Ao falar de investimento em ações, muitas pessoas já ouviram o termo “relação preço-lucro” (P/E), mas nem todos compreendem realmente como ela pode ajudar na tomada de decisões de investimento. A relação preço-lucro, também conhecida como índice P/E (Price-to-Earnings ratio), é um dos indicadores mais centrais para determinar se uma ação vale a pena ser comprada. Este artigo abordará os conceitos básicos para ajudá-lo a dominar essa ferramenta essencial de investimento.
O que exatamente representa a relação preço-lucro?
Simplificando, a relação preço-lucro reflete quantos anos levaria para recuperar o investimento através dos lucros da empresa, além de indicar de forma intuitiva o quão alto ou baixo está o preço atual da ação em relação à sua capacidade de gerar lucros.
Tomando a TSMC como exemplo, se seu índice P/E for 13 vezes, isso significa que, ao comprar a ação pelo preço atual, levará 13 anos para recuperar o capital investido através dos lucros anuais da empresa. Quanto menor esse múltiplo, geralmente, mais barata é a ação; quanto maior, indica que o mercado atribui uma expectativa de valorização maior, possivelmente devido ao potencial de crescimento ou perspectivas de desenvolvimento da empresa.
Na prática, os investidores podem usar a relação preço-lucro para avaliar rapidamente duas questões: o preço atual da ação é razoável? Como o índice se compara ao passado, qual é a sua posição relativa?
Três métodos de cálculo do índice P/E que você precisa dominar
Relação preço-lucro estática: baseada em dados passados
A fórmula de cálculo é simples: P/E = Preço da ação ÷ Lucro por ação (LPA)
O LPA anual geralmente é divulgado junto ao relatório anual da empresa. Usando a TSMC de 2022 como exemplo, somamos os lucros dos quatro trimestres: Q1 com 7,82元 + Q2 com 9,14元 + Q3 com 10,83元 + Q4 com 11,41元 = 39,2元. Se na época o preço da ação era 520元, então o índice P/E estático = 520 ÷ 39,2 ≈ 13,3 vezes.
A vantagem do índice P/E estático é que os dados são concretos e não mudam, mas sua desvantagem é a defasagem — ele reflete os lucros passados e não prevê tendências futuras.
Índice P/E móvel: refletindo os últimos 12 meses em tempo real
Esse tipo de índice também é conhecido como P/E TTM (Trailing Twelve Months), calculado com base nos dados mais recentes dos quatro trimestres.
Fórmula de cálculo: P/E(TTM) = Preço da ação ÷ Soma dos lucros dos últimos 4 trimestres
Suponha que a TSMC tenha divulgado um LPA de 5元 no Q1 de 2023, então a soma dos últimos 4 trimestres será: Q2 de 2022 com 9,14元 + Q3 de 2022 com 10,83元 + Q4 de 2022 com 11,41元 + Q1 de 2023 com 5元 = 36,38元. Assim, o P/E(TTM) = 520 ÷ 36,38 ≈ 14,3 vezes.
Em comparação com o índice P/E estático, o móvel reflete melhor a capacidade de lucro atual da empresa, mas ainda assim não consegue prever o futuro.
A fórmula de cálculo é: P/E = Preço da ação ÷ Lucro por ação estimado
O índice P/E estimado usa previsões de analistas ou instituições para o lucro futuro. Por exemplo, se a previsão de lucro por ação da TSMC para 2023 for 35元, então o P/E dinâmico será 520 ÷ 35 ≈ 14,9 vezes.
Esse indicador é útil porque reflete as expectativas do mercado sobre o futuro da empresa, mas, por envolver previsões, sua precisão costuma ser difícil de garantir. As diferenças entre as estimativas de diferentes instituições também podem ser grandes, o que pode gerar confusão na tomada de decisão.
Método de comparação setorial: encontrando um nível de avaliação razoável
Para determinar se o índice P/E de uma empresa é razoável, a abordagem mais direta é a comparação horizontal — comparando com empresas do mesmo setor ou de negócios similares.
De acordo com os dados de classificação setorial da Bolsa de Valores de Taiwan, os índices P/E médios variam bastante entre setores. Por exemplo, o setor automotivo pode ter um P/E de até 98 vezes, enquanto o setor de transporte marítimo pode ter apenas 1,8 vezes. Obviamente, não faz sentido comparar empresas desses setores diretamente.
