Sinais de Recuo de Preços Mudam a Dinâmica do Mercado de Café
O mercado internacional de café experienciou recentemente uma queda significativa, com contratos futuros de arábica de março a diminuir 3,41%, enquanto contratos de robusta de março no mercado ICE de Londres caíram 1,02%. Essas quedas refletem uma confluência de fatores que estão a remodelar o sentimento das commodities: a precipitação prevista na faixa de produção de café do Brasil aliviou as preocupações com a seca, enquanto um dólar norte-americano mais forte exerce uma pressão descendente persistente sobre todas as commodities.
Por que o Mercado de Robusta em Londres Enfrenta Obstáculos
O forte impulso de exportação do Vietname é o principal obstáculo para o robusta no mercado de Londres. O maior produtor mundial de robusta reportou um aumento notável de 17,5% ano a ano nas exportações de café durante 2025, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas — um volume que destaca a capacidade agrícola em expansão na região. Essa entrada de oferta pesa diretamente nos preços do robusta nas trocas internacionais, incluindo o mercado ICE de Londres, onde a maioria das transações globais de robusta é liquidada.
Recuperação do Arábica e a Narrativa Climática do Brasil
O setor de arábica conta uma história diferente. Uma semana antes desta queda, os preços do arábica tinham atingido um pico de quatro semanas, impulsionados por déficits de precipitação nas principais regiões de cultivo do Brasil. Dados meteorológicos da Somar mostraram que Minas Gerais — o coração da produção de arábica do Brasil — recebeu apenas 47,9 mm de precipitação no início de janeiro, representando apenas 67% das normas históricas. No entanto, as previsões agora prometem precipitação significativa em todo o centro do Brasil, revertendo a narrativa da seca anterior e desacelerando o momentum de preços.
Dinâmica de Inventários: Estabilização Temporária
Tanto o arábica quanto o robusta mostraram estabilização de inventários nas últimas semanas. Os estoques de arábica monitorados pela bolsa ICE atingiram o fundo de 398.645 sacos em novembro, antes de se recuperarem para 461.829 sacos até meados da semana. De forma semelhante, os inventários de robusta, que atingiram mínimos de um ano em dezembro, recuperaram-se para máximos de cinco semanas. Essa recuperação de inventários, embora modesta, oferece um suporte sutil — embora não suficiente para compensar as preocupações mais amplas de oferta.
Colapso nas Importações dos EUA Molda a Estrutura do Mercado
As interrupções causadas por tarifas continuam a afetar a estrutura do mercado. Durante o período em que as tarifas sobre as importações de café do Brasil permaneceram elevadas (Agosto a Outubro), as remessas de café dos EUA despencaram 52% ano a ano, para 983.970 sacos. Embora as tarifas tenham sido posteriormente reduzidas, os estoques de café nos EUA permanecem restritos, limitando a capacidade da região de absorver aumentos globais de oferta.
Previsões de Produção Apontam para Níveis Históricos de Produção
A expansão da oferta representa a maior pressão de baixa. A autoridade de previsão de safra do Brasil, a Conab, aumentou sua estimativa de colheita para 2025 para 56,54 milhões de sacos — uma revisão de 2,4% em relação às projeções de setembro. Enquanto isso, a produção do Vietname deve atingir 1,76 milhões de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos) para 2025/26, marcando um máximo de quatro anos e refletindo um aumento de 6% em relação ao ano anterior. A Associação de Café e Cacau do Vietname sugere que a temporada atual pode ser 10% maior se o clima permanecer favorável.
Perspectivas Globais de Oferta de Café e Implicações de Mercado
O Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA (FAS) divulgou projeções indicando que a produção global de café para 2025/26 atingirá um recorde de 178,848 milhões de sacos — um aumento de 2% em relação ao ano anterior. Essa soma oculta tendências divergentes: a produção de arábica deve contrair 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a de robusta deve crescer 10,9%, para 83,333 milhões de sacos. A colheita do Brasil deve diminuir 3,1%, para 63 milhões de sacos, enquanto o Vietname deve atingir 30,8 milhões de sacos — um pico de quatro anos que reflete uma robusta produção de robusta fortalecida.
As stocks finais para 2025/26 estão projetadas para diminuir 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, em relação aos 21,307 milhões de sacos do ano anterior — uma ligeira redução que não consegue compensar o exuberante crescimento da produção. A Organização Internacional do Café (ICO) relatou que as exportações globais para o ano de comercialização atual (Outubro a Setembro) diminuíram apenas 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo que a demanda permanece resiliente apesar do ambiente de preços desafiador tanto para o robusta quanto para os mercados de Londres.
