Atualizações recentes na regulamentação de criptomoedas em Dubai: moedas de privacidade proibidas, regras de stablecoins mais restritivas, como os traders devem responder?
As novas regras entram em vigor oficialmente em 12 de janeiro de 2026, proibindo totalmente transações, promoções e atividades de gestão de fundos com tokens de privacidade dentro do Dubai International Financial Centre.
A Autoridade de Serviços Financeiros de Dubai (DFSA) também reforçou o quadro regulatório de stablecoins, exigindo que as empresas licenciadas realizem avaliações independentes da adequação dos tokens, sem depender de listas de tokens reconhecidos emitidas pelas autoridades reguladoras.
01 Mudança na Supervisão
Esta alteração da DFSA não foi uma surpresa repentina. A atualização segue o procedimento de consulta iniciado em outubro de 2025 e representa uma mudança significativa na abordagem da autoridade desde a introdução do regime regulatório de criptomoedas em 2022.
O núcleo desta nova regulamentação é a transferência de responsabilidades de supervisão. De acordo com as regras revisadas que entraram em vigor nesta segunda-feira, as empresas que oferecem serviços financeiros com criptomoedas agora devem avaliar por si próprias se os tokens envolvidos cumprem os padrões regulatórios, deixando de manter ou publicar uma lista de tokens reconhecidos pela DFSA.
Essa mudança reflete uma postura mais madura por parte das autoridades de Dubai na regulação de criptomoedas. Quando o quadro regulatório foi inicialmente introduzido em 2022, a DFSA adotou uma abordagem cautelosa, orientando o mercado por meio da publicação de uma lista de tokens reconhecidos.
À medida que os participantes do mercado e os reguladores aprofundaram sua compreensão sobre criptomoedas, esse modelo paternalista deu lugar a uma abordagem mais orientada pelo mercado.
02 Proibição de Tokens de Privacidade
Tokens de privacidade como Monero (XMR) e Zcash (ZEC) enfrentam o impacto mais direto com a nova regulamentação. Embora o quadro atualizado da DFSA não tenha explicitamente proibido categorias específicas de ativos digitais, os critérios de revisão estabelecidos excluem efetivamente esses tokens de privacidade das transações legais no Dubai International Financial Centre.
Na nova regulamentação, as tecnologias de aumento de privacidade são explicitamente listadas como indicadores negativos. Quaisquer tokens que utilizem assinaturas em anel ou endereços furtivos para ocultar detalhes das transações são considerados não conformes, pois não atendem aos requisitos de monitoramento on-chain.
A abrangência dessa proibição é bastante ampla. Ela não se limita às transações de tokens de privacidade em si, mas inclui todas as atividades relacionadas a esses ativos, como promoção, gestão de fundos e negociação de derivativos.
Vale destacar que a proibição se aplica principalmente às empresas licenciadas, não aos indivíduos. Pessoas físicas ainda podem manter tokens de privacidade em suas carteiras privadas, mas não podem negociá-los ou gerenciá-los por meio de plataformas reguladas no DIFC.
03 Novos Padrões para Stablecoins
Paralelamente à proibição de tokens de privacidade, a Autoridade de Serviços Financeiros de Dubai estabeleceu uma definição mais rigorosa para stablecoins. Agora, a autoridade denomina stablecoins como “tokens de criptomoeda lastreados em moeda fiduciária” e impõe requisitos mais elevados de entrada.
Segundo os novos padrões, apenas tokens vinculados a moedas fiduciárias e apoiados por ativos de alta qualidade e liquidez podem ser classificados como tokens de criptomoeda lastreados em moeda fiduciária. Essa ênfase na qualidade dos ativos de reserva e na liquidez reflete a preocupação global com riscos de resgate.
Stablecoins algorítmicas encontram uma situação delicada sob o novo quadro. Tokens como USDe da Ethena, que crescem rapidamente no mercado, não serão considerados stablecoins sob a regulamentação da DFSA, sendo classificados como tokens comuns de criptomoedas.