Tomando a TSMC como exemplo, ela deve ser comparada com outras empresas de fabricação de chips, como UMC e Powerchip. Atualmente, o P/E da TSMC é aproximadamente 23,85 vezes, enquanto a UMC está em torno de 15 vezes. Em relação, a TSMC tem uma avaliação mais alta — mas isso pode refletir seu diferencial em tecnologia e posição de mercado, que justificam uma margem de valorização maior.
Gráfico de fluxo do P/E: visualizando facilmente os níveis de preço
Para investidores que desejam avaliar rapidamente se uma ação está sobrevalorizada ou subvalorizada, uma ferramenta prática é o gráfico de fluxo do P/E.
Esse gráfico, geralmente sobreposto ao gráfico de preço, apresenta de 5 a 6 linhas paralelas, cujo cálculo é: Preço da ação = Lucro por ação × Múltiplo do P/E. A linha superior representa o preço correspondente ao maior P/E histórico, enquanto a inferior mostra o preço para o menor P/E histórico.
Por exemplo, se a ação da TSMC estiver entre as linhas de P/E de 13 e 14,8, na parte inferior do gráfico de fluxo, isso indica que o preço está relativamente subvalorizado, podendo ser um bom momento de compra. Mas lembre-se, isso é apenas um sinal de avaliação — não garante que o preço subirá ou que haverá lucro, pois muitos fatores influenciam o mercado.
As três principais limitações do índice P/E
Embora seja uma das ferramentas de avaliação mais usadas, o índice P/E não é perfeito:
Primeiro, ignora o endividamento da empresa. O P/E considera apenas o lucro líquido, sem levar em conta as dívidas. Duas empresas com o mesmo P/E podem ter riscos e margens de segurança totalmente diferentes, dependendo do seu nível de endividamento. Em períodos de desaceleração econômica ou aumento das taxas de juros, empresas altamente endividadas enfrentam riscos maiores.
Segundo, é difícil definir o que é um valor alto ou baixo. Um P/E elevado pode indicar dificuldades de curto prazo, mas uma base sólida, ou pode refletir uma expectativa de crescimento futuro que o mercado já precificou, ou até ser uma bolha. Julgar apenas com base na experiência histórica pode levar a erros.
Terceiro, não serve para empresas que ainda não geram lucro. Startups, empresas de biotecnologia e outras que ainda não atingiram a lucratividade não podem ser avaliadas pelo P/E. Nesse caso, é necessário usar outros indicadores, como o P/B (preço sobre valor patrimonial) ou o P/S (preço sobre receita).
Os três principais indicadores de avaliação: P/E, P/B, P/S e seus cenários de aplicação
Cada tipo de empresa deve ser avaliado com o indicador mais adequado:
P/E (relação preço-lucro) é mais indicado para empresas maduras e com lucros estáveis. Calculado como preço da ação dividido pelo lucro por ação, quanto maior o P/E, mais cara é a ação. É especialmente útil para ações blue-chip e setores tradicionais.
P/B (relação preço-valor patrimonial) é adequado para setores cíclicos e empresas intensivas em ativos. Calculado como preço da ação dividido pelo valor patrimonial por ação. Quando o P/B é menor que 1, a ação pode estar subvalorizada; acima de 1, pode estar sobrevalorizada.
P/S (relação preço-receita) é útil para avaliar empresas em fase de crescimento que ainda não lucram. Calculado como preço da ação dividido pela receita por ação. Quanto maior o P/S, mais cara a ação, sendo uma métrica relevante para empresas de tecnologia emergente.
Recomendações de investimento: o P/E é apenas o começo
Dominar o cálculo e a aplicação do P/E é apenas o primeiro passo no investimento em ações. Um P/E alto não significa necessariamente que o preço vai cair, e um P/E baixo não garante que o preço vai subir — muitas ações de tecnologia, apesar de avaliações elevadas, continuam a subir devido às expectativas de crescimento do mercado.
A decisão de investimento deve considerar múltiplos fatores, incluindo a competitividade da empresa, perspectivas do setor, saúde financeira, ambiente macroeconômico, entre outros. O P/E é uma ferramenta que ajuda a formar uma compreensão inicial, mas não deve ser o único critério.
Usar o P/E de forma racional, atento às suas limitações, é a postura de um investidor maduro.
