Cotação de ouro enfrenta pressão do dólar mais forte, mas riscos geopolíticos oferecem suporte antes do NFP

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A cotação ouro (XAU/USD) enfrenta dificuldades para manter os ganhos da quinta-feira, recuando a partir da marca de US$ 4.400, enquanto o dólar americano (USD) consolida a alta de duas semanas e atinge seu patamar mais elevado em cerca de um mês. Esse movimento prejudica a valorização do metal precioso, que opera sem rendimento.

Apesar da pressão do dólar, as perspectivas dovish do Banco Central dos EUA (Fed) funcionam como freio para quedas mais acentuadas da cotação ouro. A expectativa de cortes de taxas em março e novas reduções ao longo do ano oferece algum piso ao ativo. Os traders aguardam sinais mais claros sobre o caminho da política monetária americana, o que deve vir com o relatório de empregos não agrícolas (NFP) previsto para hoje.

Dados de emprego dos EUA e geopolítica em foco

O relatório mensal de ocupação será determinante para reposicionar apostas no USD e no ouro. A economia americana deve ter criado 60 mil novos postos de trabalho em dezembro, abaixo dos 64 mil de novembro, enquanto a taxa de desemprego pode cair de 4,6% para 4,5%.

Paralelamente, o aumento das tensões geopolíticas oferece proteção ao metal amarelo como ativo de segurança. A incursão americana na Venezuela, o conflito diplomático entre China e Japão (com restrições chinesas a exportações de terras raras) e o prolongamento da guerra entre Rússia e Ucrânia mantêm os operadores atentos a riscos externos que costumam favorecer a demanda por ouro.

Perspectiva técnica do XAU/USD

A cotação ouro mantém-se acima da média móvel exponencial (EMA) de 200 períodos, fixada em aproximadamente US$ 4.322,58, sustentando a tendência de longo prazo com direção altista. O gradiente ascendente da EMA funciona como suporte dinâmico para retrações.

O indicador MACD permanece abaixo da linha de sinal e abaixo de zero, porém em processo de elevação. O histograma negativo mostra contração, indicando redução da pressão baixista. O RSI em 56 está acima da linha neutra de 50, alinhado com a melhora do momentum sem assinalar sobrecompra.

Para que os compradores reassumam o controle da cotação ouro, será necessária aceitação acima de US$ 4.500. Manutenção acima de US$ 4.322,58 preserva o cenário otimista. Uma quebra decisiva abaixo dessa média abriria espaço para retração mais profunda.

Performance do dólar americano na semana

O USD exibiu força notável em relação aos pares principais. O dólar apresentou ganho de 0,92% contra o franco suíço (CHF), 0,90% ante o iene japonês (JPY) e 0,60% frente ao euro (EUR). A moeda americana se fortaleceu também contra a libra esterlina (GBP), com variação de 0,24%, enquanto recuou 0,30% perante o dólar canadense (CAD).

Os operadores permanecem cautelosos e aguardam maior clareza sobre o próximo movimento do Fed. Até lá, a cotação ouro deve continuar oscilando entre os suportes técnicos e a resistência dos US$ 4.500, com a dinâmica dependente tanto de sinais monetários quanto de desenvolvimentos geopolíticos.

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