A commodity mais procurada como refúgio seguro acaba de alcançar patamares inéditos, marcando US$ 4.600 durante a sessão asiática de segunda-feira. Esta elevação representa o terceiro dia consecutivo de ganhos, reforçando um movimento positivo que se estende a cinco dos últimos seis pregões. A confluência entre demandas de proteção geopolítica e fragilidades no dólar americano criou um cenário favorável para o par XAU/USD, ainda que sinais técnicos de saturação possam moderar os avanços imediatos.
Os Fundamentos Por Trás da Escalada
A escalada do ouro não é casual. Uma série de tensões internacionais mantém os portfólios globais em estado de alerta constante. A situação na Venezuela, onde o governo americano sinaliza possível intervenção administrativa, as ameaças de ação militar contra o Irã em resposta às repressões internas (que já ultrapassam 500 mortos), a intensificação do conflito russo-ucraniano e a disputa comercial sino-japonesa sobre terras raras – tudo isso funciona como catalisador para a fuga em direção a ativos de proteção.
Além disso, as preocupações envolvendo a independência do Federal Reserve americano exercem pressão sobre a moeda americana. O presidente Jerome Powell enfatizou que as decisões de política monetária devem ser baseadas no que melhor serve ao interesse público, não em preferências políticas. Tal posicionamento, embora firme, alimenta incertezas que afetam negativamente o USD e, consequentemente, beneficiam commodities não remuneradas como o ouro.
O Fator Fed: Uma Faca de Dois Gumes
Os dados do mercado de trabalho divulgados na sexta-feira apresentaram um cenário misto que arrefeceu as expectativas de flexibilização agressiva em 2026. A taxa de desemprego caiu de 4,6% para 4,4%, enquanto o NFP (Non-Farm Payroll) adicionou apenas 50 mil postos contra expectativas de 60 mil. Estes números reduziram apostas agressivas em novos cortes de juros, o que teoricamente deveria fortalecer o dólar e pressionar o ouro para baixo.
No entanto, a incerteza sobre a autonomia do banco central permanece como força contraposto, impedindo que o USD recupere seu vigor e permitindo que o metal precioso mantenha sua trajetória ascendente. Traders mostram cautela em adicionar novas posições compradas no XAU/USD antes da divulgação dos índices de inflação americana previstos para esta semana, momento que poderá redefinir as apostas de mercado.
A Arquitetura Técnica Mantém Sentimento Altista
Do ponto de vista gráfico, o ouro tem operado dentro de um canal ascendente bem definido ao longo do último mês, sinalizando uma tendência de alta consolidada no curto prazo. O metal permanece acima da média móvel simples de 200 períodos, um indicador que oferece suporte dinâmico na região de US$ 4.325-4.320 e reforça o viés positivo.
A Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) segue acima de sua linha de sinal em território positivo. O histograma em expansão associado ao MACD demonstra um fortalecimento do momentum de alta, sugerindo que compradores ainda controlam o ritmo do movimento. Este elemento reforça a confiança em novas máximas.
No entanto, o Índice de Força Relativa (RSI) sinalizando 71,82 revela uma situação de sobrecompra que não pode ser ignorada. Este nível costuma preceder correções ou consolidações laterais, o que poderia moderar os ganhos na sequência e criar espaço para uma fase de descompressão próxima ao topo do canal.
Cenários à Frente
Uma possível retração encontraria sustentação no piso do canal ascendente por volta de US$ 4.365, onde a média móvel de 200 períodos funcionaria como ancoragem da tendência altista maior. O rompimento claro desta zona de suporte colocaria em xeque toda a dinâmica recente.
Por outro lado, caso o ouro sustente ganhos acima destes suportes, mantém aberto o caminho para novas máximas, especialmente após uma consolidação na faixa de sobrecompra. Um fechamento convincente acima da resistência superior do canal poderia abrir as portas para territórios ainda mais elevados.
A semana promete ser decisiva. Com dados de inflação americana no radar e comentários de membros do FOMC potencialmente geradores de volatilidade, o par XAU/USD permanece nas mãos de dois movimentos: o ancoramento técnico em níveis de suporte estabelecidos e a sensibilidade das políticas monetárias do Fed frente às pressões geopolíticas globais.
