À medida que o tempo avança para 2026, o preço do Bitcoin tem vindo a sofrer uma correção significativa, e o mercado está permeado por um sentimento de incerteza. A Fidelity Investments, no seu relatório “Perspetivas do Mercado de Criptomoedas para 2026”, apresenta uma visão disruptiva:
O Bitcoin pode já ter entrado num “super ciclo”, e as tradicionais grandes oscilações de quatro anos podem ser substituídas por um mercado de alta de longo prazo mais duradouro e estável.
01 Mudança de paradigma
Em 2025, a indústria de criptomoedas passou por um ponto de viragem crucial. Em março, o governo dos EUA emitiu uma ordem executiva que estabeleceu oficialmente o Bitcoin como um ativo de reserva estratégica. Esta ação alterou a sua natureza fundamental.
No passado, o Bitcoin era frequentemente visto como uma ferramenta de especulação de alto risco; hoje, é reconhecido oficialmente por países soberanos como uma forma de armazenamento de valor. Esta mudança de identidade é sem precedentes, tendo um significado simbólico e impacto prático de grande profundidade.
Chris Cooper, vice-presidente de pesquisa da Fidelity Digital Assets, destaca que esta mudança indica que o mercado de criptomoedas está a entrar numa nova fase de paradigma.
À medida que gestores de fundos tradicionais e grandes investidores começam a envolver-se neste setor, o Bitcoin está a passar por uma mudança estrutural na procura, passando de uma ferramenta de especulação para investidores individuais para um ativo estratégico de instituições e Estados.
02 Super motor
O relatório da Fidelity acredita que o surgimento de novos grupos de investidores pode estar a criar dois grandes motores que impulsionam o super ciclo.
A adoção governamental está a espalhar-se rapidamente. Segundo a análise do relatório, muitos países já detêm uma certa quantidade de criptomoedas, mas apenas alguns estabeleceram oficialmente reservas de criptomoedas.
Em 2025, esta situação começou a mudar. Além da ordem executiva dos EUA, o Quirguistão aprovou uma lei em setembro para criar a sua própria reserva de criptomoedas, e o Congresso brasileiro está a analisar um projeto de lei que permite que até 5% das reservas internacionais sejam mantidas em Bitcoin.
Cooper explica este fenómeno com a teoria dos jogos: uma vez que mais países incluam o Bitcoin nas suas reservas cambiais, outros sentirão a pressão competitiva e poderão seguir o exemplo.
A alocação empresarial está a acelerar. Mais de 100 empresas cotadas em bolsa já aumentaram as suas reservas em criptomoedas, sendo que cerca de 50 controlam mais de 1 milhão de Bitcoins. Estas compras contínuas estão a criar uma procura institucional sem precedentes no mercado.
03 Fim do ciclo de quatro anos?
A história do Bitcoin tem seguido um ciclo previsível de quatro anos: picos de mercado em novembro de 2013, dezembro de 2017 e novembro de 2021; fundos de mercado em janeiro de 2015, dezembro de 2018 e novembro de 2022.
Se esta regularidade ainda se mantiver, podemos estar a chegar ao final do ciclo de alta atual. A correção de preço recente parece alinhada com as características do final do ciclo.
No entanto, o relatório da Fidelity aponta que a mudança estrutural na procura — com a compra contínua por parte de Estados soberanos e empresas — pode estar a quebrar este ciclo. Alguns investidores acreditam que estamos a entrar num super ciclo duradouro.
Semelhante ao ciclo de commodities que durou quase uma década nos anos 2000, o mercado de alta do Bitcoin poderá prolongar-se por vários anos, com ajustes menores ao longo do caminho.
Cooper mantém uma postura cautelosa: “Estes ciclos não vão desaparecer completamente, pois o medo e a ganância que os alimentam não desaparecem de repente.”
04 Ajuste do super ciclo ou início de um mercado de baixa?
No início de 2026, o preço do Bitcoin apresentou uma volatilidade significativa. Em 13 de janeiro, o preço registou 91.886,68 dólares, uma correção relativamente ao pico recente. Este comportamento do mercado gerou debates amplos: trata-se de uma correção saudável dentro do super ciclo ou do início de um mercado de baixa tradicional?
Cooper, da Fidelity, acredita que ainda é cedo para tirar conclusões: “Se o ciclo de quatro anos se repetir, já deveríamos ter atingido o pico histórico deste ciclo e entrado numa fase de mercado de baixa.” Ele acrescenta que a confirmação definitiva só poderá acontecer mais tarde, em 2026.
A volatilidade atual pode ser interpretada de duas formas: por um lado, se a teoria do super ciclo for válida, trata-se apenas de uma correção normal no processo de alta; por outro, se o ciclo tradicional ainda dominar o mercado, isso pode indicar o início de uma fase de baixa.
