Enquanto as discussões sobre regulamentação no mercado de criptomoedas ganham novas dimensões, a Coinbase está ativamente lutando contra o setor bancário para proteger o seu programa de rendimento de stablecoins. Neste período em que o Senado continua a trabalhar na proposta de estrutura do mercado de criptomoedas, os cálculos de probabilidades condicionais revelam o quão incertas são as decisões políticas.
Discurso Central na Proposta de Regulamentação
Leis como a CLARITY e estruturas regulatórias similares tocam um dos pontos mais sensíveis da indústria de criptomoedas: o mecanismo de recompensa de stablecoins. A proposta vai além de requisitos de anúncio e divulgação, planejando limitar a oferta de recompensas por empresas não bancárias, como a Coinbase, que operam na Nasdaq. Na versão apoiada por alguns deputados, apenas entidades com licença bancária poderão oferecer esses programas. Essa abordagem é fortemente defendida por instituições financeiras tradicionais.
Estratégia de Rendimento da Coinbase e Argumentos sobre Receitas Bancárias
A exchange de criptomoedas desenvolveu um modelo que compartilha com os usuários os juros obtidos via USDC emitido pela Circle. A taxa de rendimento de 3,5% oferecida na assinatura Coinbase One continua apoiando o fluxo de receita da empresa durante períodos de mercado com menor volume de transações. No terceiro trimestre, essa receita ultrapassou 355 milhões de dólares, demonstrando o quão crítica é essa parte do modelo de negócios.
Faryar Shirzad, chefe de política da Coinbase, reforça seus argumentos ao expor os retornos obtidos por instituições financeiras. Os bancos, com cerca de 3 trilhões de dólares depositados na Federal Reserve, ganham aproximadamente 360 bilhões de dólares por ano em taxas de cartão. Segundo Shirzad, as recompensas de stablecoin representam uma ameaça real a esses lucros, pois “criando uma competição autêntica nos sistemas de pagamento”. Pesquisas independentes da Universidade de Cornell confirmam que a adoção de stablecoins não reduz os empréstimos bancários. Um ponto importante destacado por Shirzad é que, para que as recompensas impactem significativamente os depósitos, precisariam atingir pelo menos 6%; as propostas atuais não chegam nem perto disso.
Os bancos, por sua vez, apresentam uma visão diferente. Para eles, essas recompensas estavam drenando depósitos do sistema financeiro tradicional, prejudicando “pequenas empresas, agricultores, estudantes e compradores de casas” que dependem de empréstimos de bancos comunitários. No entanto, as alegações da Coinbase e os estudos acadêmicos não oferecem evidências fortes que sustentem essas preocupações.
Avaliação Condicional do Mercado: 68% de Chance de Aprovação
Os atores do mercado que avaliam a incerteza política usam cálculos de probabilidades condicionais para estimar a chance de o projeto de lei ser aprovado neste ano. Investidores na Polymarket atribuem uma probabilidade de 68%, enquanto a plataforma Kalshi eleva essa estimativa para 70%. A discordância sobre o acordo de recompensas de stablecoins, apesar do apoio do governo Trump, indica que a aprovação da lei ainda está longe de ser garantida. Esses cenários condicionais refletem o quanto os formuladores de políticas consideram o tema delicado e o nível de preocupação dos participantes do mercado.
Carta Federal e Cenários de Conciliação
Alguns deputados propõem uma solução prática: apenas empresas com licença bancária poderiam oferecer recompensas. Em dezembro do ano passado, cinco empresas de criptomoedas, incluindo Circle, Ripple e BitGo, receberam aprovação condicional para se tornarem bancos licenciados federalmente. Essa evolução aponta para um caminho de conformidade cautelosa.
Por outro lado, especialistas alertam que essa abordagem também não resolve completamente o problema. Empresas que buscam uma solução final provavelmente desenvolverão mecanismos alternativos para incentivar os usuários a manterem seus fundos. A resiliência e capacidade de adaptação da Coinbase demonstram que ela já pensou em estratégias que podem ser preservadas mesmo com mudanças no ambiente regulatório.
A estrutura do processo de formulação de políticas deixa de ser uma questão simples de sim ou não. A postura resistente da Coinbase evidencia o quanto o ecossistema de stablecoins se tornou uma peça vital para o sistema financeiro. A complexidade dos cálculos de probabilidades condicionais na proposta também aumenta, exigindo que todas as partes reavaliem seu poder de negociação.