Essa distinção é importante, pois diferentes categorias enfrentam requisitos regulatórios e custos de conformidade distintos. Atualmente, a DFSA reconhece apenas alguns stablecoins que atendem aos seus critérios, incluindo USDC e EURC da Circle, e RLUSD da Ripple.
04 Tendências Globais de Regulação
A mudança regulatória em Dubai não é um evento isolado, mas um reflexo das tendências globais na regulação de criptomoedas. Desde a regulamentação MiCA da União Europeia até o sistema de licenciamento baseado em riscos de Hong Kong, as principais jurisdições estão fortalecendo a supervisão de tecnologias de privacidade.
Padrões internacionais do Grupo de Ação Financeira (GAFI) desempenham papel crucial nessa tendência. O GAFI exige que instituições financeiras identifiquem o originador e o beneficiário de cada transação de criptomoeda, algo que os tokens de privacidade foram originalmente projetados para evitar.
A consistência regulatória também está se consolidando dentro dos Emirados Árabes Unidos. A Lei de Serviços de Tokens de Pagamento do Banco Central dos Emirados proibiu o uso de stablecoins algorítmicas e tokens de privacidade para pagamentos no país, alinhando o Dubai International Financial Centre a esses padrões federais mais amplos.
Essa convergência regulatória reflete uma mudança de postura do sistema financeiro global, de uma aceitação inicial mais experimental para uma supervisão sistemática.
05 Impacto no Mercado e Estratégias de Traders
As mudanças regulatórias em Dubai tiveram impacto imediato no mercado. No mesmo dia da entrada em vigor, o preço do Monero atingiu uma máxima histórica de 596 dólares, uma reação aparentemente contraditória que evidencia a complexidade do mercado de criptomoedas.
Para os traders, compreender essas mudanças regulatórias e ajustar suas estratégias é fundamental. Tokens de privacidade negociados em plataformas reguladas podem enfrentar riscos de remoção, enquanto pares de stablecoins podem ser ajustados conforme os novos requisitos de conformidade.
A longo prazo, as mudanças regulatórias podem afetar a atratividade do Dubai como centro de criptomoedas. Alguns participantes do mercado temem que regulações mais rígidas possam deslocar liquidez para regiões offshore ou com menor supervisão.
06 Mudança de Paradigma
A supervisão de criptomoedas no Dubai International Financial Centre está passando por uma transformação de paradigma, de uma abordagem de aprovação centralizada para avaliação autônoma. Essa mudança coloca a responsabilidade diretamente nos participantes do mercado, marcando uma maturidade na regulação do mercado de criptomoedas em Dubai.
As empresas licenciadas agora precisam estabelecer processos de avaliação justificáveis e baseados em evidências para cada tipo de token que manuseiam. Essa mudança reflete o feedback do setor e a maturidade do mercado, com as empresas afirmando que o mercado evoluiu e que estão se adaptando às regulações financeiras.
Para as empresas de criptomoedas operando no Dubai, isso significa custos de conformidade mais elevados e requisitos internos mais rigorosos. Empresas capazes de se adaptar ao novo quadro terão vantagem competitiva, enquanto aquelas que não conseguirem podem reconsiderar suas operações.
A clareza regulatória por si só é uma vantagem competitiva. Em comparação com jurisdições com regras dispersas ou incertas, o quadro atualizado do Dubai oferece orientações claras para empresas que desejam atuar na região.
Perspectivas Futuras
No mesmo dia da entrada em vigor das novas regras, o Monero atingiu uma máxima histórica de 596 dólares. A batalha entre regulação e mercado continua, enquanto as instituições financeiras de Dubai, com seus edifícios de vidro, reavaliam suas listas de tokens com horas extras de trabalho.
Globalmente, uma rede cada vez mais restrita de regulações de criptomoedas está se formando, desde a União Europeia até o Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. À medida que as fronteiras regulatórias se tornam mais claras, plataformas capazes de equilibrar conformidade e inovação terão vantagem na próxima rodada de reestruturação do setor.