Analistas de mercado apontam que os dados económicos positivos dos EUA atrasaram as expectativas de redução das taxas de juro pelo Federal Reserve, influenciando o desempenho de ativos de risco, incluindo criptomoedas.
05 Devemos entrar em diferentes horizontes temporais?
O relatório da Fidelity fornece orientações claras para diferentes tipos de investidores. Para aqueles que procuram ganhos de curto ou médio prazo (4 a 5 anos ou menos), é aconselhável manter alguma cautela, especialmente se o ciclo atual seguir o padrão histórico.
“Por outro lado, do ponto de vista de um horizonte muito de longo prazo, pessoalmente acredito que, se considerarmos o Bitcoin como uma reserva de valor, nunca estaremos realmente ‘tarde’.”
Cooper enfatiza que, enquanto a limitação rígida na oferta de Bitcoin permanecer, comprar Bitcoin é investir trabalho ou poupança em algo que não se desvalorizará devido à inflação provocada por políticas monetárias governamentais.
Dados do mercado na Gate mostram que o Bitcoin mantém-se acima de 92.000 dólares, apesar de alguma volatilidade, ainda bastante acima dos picos dos ciclos anteriores.
Para investidores de longo prazo que considerem alocar na Gate, a atual correção de mercado pode oferecer uma oportunidade de reavaliar e construir posições gradualmente.
Perspetivas futuras
Em 13 de janeiro, quando o preço do Bitcoin na Gate atingiu 92.000 dólares, os analistas da Fidelity estavam atentos a cada movimento do mercado.
Na parede do escritório da equipa de pesquisa da Fidelity Digital Assets, está pendurado um gráfico da história do Bitcoin, e os marcadores evidentes de ciclos de quatro anos parecem estar a ser substituídos por uma curva mais suave e duradoura.
Mais de cinquenta empresas detêm mais de um milhão de Bitcoins, enquanto países como o Brasil e o Quirguistão estão a incorporar reservas de Bitcoin na lei. O consenso de armazenamento de valor está a expandir-se da comunidade cripto para os conselhos de administração globais e os cofres nacionais — desta vez, o que impulsiona o mercado pode não ser mais o FOMO dos investidores individuais, mas uma longa batalha de riqueza soberana.
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Perspectiva importante da Fidelity: o ciclo de quatro anos do Bitcoin chegou ao fim, o super ciclo já começou?
À medida que o tempo avança para 2026, o preço do Bitcoin tem vindo a sofrer uma correção significativa, e o mercado está permeado por um sentimento de incerteza. A Fidelity Investments, no seu relatório “Perspetivas do Mercado de Criptomoedas para 2026”, apresenta uma visão disruptiva:
O Bitcoin pode já ter entrado num “super ciclo”, e as tradicionais grandes oscilações de quatro anos podem ser substituídas por um mercado de alta de longo prazo mais duradouro e estável.
01 Mudança de paradigma
Em 2025, a indústria de criptomoedas passou por um ponto de viragem crucial. Em março, o governo dos EUA emitiu uma ordem executiva que estabeleceu oficialmente o Bitcoin como um ativo de reserva estratégica. Esta ação alterou a sua natureza fundamental.
No passado, o Bitcoin era frequentemente visto como uma ferramenta de especulação de alto risco; hoje, é reconhecido oficialmente por países soberanos como uma forma de armazenamento de valor. Esta mudança de identidade é sem precedentes, tendo um significado simbólico e impacto prático de grande profundidade.
Chris Cooper, vice-presidente de pesquisa da Fidelity Digital Assets, destaca que esta mudança indica que o mercado de criptomoedas está a entrar numa nova fase de paradigma.
À medida que gestores de fundos tradicionais e grandes investidores começam a envolver-se neste setor, o Bitcoin está a passar por uma mudança estrutural na procura, passando de uma ferramenta de especulação para investidores individuais para um ativo estratégico de instituições e Estados.
02 Super motor
O relatório da Fidelity acredita que o surgimento de novos grupos de investidores pode estar a criar dois grandes motores que impulsionam o super ciclo.
A adoção governamental está a espalhar-se rapidamente. Segundo a análise do relatório, muitos países já detêm uma certa quantidade de criptomoedas, mas apenas alguns estabeleceram oficialmente reservas de criptomoedas.
Em 2025, esta situação começou a mudar. Além da ordem executiva dos EUA, o Quirguistão aprovou uma lei em setembro para criar a sua própria reserva de criptomoedas, e o Congresso brasileiro está a analisar um projeto de lei que permite que até 5% das reservas internacionais sejam mantidas em Bitcoin.
