A bolsa de valores da Índia registrou um desempenho particularmente fraco, com investidores se retirando de ativos locais em resposta às ameaças de aumentos tarifários provenientes dos Estados Unidos. O cenário é desafiador para as pessoas indianas que dependem do mercado de capitais, com o Sensex recuando 0,93% e o Nifty 50 perdendo 1,04% em uma única sessão. Nos últimos sete dias, ambos os índices acumularam quedas respectivas de 1,8% e 1,7%, refletindo o pessimismo generalizado.
Exportadores indianos no centro da tempestade de mercado
Os 16 principais setores da economia indiana encerraram o pregão em territorial negativo, impulsionados por uma liquidação sistemática de investimentos. Empresas exportadoras foram particularmente atingidas. As pessoas indianas ligadas à indústria de frutos do mar sofreram grandes perdas, com a Apex Frozen caindo 7,8% e a Avanti Feeds recuando 8,6%.
No segmento têxtil, a situação não foi diferente. A Gokaldas Exports e a Pearl Global Industries viram suas cotações despencar em torno de 8,5% e 7,9%, respectivamente. Ambas as empresas dependem fortemente do mercado americano para suas receitas, o que as tornou vulneráveis à incerteza regulatória. O setor de metais registrou sua pior performance em nove meses, com recuo de 3,4%, enquanto o segmento de petróleo e gás (NIFOILGAS) sofreu contração de 2,8%.
Reliance Industries entre os maiores prejudicados
A Reliance Industries, gigante da indústria energética e refino, desacelerou 2,2% conforme os investidores avaliavam as implicações do cenário geopolítico. A empresa enfrenta incertezas relacionadas aos planos de importação de petróleo bruto, especialmente após as recentes decisões do governo americano. O índice de tecnologia da informação também apresentou recuo de 2,0%.
A Larsen & Toubro recuou 3,1%, enquanto a BHEL sofreu queda acentuada de 10,5%. A rupia indiana também fechou em baixa, refletindo a cautela dos participantes do mercado.
O fator das tarifas e investimento estrangeiro
A situação atual é amplificada pelo cenário de incerteza tarifária. Investidores internacionais que mantêm exposição ao mercado de ações indiano realizaram vendas no montante de US$ 900 milhões desde o início do exercício, representando um contraste marcante com o recorde de US$ 19 bilhões liquidados em 2022.
Conforme observado por profissionais do mercado, há desconforto generalizado entre os participantes. A possível implementação de medidas protecionistas americanas está no centro das preocupações, deixando as pessoas indianas mais cautelosas quanto às perspectivas econômicas.
Petróleo russo e ameaça de tarifas de até 500%
A Índia se posiciona como o segundo maior comprador de petróleo bruto russo, um fato que tem alimentado tensões comerciais com os Estados Unidos. A administração americana estuda a imposição de tarifas que podem alcançar 500% caso o país asiático mantenha importações do commodity russo.
Anteriormente, a Índia já havia sido alertada sobre possibilidades de aumento tarifário e tentou negociar uma redução. Atualmente, enfrenta tarifas de até 50% sobre suas exportações para os EUA. Os esforços diplomáticos incluíram argumentações sobre a redução de laços comerciais com Moscou, porém o cenário permanece tenso e repleto de incertezas.
A Reliance Industries, sob o comando de Mukesh Ambani, tem sido significativa nas importações russas, o que adiciona complexidade à situação das pessoas indianas no contexto comercial internacional.
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As pessoas indianas enfrentam turbulência nos mercados financeiros diante da escalada tarifária americana
A bolsa de valores da Índia registrou um desempenho particularmente fraco, com investidores se retirando de ativos locais em resposta às ameaças de aumentos tarifários provenientes dos Estados Unidos. O cenário é desafiador para as pessoas indianas que dependem do mercado de capitais, com o Sensex recuando 0,93% e o Nifty 50 perdendo 1,04% em uma única sessão. Nos últimos sete dias, ambos os índices acumularam quedas respectivas de 1,8% e 1,7%, refletindo o pessimismo generalizado.
Exportadores indianos no centro da tempestade de mercado
Os 16 principais setores da economia indiana encerraram o pregão em territorial negativo, impulsionados por uma liquidação sistemática de investimentos. Empresas exportadoras foram particularmente atingidas. As pessoas indianas ligadas à indústria de frutos do mar sofreram grandes perdas, com a Apex Frozen caindo 7,8% e a Avanti Feeds recuando 8,6%.
No segmento têxtil, a situação não foi diferente. A Gokaldas Exports e a Pearl Global Industries viram suas cotações despencar em torno de 8,5% e 7,9%, respectivamente. Ambas as empresas dependem fortemente do mercado americano para suas receitas, o que as tornou vulneráveis à incerteza regulatória. O setor de metais registrou sua pior performance em nove meses, com recuo de 3,4%, enquanto o segmento de petróleo e gás (NIFOILGAS) sofreu contração de 2,8%.
Reliance Industries entre os maiores prejudicados
A Reliance Industries, gigante da indústria energética e refino, desacelerou 2,2% conforme os investidores avaliavam as implicações do cenário geopolítico. A empresa enfrenta incertezas relacionadas aos planos de importação de petróleo bruto, especialmente após as recentes decisões do governo americano. O índice de tecnologia da informação também apresentou recuo de 2,0%.
A Larsen & Toubro recuou 3,1%, enquanto a BHEL sofreu queda acentuada de 10,5%. A rupia indiana também fechou em baixa, refletindo a cautela dos participantes do mercado.
O fator das tarifas e investimento estrangeiro
A situação atual é amplificada pelo cenário de incerteza tarifária. Investidores internacionais que mantêm exposição ao mercado de ações indiano realizaram vendas no montante de US$ 900 milhões desde o início do exercício, representando um contraste marcante com o recorde de US$ 19 bilhões liquidados em 2022.
Conforme observado por profissionais do mercado, há desconforto generalizado entre os participantes. A possível implementação de medidas protecionistas americanas está no centro das preocupações, deixando as pessoas indianas mais cautelosas quanto às perspectivas econômicas.
Petróleo russo e ameaça de tarifas de até 500%
A Índia se posiciona como o segundo maior comprador de petróleo bruto russo, um fato que tem alimentado tensões comerciais com os Estados Unidos. A administração americana estuda a imposição de tarifas que podem alcançar 500% caso o país asiático mantenha importações do commodity russo.
Anteriormente, a Índia já havia sido alertada sobre possibilidades de aumento tarifário e tentou negociar uma redução. Atualmente, enfrenta tarifas de até 50% sobre suas exportações para os EUA. Os esforços diplomáticos incluíram argumentações sobre a redução de laços comerciais com Moscou, porém o cenário permanece tenso e repleto de incertezas.
A Reliance Industries, sob o comando de Mukesh Ambani, tem sido significativa nas importações russas, o que adiciona complexidade à situação das pessoas indianas no contexto comercial internacional.