O preço do ouro (XAU/USD) experimenta novo ímpeto ascendente nesta terça-feira, atingindo máximas não registadas há sete dias durante a sessão asiática. A cotação, negociada perto de US$ 4.428-4.427, beneficia de uma convergência de fatores que reforçam a atratividade de ativos de refúgio, enquanto o Federal Reserve (Fed) permanece sob pressão para abrandar a política monetária.
Os pilares que sustentam a recuperação do preço do ouro
A procura renovada pelo metal de refúgio assenta em três alicerces fundamentais. Em primeiro lugar, a escalada de tensões geopolíticas mantém-se em primeiro plano: os ataques militares norte-americanos na Venezuela, o diferendo diplomático entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, a instabilidade iraniana e a prolongada guerra ucraniana criam um ambiente de incerteza que favorece naturalmente o ouro.
Em segundo lugar, o dólar americano (USD) recua da zona de máximas de quatro semanas, uma vez que os operadores reafirmam as apostas em cortes de taxas pelo Fed. Os dados económicos norte-americanos divulgados segunda-feira reforçam esta narrativa: enquanto o PMI de manufatura S&P Global se manteve firme em 51,8, o índice do ISM contraiu para 47,9, sinalizando debilidade cíclica que justifica a postura acomodatícia do banco central.
Terceiro, as preocupações com a independência do Fed sob a administração Trump afastam afluências para a moeda americana, beneficiando assim o metal que não proporciona rendimento. Os mercados precificam agora dois cortes de taxas antes de encerrar o ano, com a probabilidade de uma primeira redução em março.
Dinâmica técnica aponta para extensão dos ganhos
Sob a perspectiva técnica, o ouro exibe sinais de força considerável. A penetração pela noite da Média Móvel Simples de 100 horas marca um ponto de viragem importante para os compradores de XAU/USD. O histograma MACD transformou-se em território positivo, com a linha MACD estacionada ligeiramente acima da linha de sinal junto ao nível zero, evidenciando consolidação do momentum ascendente.
O Índice de Força Relativa (RSI) posiciona-se em 68, aproximando-se da zona de sobrecompra mas ainda oferecendo margem para apreciação. Uma ruptura acima de 70 reforçaria significativamente o cenário bullish, enquanto a incapacidade de a atingir poderia levar a uma fase de consolidação dos ganhos recentes.
A SMA de 100 horas, localizada em US$ 4.373,28, configura-se como suporte dinâmico robusto. Enquanto a cotação se manter acima desta linha, qualquer eventual recuo deverá manter-se superficial, preservando a tendência positiva no curto prazo.
Perspectivas para a semana: o teste dos US$ 4.445-4.450
A zona de congestionamento entre US$ 4.445 e US$ 4.450 emerge como obstáculo crítico a vencer para os otimistas. Uma ruptura desta barreira representaria confirmação de força e abriria caminho para apreciação adicional do preço do ouro nos próximos dias.
Os operadores mantêm atenção redobrada no relatório de empregos não-agrícolas (NFP) de sexta-feira, indicador que promete movimentação direcional significativa no par. Este dados macroeconómico fornecerá sinais decisivos sobre a trajectória esperada para os cortes de taxas do Fed, impulsionando assim o dólar americano e determinando o próximo impulso para o ouro.
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O metal amarelo consolida ganhos semanais com apoio geopolítico e cenário dovish do banco central americano
O preço do ouro (XAU/USD) experimenta novo ímpeto ascendente nesta terça-feira, atingindo máximas não registadas há sete dias durante a sessão asiática. A cotação, negociada perto de US$ 4.428-4.427, beneficia de uma convergência de fatores que reforçam a atratividade de ativos de refúgio, enquanto o Federal Reserve (Fed) permanece sob pressão para abrandar a política monetária.
Os pilares que sustentam a recuperação do preço do ouro
A procura renovada pelo metal de refúgio assenta em três alicerces fundamentais. Em primeiro lugar, a escalada de tensões geopolíticas mantém-se em primeiro plano: os ataques militares norte-americanos na Venezuela, o diferendo diplomático entre a Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos, a instabilidade iraniana e a prolongada guerra ucraniana criam um ambiente de incerteza que favorece naturalmente o ouro.
Em segundo lugar, o dólar americano (USD) recua da zona de máximas de quatro semanas, uma vez que os operadores reafirmam as apostas em cortes de taxas pelo Fed. Os dados económicos norte-americanos divulgados segunda-feira reforçam esta narrativa: enquanto o PMI de manufatura S&P Global se manteve firme em 51,8, o índice do ISM contraiu para 47,9, sinalizando debilidade cíclica que justifica a postura acomodatícia do banco central.
Terceiro, as preocupações com a independência do Fed sob a administração Trump afastam afluências para a moeda americana, beneficiando assim o metal que não proporciona rendimento. Os mercados precificam agora dois cortes de taxas antes de encerrar o ano, com a probabilidade de uma primeira redução em março.
Dinâmica técnica aponta para extensão dos ganhos
Sob a perspectiva técnica, o ouro exibe sinais de força considerável. A penetração pela noite da Média Móvel Simples de 100 horas marca um ponto de viragem importante para os compradores de XAU/USD. O histograma MACD transformou-se em território positivo, com a linha MACD estacionada ligeiramente acima da linha de sinal junto ao nível zero, evidenciando consolidação do momentum ascendente.
O Índice de Força Relativa (RSI) posiciona-se em 68, aproximando-se da zona de sobrecompra mas ainda oferecendo margem para apreciação. Uma ruptura acima de 70 reforçaria significativamente o cenário bullish, enquanto a incapacidade de a atingir poderia levar a uma fase de consolidação dos ganhos recentes.
A SMA de 100 horas, localizada em US$ 4.373,28, configura-se como suporte dinâmico robusto. Enquanto a cotação se manter acima desta linha, qualquer eventual recuo deverá manter-se superficial, preservando a tendência positiva no curto prazo.
Perspectivas para a semana: o teste dos US$ 4.445-4.450
A zona de congestionamento entre US$ 4.445 e US$ 4.450 emerge como obstáculo crítico a vencer para os otimistas. Uma ruptura desta barreira representaria confirmação de força e abriria caminho para apreciação adicional do preço do ouro nos próximos dias.
Os operadores mantêm atenção redobrada no relatório de empregos não-agrícolas (NFP) de sexta-feira, indicador que promete movimentação direcional significativa no par. Este dados macroeconómico fornecerá sinais decisivos sobre a trajectória esperada para os cortes de taxas do Fed, impulsionando assim o dólar americano e determinando o próximo impulso para o ouro.