Cooper explica este fenómeno com a teoria dos jogos: uma vez que mais países incluam o Bitcoin nas suas reservas cambiais, outros sentirão a pressão competitiva e poderão seguir o exemplo.
A alocação empresarial está a acelerar. Mais de 100 empresas cotadas em bolsa já aumentaram as suas reservas em criptomoedas, sendo que cerca de 50 controlam mais de 1 milhão de Bitcoins. Estas compras contínuas estão a criar uma procura institucional sem precedentes no mercado.
03 Fim do ciclo de quatro anos?
A história do Bitcoin tem seguido um ciclo previsível de quatro anos: picos de mercado em novembro de 2013, dezembro de 2017 e novembro de 2021; fundos de mercado em janeiro de 2015, dezembro de 2018 e novembro de 2022.
Se esta regularidade ainda se mantiver, podemos estar a chegar ao final do ciclo de alta atual. A correção de preço recente parece alinhada com as características do final do ciclo.
No entanto, o relatório da Fidelity aponta que a mudança estrutural na procura — com a compra contínua por parte de Estados soberanos e empresas — pode estar a quebrar este ciclo. Alguns investidores acreditam que estamos a entrar num super ciclo duradouro.
Semelhante ao ciclo de commodities que durou quase uma década nos anos 2000, o mercado de alta do Bitcoin poderá prolongar-se por vários anos, com ajustes menores ao longo do caminho.
Cooper mantém uma postura cautelosa: “Estes ciclos não vão desaparecer completamente, pois o medo e a ganância que os alimentam não desaparecem de repente.”
04 Ajuste do super ciclo ou início de um mercado de baixa?
No início de 2026, o preço do Bitcoin apresentou uma volatilidade significativa. Em 13 de janeiro, o preço registou 91.886,68 dólares, uma correção relativamente ao pico recente. Este comportamento do mercado gerou debates amplos: trata-se de uma correção saudável dentro do super ciclo ou do início de um mercado de baixa tradicional?
Cooper, da Fidelity, acredita que ainda é cedo para tirar conclusões: “Se o ciclo de quatro anos se repetir, já deveríamos ter atingido o pico histórico deste ciclo e entrado numa fase de mercado de baixa.” Ele acrescenta que a confirmação definitiva só poderá acontecer mais tarde, em 2026.
A volatilidade atual pode ser interpretada de duas formas: por um lado, se a teoria do super ciclo for válida, trata-se apenas de uma correção normal no processo de alta; por outro, se o ciclo tradicional ainda dominar o mercado, isso pode indicar o início de uma fase de baixa.
Analistas de mercado apontam que os dados económicos positivos dos EUA atrasaram as expectativas de redução das taxas de juro pelo Federal Reserve, influenciando o desempenho de ativos de risco, incluindo criptomoedas.
05 Devemos entrar em diferentes horizontes temporais?
O relatório da Fidelity fornece orientações claras para diferentes tipos de investidores. Para aqueles que procuram ganhos de curto ou médio prazo (4 a 5 anos ou menos), é aconselhável manter alguma cautela, especialmente se o ciclo atual seguir o padrão histórico.
“Por outro lado, do ponto de vista de um horizonte muito de longo prazo, pessoalmente acredito que, se considerarmos o Bitcoin como uma reserva de valor, nunca estaremos realmente ‘tarde’.”
Cooper enfatiza que, enquanto a limitação rígida na oferta de Bitcoin permanecer, comprar Bitcoin é investir trabalho ou poupança em algo que não se desvalorizará devido à inflação provocada por políticas monetárias governamentais.
Dados do mercado na Gate mostram que o Bitcoin mantém-se acima de 92.000 dólares, apesar de alguma volatilidade, ainda bastante acima dos picos dos ciclos anteriores.
Para investidores de longo prazo que considerem alocar na Gate, a atual correção de mercado pode oferecer uma oportunidade de reavaliar e construir posições gradualmente.
Perspetivas futuras
Em 13 de janeiro, quando o preço do Bitcoin na Gate atingiu 92.000 dólares, os analistas da Fidelity estavam atentos a cada movimento do mercado.
Na parede do escritório da equipa de pesquisa da Fidelity Digital Assets, está pendurado um gráfico da história do Bitcoin, e os marcadores evidentes de ciclos de quatro anos parecem estar a ser substituídos por uma curva mais suave e duradoura.
Mais de cinquenta empresas detêm mais de um milhão de Bitcoins, enquanto países como o Brasil e o Quirguistão estão a incorporar reservas de Bitcoin na lei. O consenso de armazenamento de valor está a expandir-se da comunidade cripto para os conselhos de administração globais e os cofres nacionais — desta vez, o que impulsiona o mercado pode não ser mais o FOMO dos investidores individuais, mas uma longa batalha de riqueza soberana.