
Game publishing é o processo completo de levar um jogo ao mercado.
Esse processo engloba todas as etapas, da preparação e lançamento à aquisição de usuários e monetização, com o objetivo central de entregar o jogo de forma segura aos jogadores e impulsionar o crescimento sustentável. No contexto Web3, game publishing também integra ativos on-chain ao design — incluindo game tokens (créditos negociáveis no jogo), NFTs (itens virtuais exclusivos), integração com smart contracts e wallets, além da realização de eventos de lançamento em exchanges.
Game publishing define de onde vêm seus usuários, como eles são retidos, como realizam pagamentos ou negociações e, no fim, se seu produto alcançará sucesso sustentável.
Nos jogos tradicionais, a publicação depende fortemente de app stores e aquisição paga de usuários. No universo Web3, além dos canais de distribuição, é preciso considerar taxas de rede, design de ativos e gestão de comunidade. Compreender publishing ajuda a evitar erros comuns — por exemplo, lançar um token cedo demais pode atrair apenas arbitradores, enquanto ignorar a retenção pode gerar perda de usuários após campanhas iniciais.
Para as equipes, publishing impacta diretamente o fluxo de caixa e a reputação. Estratégias bem estruturadas permitem testar retenção por meio de betas limitados e eventos menores antes de ampliar; má cadência pode desperdiçar orçamento em tráfego ineficiente.
Game publishing segue etapas sequenciais, da preparação ao lançamento, crescimento e monetização.
Passo 1: Preparação de mercado e produto. Defina público-alvo e plataforma — mobile, PC ou web. Decida se o jogo será on-chain; se sim, avalie taxas de transação e recursos da blockchain escolhida.
Passo 2: Preparação on-chain. Projete o token (oferta total e cronograma de liberação dos créditos negociáveis) e NFTs (skins ou itens limitados), depois faça o deploy dos smart contracts. Smart contracts aplicam automaticamente regras para mintagem de ativos e distribuição de recompensas. Integre wallets para que os jogadores gerenciem ativos com a praticidade de uma conta bancária.
Passo 3: Canais e parcerias. Conecte-se a exchanges e recursos de comunidade. Na Gate, por exemplo, é possível solicitar o lançamento do game token via Gate Startup (IEO/Launchpad), onde a exchange organiza vendas públicas. Aproveite campanhas de tarefas e promoções da comunidade Gate para reunir early adopters ao seu jogo.
Passo 4: Lançamento e iteração. Faça um soft launch (regiões ou público limitados) para monitorar métricas como retenção no dia 1, retenção em 7 dias e taxas de conversão para pagamentos/negociação. Use o feedback dos jogadores para aprimorar onboarding e modelos econômicos, garantindo que a mecânica de ativos não prejudique o gameplay principal.
Passo 5: Monetização e crescimento. Estruture receitas por meio de compras in-app, publicidade e negociação de ativos on-chain, mantendo um calendário regular de eventos no jogo. Para jogadores on-chain, ofereça recompensas sazonais, airdrops de NFTs por tempo limitado e competições de tarefas. Evite incentivos de curto prazo em excesso que possam gerar volatilidade extrema de preços.
O modelo predominante combina jogos com ativos on-chain, impulsionando crescimento e retenção de usuários via exchanges e campanhas de comunidade.
Lançamento de tokens via Gate Startup: As equipes enviam documentação para análise de compliance; após aprovação, a Gate abre a subscrição de tokens para usuários. Antes e depois do lançamento, aproveite as atividades da comunidade e páginas de missões da Gate — como ativação de conta, participação em competições-teste ou compartilhamento de relatórios de batalha — para recompensar jogadores com bônus no jogo ou airdrops de tokens.
Lançamento de NFTs e negociação secundária: Skins ou equipamentos de edição limitada são emitidos como NFTs, vendidos em páginas de lançamento inicial e negociados em mercados secundários. Jogadores enxergam esses itens como cards colecionáveis exclusivos — com visuais únicos ou benefícios extras — e preços definidos por raridade e demanda.
Liquidity mining para captação de capital: Jogadores que fornecem liquidez para um game token pareado com stablecoin recebem recompensas, aprofundando os pools de negociação. Frequentemente atrelado a missões sazonais — aumentando a negociabilidade e gamificando a provisão de liquidez como parte da experiência do jogo.
Integração de plataformas de quests on-chain e comunidades: Implemente tarefas simples do tipo “complete para ganhar recompensas” — como baixar o jogo, criar uma wallet, finalizar tutoriais ou realizar uma transação on-chain — para facilitar a transição de gamers tradicionais ao universo Web3, reduzindo atritos.
Os principais riscos são tecnológicos, econômicos, de compliance e operacionais. Cada um exige gestão específica.
Risco tecnológico: Inicie com auditorias de segurança e controles de acesso por função. Auditorias de terceiros garantem a segurança dos smart contracts; controles de acesso separam operações críticas ou exigem aprovação multiassinatura, evitando pontos únicos de falha. Após o lançamento, implemente bug bounties para estimular o reporte de falhas pela comunidade.
Risco econômico: Defina cronogramas de liberação de tokens e taxas de recompensa de modo a evitar inflação excessiva. Use mecanismos anti-bot e anti-sybil (impedindo exploração de recompensas por múltiplas contas), como exigência de comprovação de progresso tanto on-chain quanto in-game.