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Aumento global na oferta de café provoca correção de mercado—Robusta lidera declínio em meio a boom de produção
Sinais de Recuo de Preços Mudam a Dinâmica do Mercado de Café
O mercado internacional de café experienciou recentemente uma queda significativa, com contratos futuros de arábica de março a diminuir 3,41%, enquanto contratos de robusta de março no mercado ICE de Londres caíram 1,02%. Essas quedas refletem uma confluência de fatores que estão a remodelar o sentimento das commodities: a precipitação prevista na faixa de produção de café do Brasil aliviou as preocupações com a seca, enquanto um dólar norte-americano mais forte exerce uma pressão descendente persistente sobre todas as commodities.
Por que o Mercado de Robusta em Londres Enfrenta Obstáculos
O forte impulso de exportação do Vietname é o principal obstáculo para o robusta no mercado de Londres. O maior produtor mundial de robusta reportou um aumento notável de 17,5% ano a ano nas exportações de café durante 2025, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas — um volume que destaca a capacidade agrícola em expansão na região. Essa entrada de oferta pesa diretamente nos preços do robusta nas trocas internacionais, incluindo o mercado ICE de Londres, onde a maioria das transações globais de robusta é liquidada.
Recuperação do Arábica e a Narrativa Climática do Brasil
O setor de arábica conta uma história diferente. Uma semana antes desta queda, os preços do arábica tinham atingido um pico de quatro semanas, impulsionados por déficits de precipitação nas principais regiões de cultivo do Brasil. Dados meteorológicos da Somar mostraram que Minas Gerais — o coração da produção de arábica do Brasil — recebeu apenas 47,9 mm de precipitação no início de janeiro, representando apenas 67% das normas históricas. No entanto, as previsões agora prometem precipitação significativa em todo o centro do Brasil, revertendo a narrativa da seca anterior e desacelerando o momentum de preços.
Dinâmica de Inventários: Estabilização Temporária
Tanto o arábica quanto o robusta mostraram estabilização de inventários nas últimas semanas. Os estoques de arábica monitorados pela bolsa ICE atingiram o fundo de 398.645 sacos em novembro, antes de se recuperarem para 461.829 sacos até meados da semana. De forma semelhante, os inventários de robusta, que atingiram mínimos de um ano em dezembro, recuperaram-se para máximos de cinco semanas. Essa recuperação de inventários, embora modesta, oferece um suporte sutil — embora não suficiente para compensar as preocupações mais amplas de oferta.
Colapso nas Importações dos EUA Molda a Estrutura do Mercado
As interrupções causadas por tarifas continuam a afetar a estrutura do mercado. Durante o período em que as tarifas sobre as importações de café do Brasil permaneceram elevadas (Agosto a Outubro), as remessas de café dos EUA despencaram 52% ano a ano, para 983.970 sacos. Embora as tarifas tenham sido posteriormente reduzidas, os estoques de café nos EUA permanecem restritos, limitando a capacidade da região de absorver aumentos globais de oferta.
Previsões de Produção Apontam para Níveis Históricos de Produção
A expansão da oferta representa a maior pressão de baixa. A autoridade de previsão de safra do Brasil, a Conab, aumentou sua estimativa de colheita para 2025 para 56,54 milhões de sacos — uma revisão de 2,4% em relação às projeções de setembro. Enquanto isso, a produção do Vietname deve atingir 1,76 milhões de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos) para 2025/26, marcando um máximo de quatro anos e refletindo um aumento de 6% em relação ao ano anterior. A Associação de Café e Cacau do Vietname sugere que a temporada atual pode ser 10% maior se o clima permanecer favorável.
Perspectivas Globais de Oferta de Café e Implicações de Mercado
O Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA (FAS) divulgou projeções indicando que a produção global de café para 2025/26 atingirá um recorde de 178,848 milhões de sacos — um aumento de 2% em relação ao ano anterior. Essa soma oculta tendências divergentes: a produção de arábica deve contrair 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a de robusta deve crescer 10,9%, para 83,333 milhões de sacos. A colheita do Brasil deve diminuir 3,1%, para 63 milhões de sacos, enquanto o Vietname deve atingir 30,8 milhões de sacos — um pico de quatro anos que reflete uma robusta produção de robusta fortalecida.
As stocks finais para 2025/26 estão projetadas para diminuir 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, em relação aos 21,307 milhões de sacos do ano anterior — uma ligeira redução que não consegue compensar o exuberante crescimento da produção. A Organização Internacional do Café (ICO) relatou que as exportações globais para o ano de comercialização atual (Outubro a Setembro) diminuíram apenas 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, sugerindo que a demanda permanece resiliente apesar do ambiente de preços desafiador tanto para o robusta quanto para os mercados de Londres.