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Atualizações recentes na regulamentação de criptomoedas em Dubai: moedas de privacidade proibidas, regras de stablecoins mais restritivas, como os traders devem responder?
As novas regras entram em vigor oficialmente em 12 de janeiro de 2026, proibindo totalmente transações, promoções e atividades de gestão de fundos com tokens de privacidade dentro do Dubai International Financial Centre.
A Autoridade de Serviços Financeiros de Dubai (DFSA) também reforçou o quadro regulatório de stablecoins, exigindo que as empresas licenciadas realizem avaliações independentes da adequação dos tokens, sem depender de listas de tokens reconhecidos emitidas pelas autoridades reguladoras.
01 Mudança na Supervisão
Esta alteração da DFSA não foi uma surpresa repentina. A atualização segue o procedimento de consulta iniciado em outubro de 2025 e representa uma mudança significativa na abordagem da autoridade desde a introdução do regime regulatório de criptomoedas em 2022.
O núcleo desta nova regulamentação é a transferência de responsabilidades de supervisão. De acordo com as regras revisadas que entraram em vigor nesta segunda-feira, as empresas que oferecem serviços financeiros com criptomoedas agora devem avaliar por si próprias se os tokens envolvidos cumprem os padrões regulatórios, deixando de manter ou publicar uma lista de tokens reconhecidos pela DFSA.
Essa mudança reflete uma postura mais madura por parte das autoridades de Dubai na regulação de criptomoedas. Quando o quadro regulatório foi inicialmente introduzido em 2022, a DFSA adotou uma abordagem cautelosa, orientando o mercado por meio da publicação de uma lista de tokens reconhecidos.
À medida que os participantes do mercado e os reguladores aprofundaram sua compreensão sobre criptomoedas, esse modelo paternalista deu lugar a uma abordagem mais orientada pelo mercado.
02 Proibição de Tokens de Privacidade
Tokens de privacidade como Monero (XMR) e Zcash (ZEC) enfrentam o impacto mais direto com a nova regulamentação. Embora o quadro atualizado da DFSA não tenha explicitamente proibido categorias específicas de ativos digitais, os critérios de revisão estabelecidos excluem efetivamente esses tokens de privacidade das transações legais no Dubai International Financial Centre.
Na nova regulamentação, as tecnologias de aumento de privacidade são explicitamente listadas como indicadores negativos. Quaisquer tokens que utilizem assinaturas em anel ou endereços furtivos para ocultar detalhes das transações são considerados não conformes, pois não atendem aos requisitos de monitoramento on-chain.
A abrangência dessa proibição é bastante ampla. Ela não se limita às transações de tokens de privacidade em si, mas inclui todas as atividades relacionadas a esses ativos, como promoção, gestão de fundos e negociação de derivativos.
Vale destacar que a proibição se aplica principalmente às empresas licenciadas, não aos indivíduos. Pessoas físicas ainda podem manter tokens de privacidade em suas carteiras privadas, mas não podem negociá-los ou gerenciá-los por meio de plataformas reguladas no DIFC.
03 Novos Padrões para Stablecoins
Paralelamente à proibição de tokens de privacidade, a Autoridade de Serviços Financeiros de Dubai estabeleceu uma definição mais rigorosa para stablecoins. Agora, a autoridade denomina stablecoins como “tokens de criptomoeda lastreados em moeda fiduciária” e impõe requisitos mais elevados de entrada.
Segundo os novos padrões, apenas tokens vinculados a moedas fiduciárias e apoiados por ativos de alta qualidade e liquidez podem ser classificados como tokens de criptomoeda lastreados em moeda fiduciária. Essa ênfase na qualidade dos ativos de reserva e na liquidez reflete a preocupação global com riscos de resgate.
Stablecoins algorítmicas encontram uma situação delicada sob o novo quadro. Tokens como USDe da Ethena, que crescem rapidamente no mercado, não serão considerados stablecoins sob a regulamentação da DFSA, sendo classificados como tokens comuns de criptomoedas.