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Ouro rompe recorde histórico; dinâmica altista mantém força apesar dos obstáculos do Fed
A commodity mais procurada como refúgio seguro acaba de alcançar patamares inéditos, marcando US$ 4.600 durante a sessão asiática de segunda-feira. Esta elevação representa o terceiro dia consecutivo de ganhos, reforçando um movimento positivo que se estende a cinco dos últimos seis pregões. A confluência entre demandas de proteção geopolítica e fragilidades no dólar americano criou um cenário favorável para o par XAU/USD, ainda que sinais técnicos de saturação possam moderar os avanços imediatos.
Os Fundamentos Por Trás da Escalada
A escalada do ouro não é casual. Uma série de tensões internacionais mantém os portfólios globais em estado de alerta constante. A situação na Venezuela, onde o governo americano sinaliza possível intervenção administrativa, as ameaças de ação militar contra o Irã em resposta às repressões internas (que já ultrapassam 500 mortos), a intensificação do conflito russo-ucraniano e a disputa comercial sino-japonesa sobre terras raras – tudo isso funciona como catalisador para a fuga em direção a ativos de proteção.
Além disso, as preocupações envolvendo a independência do Federal Reserve americano exercem pressão sobre a moeda americana. O presidente Jerome Powell enfatizou que as decisões de política monetária devem ser baseadas no que melhor serve ao interesse público, não em preferências políticas. Tal posicionamento, embora firme, alimenta incertezas que afetam negativamente o USD e, consequentemente, beneficiam commodities não remuneradas como o ouro.
O Fator Fed: Uma Faca de Dois Gumes
Os dados do mercado de trabalho divulgados na sexta-feira apresentaram um cenário misto que arrefeceu as expectativas de flexibilização agressiva em 2026. A taxa de desemprego caiu de 4,6% para 4,4%, enquanto o NFP (Non-Farm Payroll) adicionou apenas 50 mil postos contra expectativas de 60 mil. Estes números reduziram apostas agressivas em novos cortes de juros, o que teoricamente deveria fortalecer o dólar e pressionar o ouro para baixo.
No entanto, a incerteza sobre a autonomia do banco central permanece como força contraposto, impedindo que o USD recupere seu vigor e permitindo que o metal precioso mantenha sua trajetória ascendente. Traders mostram cautela em adicionar novas posições compradas no XAU/USD antes da divulgação dos índices de inflação americana previstos para esta semana, momento que poderá redefinir as apostas de mercado.
A Arquitetura Técnica Mantém Sentimento Altista
Do ponto de vista gráfico, o ouro tem operado dentro de um canal ascendente bem definido ao longo do último mês, sinalizando uma tendência de alta consolidada no curto prazo. O metal permanece acima da média móvel simples de 200 períodos, um indicador que oferece suporte dinâmico na região de US$ 4.325-4.320 e reforça o viés positivo.
A Convergência/Divergência da Média Móvel (MACD) segue acima de sua linha de sinal em território positivo. O histograma em expansão associado ao MACD demonstra um fortalecimento do momentum de alta, sugerindo que compradores ainda controlam o ritmo do movimento. Este elemento reforça a confiança em novas máximas.
No entanto, o Índice de Força Relativa (RSI) sinalizando 71,82 revela uma situação de sobrecompra que não pode ser ignorada. Este nível costuma preceder correções ou consolidações laterais, o que poderia moderar os ganhos na sequência e criar espaço para uma fase de descompressão próxima ao topo do canal.
Cenários à Frente
Uma possível retração encontraria sustentação no piso do canal ascendente por volta de US$ 4.365, onde a média móvel de 200 períodos funcionaria como ancoragem da tendência altista maior. O rompimento claro desta zona de suporte colocaria em xeque toda a dinâmica recente.
Por outro lado, caso o ouro sustente ganhos acima destes suportes, mantém aberto o caminho para novas máximas, especialmente após uma consolidação na faixa de sobrecompra. Um fechamento convincente acima da resistência superior do canal poderia abrir as portas para territórios ainda mais elevados.
A semana promete ser decisiva. Com dados de inflação americana no radar e comentários de membros do FOMC potencialmente geradores de volatilidade, o par XAU/USD permanece nas mãos de dois movimentos: o ancoramento técnico em níveis de suporte estabelecidos e a sensibilidade das políticas monetárias do Fed frente às pressões geopolíticas globais.