O enigma do «dinheiro oculto»: por que é que o dinheiro no teu bolso representa apenas 8% da riqueza mundial?
Sabias que a grande maioria do que chamas «dinheiro» são apenas números a mover-se dentro dos sistemas bancários? O dinheiro em papel e moedas que tocamos representam apenas entre 3% a 8% do total da economia.
Aqui está a explicação simplificada para entender a «oferta de dinheiro» e como os bancos centrais dividem os níveis de dinheiro:
O que é a oferta de dinheiro (Money Supply)?
É o indicador que mede a quantidade de dinheiro disponível na economia em várias formas. Não é apenas «dinheiro em espécie», mas o motor que o banco central usa para:
- Determinar o percurso da inflação. - Prever uma recessão. - Tomar decisões sobre as taxas de juro.
Níveis de dinheiro: de «dinheiro em espécie» a «ativos pesados»
Os economistas desenvolveram 5 níveis para medir o dinheiro com base na rapidez com que se transforma em poder de compra: 1. M0: o dinheiro na sua forma mais simples
O que é? Dinheiro em papel e moedas em circulação + dinheiro em cofres bancários.
Vantagem: o mais líquido de todos, mas a menor parte do total em circulação. 2. M1: dinheiro pronto para gastar imediatamente
O que é? M0 + depósitos à vista (contas que podes sacar com o teu cartão bancário agora). Importância: mede o poder de compra imediato para consumo diário. 3. M2: motor de crescimento e inflação
O que é? M1 + depósitos de poupança e depósitos a curto prazo (menos de um ano). Importância: o indicador mais importante que os governos monitorizam para entender as tendências de inflação e crescimento local. 4. M3: dinheiro das grandes instituições
O que é? M2 + depósitos de longo prazo e instrumentos financeiros de grandes empresas e corporações. Importância: indicador da capacidade do sistema financeiro de suportar projetos nacionais e financiamento massivo. 5. M4: a visão completa da liquidez
O que é? A medida mais ampla; inclui certificados de depósito e ativos quase monetários.
Importância: usada para entender a liquidez total em tempos de grandes crises.
Resumindo:
Quanto mais alto for o «nível», menor será a liquidez (dificuldade em gastar dinheiro imediatamente). Compreender estas divisões é o que diferencia uma economia «próspera» de uma que se afunda em «inflação» devido à injeção de dinheiro sem produção real correspondente.
Depois de conheceres estas divisões, achas que o desaparecimento do «dinheiro em espécie» (M0) e a nossa dependência total de números digitais irão beneficiar a economia ou aumentar os riscos de crises?
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O enigma do «dinheiro oculto»: por que é que o dinheiro no teu bolso representa apenas 8% da riqueza mundial?
Sabias que a grande maioria do que chamas «dinheiro» são apenas números a mover-se dentro dos sistemas bancários? O dinheiro em papel e moedas que tocamos representam apenas entre 3% a 8% do total da economia.
Aqui está a explicação simplificada para entender a «oferta de dinheiro» e como os bancos centrais dividem os níveis de dinheiro:
O que é a oferta de dinheiro (Money Supply)?
É o indicador que mede a quantidade de dinheiro disponível na economia em várias formas. Não é apenas «dinheiro em espécie», mas o motor que o banco central usa para:
- Determinar o percurso da inflação.
- Prever uma recessão.
- Tomar decisões sobre as taxas de juro.
Níveis de dinheiro: de «dinheiro em espécie» a «ativos pesados»
Os economistas desenvolveram 5 níveis para medir o dinheiro com base na rapidez com que se transforma em poder de compra:
1. M0: o dinheiro na sua forma mais simples
O que é? Dinheiro em papel e moedas em circulação + dinheiro em cofres bancários.
Vantagem: o mais líquido de todos, mas a menor parte do total em circulação.
2. M1: dinheiro pronto para gastar imediatamente
O que é? M0 + depósitos à vista (contas que podes sacar com o teu cartão bancário agora).
Importância: mede o poder de compra imediato para consumo diário.
3. M2: motor de crescimento e inflação
O que é? M1 + depósitos de poupança e depósitos a curto prazo (menos de um ano).
Importância: o indicador mais importante que os governos monitorizam para entender as tendências de inflação e crescimento local.
4. M3: dinheiro das grandes instituições
O que é? M2 + depósitos de longo prazo e instrumentos financeiros de grandes empresas e corporações.
Importância: indicador da capacidade do sistema financeiro de suportar projetos nacionais e financiamento massivo.
5. M4: a visão completa da liquidez
O que é? A medida mais ampla; inclui certificados de depósito e ativos quase monetários.
Importância: usada para entender a liquidez total em tempos de grandes crises.
Resumindo:
Quanto mais alto for o «nível», menor será a liquidez (dificuldade em gastar dinheiro imediatamente). Compreender estas divisões é o que diferencia uma economia «próspera» de uma que se afunda em «inflação» devido à injeção de dinheiro sem produção real correspondente.
Depois de conheceres estas divisões, achas que o desaparecimento do «dinheiro em espécie» (M0) e a nossa dependência total de números digitais irão beneficiar a economia ou aumentar os riscos de crises?