Essa distinção é importante, pois diferentes categorias enfrentam requisitos regulatórios e custos de conformidade distintos. Atualmente, a DFSA reconhece apenas alguns stablecoins que atendem aos seus critérios, incluindo USDC e EURC da Circle, e RLUSD da Ripple.
04 Tendências Globais de Regulação
A mudança regulatória em Dubai não é um evento isolado, mas um reflexo das tendências globais na regulação de criptomoedas. Desde a regulamentação MiCA da União Europeia até o sistema de licenciamento baseado em riscos de Hong Kong, as principais jurisdições estão fortalecendo a supervisão de tecnologias de privacidade.
Padrões internacionais do Grupo de Ação Financeira (GAFI) desempenham papel crucial nessa tendência. O GAFI exige que instituições financeiras identifiquem o originador e o beneficiário de cada transação de criptomoeda, algo que os tokens de privacidade foram originalmente projetados para evitar.
A consistência regulatória também está se consolidando dentro dos Emirados Árabes Unidos. A Lei de Serviços de Tokens de Pagamento do Banco Central dos Emirados proibiu o uso de stablecoins algorítmicas e tokens de privacidade para pagamentos no país, alinhando o Dubai International Financial Centre a esses padrões federais mais amplos.
Essa convergência regulatória reflete uma mudança de postura do sistema financeiro global, de uma aceitação inicial mais experimental para uma supervisão sistemática.
05 Impacto no Mercado e Estratégias de Traders
As mudanças regulatórias em Dubai tiveram impacto imediato no mercado. No mesmo dia da entrada em vigor, o preço do Monero atingiu uma máxima histórica de 596 dólares, uma reação aparentemente contraditória que evidencia a complexidade do mercado de criptomoedas.
Para os traders, compreender essas mudanças regulatórias e ajustar suas estratégias é fundamental. Tokens de privacidade negociados em plataformas reguladas podem enfrentar riscos de remoção, enquanto pares de stablecoins podem ser ajustados conforme os novos requisitos de conformidade.
A longo prazo, as mudanças regulatórias podem afetar a atratividade do Dubai como centro de criptomoedas. Alguns participantes do mercado temem que regulações mais rígidas possam deslocar liquidez para regiões offshore ou com menor supervisão.
06 Mudança de Paradigma
A supervisão de criptomoedas no Dubai International Financial Centre está passando por uma transformação de paradigma, de uma abordagem de aprovação centralizada para avaliação autônoma. Essa mudança coloca a responsabilidade diretamente nos participantes do mercado, marcando uma maturidade na regulação do mercado de criptomoedas em Dubai.
As empresas licenciadas agora precisam estabelecer processos de avaliação justificáveis e baseados em evidências para cada tipo de token que manuseiam. Essa mudança reflete o feedback do setor e a maturidade do mercado, com as empresas afirmando que o mercado evoluiu e que estão se adaptando às regulações financeiras.
Para as empresas de criptomoedas operando no Dubai, isso significa custos de conformidade mais elevados e requisitos internos mais rigorosos. Empresas capazes de se adaptar ao novo quadro terão vantagem competitiva, enquanto aquelas que não conseguirem podem reconsiderar suas operações.
A clareza regulatória por si só é uma vantagem competitiva. Em comparação com jurisdições com regras dispersas ou incertas, o quadro atualizado do Dubai oferece orientações claras para empresas que desejam atuar na região.
Perspectivas Futuras
No mesmo dia da entrada em vigor das novas regras, o Monero atingiu uma máxima histórica de 596 dólares. A batalha entre regulação e mercado continua, enquanto as instituições financeiras de Dubai, com seus edifícios de vidro, reavaliam suas listas de tokens com horas extras de trabalho.
Globalmente, uma rede cada vez mais restrita de regulações de criptomoedas está se formando, desde a União Europeia até o Japão, Coreia do Sul e Emirados Árabes Unidos. À medida que as fronteiras regulatórias se tornam mais claras, plataformas capazes de equilibrar conformidade e inovação terão vantagem na próxima rodada de reestruturação do setor.