Risco de compliance: Em vendas públicas, siga padrões locais de verificação de identidade (KYC) e combate à lavagem de dinheiro (AML), monitorando fluxos suspeitos. Evite prometer retornos exagerados em comunicações e mantenha transparência nos whitepapers.
Risco operacional: Equilibre “novos conteúdos, recompensas e dificuldade” no ritmo dos eventos. Relacione recompensas ao desempenho dos jogadores para reduzir volatilidade de curto prazo de campanhas meramente aquisitivas. Construa dashboards de dados focados em retenção, profundidade de negociação e feedback dos usuários; ajuste estratégias semanalmente.
No último ano, o blockchain gaming registrou crescimento de usuários e aumento de investimentos, além do amadurecimento das redes de baixas taxas e ferramentas.
Em 2025, o monitoramento do setor mostra que a quantidade diária de wallets ativas em jogos blockchain varia de 900.000 a 1,2 milhão, com DApps de games respondendo por 35%–45% das interações. O crescimento está diretamente ligado à expansão das redes de baixas taxas — jogadores se sentem mais motivados a experimentar jogos centrados em ativos quando o custo de transação é baixo.
Entre o terceiro e o quarto trimestre de 2025, Web3 gaming e ferramentas fundamentais tiveram recuperação no funding total — US$1,2B a US$1,5B em seis meses — com valores medianos de deals de US$7M a US$9M. Os investimentos se concentram em modelos sazonais rejogáveis e ferramentas multiplataforma, sinalizando preferência do mercado por atividades sustentáveis e tecnologia escalável.
Sobre escolha de redes, dados do terceiro trimestre de 2025 indicam que blockchains com baixas taxas e ferramentas robustas para desenvolvedores concentram mais da metade dos novos projetos. Taxas de gas menores (custos on-chain) e melhor suporte de SDK encurtam o tempo de lançamento e os ciclos de iteração.
Lançamentos de tokens via exchanges estão em alta. Nos últimos seis meses, jogos com ofertas de tokens têm registrado interesse crescente em múltiplas plataformas — a superlotação de subscrições é cada vez mais frequente, graças a controles de alocação mais rígidos e engajamento comunitário mais maduro. Porém, hype de curto prazo não garante retenção de longo prazo; equipes devem priorizar inovação no gameplay e qualidade do serviço.
Game publishing se concentra no lançamento e operação do produto; token issuance é voltado à captação de recursos e incentivos com ativos — são processos relacionados, mas distintos.
Game publishing envolve aquisição de jogadores, retenção e atualizações de conteúdo — avaliados por métricas como DAU (usuários ativos diários), taxas de retenção e reputação. Token issuance trata da distribuição de tokens e liquidez — medidos por subscrição, profundidade de mercado e estabilidade de preços. Muitos jogos Web3 fazem lançamentos limitados para testar retenção antes de emitir tokens ou ampliar promoções, evitando confundir demanda especulativa com interesse genuíno pelo jogo.
Na prática, game publishing fica sob responsabilidade das equipes de produto e operações, enquanto token issuance requer coordenação de compliance e finanças. Manter esses processos separados, mas complementares, gera resultados mais sólidos.
O publisher cuida de levar o jogo ao mercado — incluindo marketing e distribuição — enquanto o developer é responsável pela criação do jogo. Em resumo: developers criam; publishers dominam marketing e vendas. Muitos desenvolvedores independentes se associam a publishers para focar no desenvolvimento, enquanto o publisher gerencia financiamento, promoção e canais de distribuição.
Não é obrigatório, mas traz benefícios expressivos. Publishers podem oferecer aporte financeiro, promoção, canais de distribuição, negociações comerciais — e ajudar o jogo a alcançar mais jogadores rapidamente. Se você possui capital e experiência operacional, pode publicar por conta própria; entretanto, a maioria das equipes indie se beneficia bastante ao contar com publishers para aumentar as chances de sucesso.
Os custos variam muito: jogos indie pequenos podem exigir apenas dezenas de milhares de dólares; projetos de grande porte podem custar milhões ou até centenas de milhões. As despesas incluem desenvolvimento, marketing, taxas de distribuição, operação de servidores, entre outros. É recomendável elaborar um orçamento detalhado com base no tipo de jogo e mercado-alvo — e buscar investidores ou apoio de publishers conforme necessário.
Jogos em blockchain geralmente apresentam economias de tokens, em que jogadores possuem/negociam ativos in-game — o que amplia os modelos de publicação. Além das plataformas tradicionais, muitos jogos blockchain permitem negociação de ativos em exchanges descentralizadas (como o marketplace de NFTs da Gate), possibilitando a monetização externa de tokens/NFTs conquistados. Esse modelo aumenta o engajamento, mas também eleva as exigências de compliance e gestão de riscos para os publishers.
Considere público-alvo, tipo de jogo, taxas/políticas da plataforma e nível de suporte. Plataformas tradicionais como Steam têm grande alcance, mas barreiras de entrada mais elevadas; plataformas mobile são altamente competitivas; plataformas blockchain como a Gate são especializadas em Web3 gaming e negociação de NFTs. Defina claramente o posicionamento do seu jogo e escolha as plataformas de acordo. Sempre que possível, lançamentos multiplataforma maximizam o retorno.