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A defesa da Coinbase das recompensas de stablecoin com probabilidades condicionais e a luta bancária
Enquanto as discussões sobre regulamentação no mercado de criptomoedas ganham novas dimensões, a Coinbase está ativamente lutando contra o setor bancário para proteger o seu programa de rendimento de stablecoins. Neste período em que o Senado continua a trabalhar na proposta de estrutura do mercado de criptomoedas, os cálculos de probabilidades condicionais revelam o quão incertas são as decisões políticas.
Discurso Central na Proposta de Regulamentação
Leis como a CLARITY e estruturas regulatórias similares tocam um dos pontos mais sensíveis da indústria de criptomoedas: o mecanismo de recompensa de stablecoins. A proposta vai além de requisitos de anúncio e divulgação, planejando limitar a oferta de recompensas por empresas não bancárias, como a Coinbase, que operam na Nasdaq. Na versão apoiada por alguns deputados, apenas entidades com licença bancária poderão oferecer esses programas. Essa abordagem é fortemente defendida por instituições financeiras tradicionais.
Estratégia de Rendimento da Coinbase e Argumentos sobre Receitas Bancárias
A exchange de criptomoedas desenvolveu um modelo que compartilha com os usuários os juros obtidos via USDC emitido pela Circle. A taxa de rendimento de 3,5% oferecida na assinatura Coinbase One continua apoiando o fluxo de receita da empresa durante períodos de mercado com menor volume de transações. No terceiro trimestre, essa receita ultrapassou 355 milhões de dólares, demonstrando o quão crítica é essa parte do modelo de negócios.
Faryar Shirzad, chefe de política da Coinbase, reforça seus argumentos ao expor os retornos obtidos por instituições financeiras. Os bancos, com cerca de 3 trilhões de dólares depositados na Federal Reserve, ganham aproximadamente 360 bilhões de dólares por ano em taxas de cartão. Segundo Shirzad, as recompensas de stablecoin representam uma ameaça real a esses lucros, pois “criando uma competição autêntica nos sistemas de pagamento”. Pesquisas independentes da Universidade de Cornell confirmam que a adoção de stablecoins não reduz os empréstimos bancários. Um ponto importante destacado por Shirzad é que, para que as recompensas impactem significativamente os depósitos, precisariam atingir pelo menos 6%; as propostas atuais não chegam nem perto disso.
Os bancos, por sua vez, apresentam uma visão diferente. Para eles, essas recompensas estavam drenando depósitos do sistema financeiro tradicional, prejudicando “pequenas empresas, agricultores, estudantes e compradores de casas” que dependem de empréstimos de bancos comunitários. No entanto, as alegações da Coinbase e os estudos acadêmicos não oferecem evidências fortes que sustentem essas preocupações.
Avaliação Condicional do Mercado: 68% de Chance de Aprovação
Os atores do mercado que avaliam a incerteza política usam cálculos de probabilidades condicionais para estimar a chance de o projeto de lei ser aprovado neste ano. Investidores na Polymarket atribuem uma probabilidade de 68%, enquanto a plataforma Kalshi eleva essa estimativa para 70%. A discordância sobre o acordo de recompensas de stablecoins, apesar do apoio do governo Trump, indica que a aprovação da lei ainda está longe de ser garantida. Esses cenários condicionais refletem o quanto os formuladores de políticas consideram o tema delicado e o nível de preocupação dos participantes do mercado.
Carta Federal e Cenários de Conciliação
Alguns deputados propõem uma solução prática: apenas empresas com licença bancária poderiam oferecer recompensas. Em dezembro do ano passado, cinco empresas de criptomoedas, incluindo Circle, Ripple e BitGo, receberam aprovação condicional para se tornarem bancos licenciados federalmente. Essa evolução aponta para um caminho de conformidade cautelosa.
Por outro lado, especialistas alertam que essa abordagem também não resolve completamente o problema. Empresas que buscam uma solução final provavelmente desenvolverão mecanismos alternativos para incentivar os usuários a manterem seus fundos. A resiliência e capacidade de adaptação da Coinbase demonstram que ela já pensou em estratégias que podem ser preservadas mesmo com mudanças no ambiente regulatório.
A estrutura do processo de formulação de políticas deixa de ser uma questão simples de sim ou não. A postura resistente da Coinbase evidencia o quanto o ecossistema de stablecoins se tornou uma peça vital para o sistema financeiro. A complexidade dos cálculos de probabilidades condicionais na proposta também aumenta, exigindo que todas as partes reavaliem seu poder de negociação.