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A senha-chave para a avaliação de ações: interpretando o valor de investimento do índice P/E
Ao falar de investimento em ações, muitas pessoas já ouviram o termo “relação preço-lucro” (P/E), mas nem todos compreendem realmente como ela pode ajudar na tomada de decisões de investimento. A relação preço-lucro, também conhecida como índice P/E (Price-to-Earnings ratio), é um dos indicadores mais centrais para determinar se uma ação vale a pena ser comprada. Este artigo abordará os conceitos básicos para ajudá-lo a dominar essa ferramenta essencial de investimento.
O que exatamente representa a relação preço-lucro?
Simplificando, a relação preço-lucro reflete quantos anos levaria para recuperar o investimento através dos lucros da empresa, além de indicar de forma intuitiva o quão alto ou baixo está o preço atual da ação em relação à sua capacidade de gerar lucros.
Tomando a TSMC como exemplo, se seu índice P/E for 13 vezes, isso significa que, ao comprar a ação pelo preço atual, levará 13 anos para recuperar o capital investido através dos lucros anuais da empresa. Quanto menor esse múltiplo, geralmente, mais barata é a ação; quanto maior, indica que o mercado atribui uma expectativa de valorização maior, possivelmente devido ao potencial de crescimento ou perspectivas de desenvolvimento da empresa.
Na prática, os investidores podem usar a relação preço-lucro para avaliar rapidamente duas questões: o preço atual da ação é razoável? Como o índice se compara ao passado, qual é a sua posição relativa?
Três métodos de cálculo do índice P/E que você precisa dominar
Relação preço-lucro estática: baseada em dados passados
A fórmula de cálculo é simples: P/E = Preço da ação ÷ Lucro por ação (LPA)
O LPA anual geralmente é divulgado junto ao relatório anual da empresa. Usando a TSMC de 2022 como exemplo, somamos os lucros dos quatro trimestres: Q1 com 7,82元 + Q2 com 9,14元 + Q3 com 10,83元 + Q4 com 11,41元 = 39,2元. Se na época o preço da ação era 520元, então o índice P/E estático = 520 ÷ 39,2 ≈ 13,3 vezes.
A vantagem do índice P/E estático é que os dados são concretos e não mudam, mas sua desvantagem é a defasagem — ele reflete os lucros passados e não prevê tendências futuras.
Índice P/E móvel: refletindo os últimos 12 meses em tempo real
Esse tipo de índice também é conhecido como P/E TTM (Trailing Twelve Months), calculado com base nos dados mais recentes dos quatro trimestres.
Fórmula de cálculo: P/E(TTM) = Preço da ação ÷ Soma dos lucros dos últimos 4 trimestres
Suponha que a TSMC tenha divulgado um LPA de 5元 no Q1 de 2023, então a soma dos últimos 4 trimestres será: Q2 de 2022 com 9,14元 + Q3 de 2022 com 10,83元 + Q4 de 2022 com 11,41元 + Q1 de 2023 com 5元 = 36,38元. Assim, o P/E(TTM) = 520 ÷ 36,38 ≈ 14,3 vezes.
Em comparação com o índice P/E estático, o móvel reflete melhor a capacidade de lucro atual da empresa, mas ainda assim não consegue prever o futuro.
( Índice P/E dinâmico: precificando expectativas futuras
A fórmula de cálculo é: P/E = Preço da ação ÷ Lucro por ação estimado
O índice P/E estimado usa previsões de analistas ou instituições para o lucro futuro. Por exemplo, se a previsão de lucro por ação da TSMC para 2023 for 35元, então o P/E dinâmico será 520 ÷ 35 ≈ 14,9 vezes.
Esse indicador é útil porque reflete as expectativas do mercado sobre o futuro da empresa, mas, por envolver previsões, sua precisão costuma ser difícil de garantir. As diferenças entre as estimativas de diferentes instituições também podem ser grandes, o que pode gerar confusão na tomada de decisão.
Método de comparação setorial: encontrando um nível de avaliação razoável
Para determinar se o índice P/E de uma empresa é razoável, a abordagem mais direta é a comparação horizontal — comparando com empresas do mesmo setor ou de negócios similares.
De acordo com os dados de classificação setorial da Bolsa de Valores de Taiwan, os índices P/E médios variam bastante entre setores. Por exemplo, o setor automotivo pode ter um P/E de até 98 vezes, enquanto o setor de transporte marítimo pode ter apenas 1,8 vezes. Obviamente, não faz sentido comparar empresas desses setores diretamente.
