduzir barreiras de entrada ou simplificar interações deve considerar a integração de meta-transactions.