Tomando a TSMC como exemplo, ela deve ser comparada com outras empresas de fabricação de chips, como UMC e Powerchip. Atualmente, o P/E da TSMC é aproximadamente 23,85 vezes, enquanto a UMC está em torno de 15 vezes. Em relação, a TSMC tem uma avaliação mais alta — mas isso pode refletir seu diferencial em tecnologia e posição de mercado, que justificam uma margem de valorização maior.
Gráfico de fluxo do P/E: visualizando facilmente os níveis de preço
Para investidores que desejam avaliar rapidamente se uma ação está sobrevalorizada ou subvalorizada, uma ferramenta prática é o gráfico de fluxo do P/E.
Esse gráfico, geralmente sobreposto ao gráfico de preço, apresenta de 5 a 6 linhas paralelas, cujo cálculo é: Preço da ação = Lucro por ação × Múltiplo do P/E. A linha superior representa o preço correspondente ao maior P/E histórico, enquanto a inferior mostra o preço para o menor P/E histórico.
Por exemplo, se a ação da TSMC estiver entre as linhas de P/E de 13 e 14,8, na parte inferior do gráfico de fluxo, isso indica que o preço está relativamente subvalorizado, podendo ser um bom momento de compra. Mas lembre-se, isso é apenas um sinal de avaliação — não garante que o preço subirá ou que haverá lucro, pois muitos fatores influenciam o mercado.
As três principais limitações do índice P/E
Embora seja uma das ferramentas de avaliação mais usadas, o índice P/E não é perfeito:
Primeiro, ignora o endividamento da empresa. O P/E considera apenas o lucro líquido, sem levar em conta as dívidas. Duas empresas com o mesmo P/E podem ter riscos e margens de segurança totalmente diferentes, dependendo do seu nível de endividamento. Em períodos de desaceleração econômica ou aumento das taxas de juros, empresas altamente endividadas enfrentam riscos maiores.
Segundo, é difícil definir o que é um valor alto ou baixo. Um P/E elevado pode indicar dificuldades de curto prazo, mas uma base sólida, ou pode refletir uma expectativa de crescimento futuro que o mercado já precificou, ou até ser uma bolha. Julgar apenas com base na experiência histórica pode levar a erros.
Terceiro, não serve para empresas que ainda não geram lucro. Startups, empresas de biotecnologia e outras que ainda não atingiram a lucratividade não podem ser avaliadas pelo P/E. Nesse caso, é necessário usar outros indicadores, como o P/B (preço sobre valor patrimonial) ou o P/S (preço sobre receita).
Os três principais indicadores de avaliação: P/E, P/B, P/S e seus cenários de aplicação
Cada tipo de empresa deve ser avaliado com o indicador mais adequado:
P/E (relação preço-lucro) é mais indicado para empresas maduras e com lucros estáveis. Calculado como preço da ação dividido pelo lucro por ação, quanto maior o P/E, mais cara é a ação. É especialmente útil para ações blue-chip e setores tradicionais.
P/B (relação preço-valor patrimonial) é adequado para setores cíclicos e empresas intensivas em ativos. Calculado como preço da ação dividido pelo valor patrimonial por ação. Quando o P/B é menor que 1, a ação pode estar subvalorizada; acima de 1, pode estar sobrevalorizada.
P/S (relação preço-receita) é útil para avaliar empresas em fase de crescimento que ainda não lucram. Calculado como preço da ação dividido pela receita por ação. Quanto maior o P/S, mais cara a ação, sendo uma métrica relevante para empresas de tecnologia emergente.
Recomendações de investimento: o P/E é apenas o começo
Dominar o cálculo e a aplicação do P/E é apenas o primeiro passo no investimento em ações. Um P/E alto não significa necessariamente que o preço vai cair, e um P/E baixo não garante que o preço vai subir — muitas ações de tecnologia, apesar de avaliações elevadas, continuam a subir devido às expectativas de crescimento do mercado.
A decisão de investimento deve considerar múltiplos fatores, incluindo a competitividade da empresa, perspectivas do setor, saúde financeira, ambiente macroeconômico, entre outros. O P/E é uma ferramenta que ajuda a formar uma compreensão inicial, mas não deve ser o único critério.
Usar o P/E de forma racional, atento às suas limitações, é a postura de um investidor maduro.