A ofensiva do dólar continua, os dados de emprego não agrícola desta semana podem marcar uma virada

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Na semana passada, o mercado cambial apresentou um padrão claramente dominado pelo dólar. O índice do dólar subiu 0,39%, pressionando as moedas não americanas — o euro caiu 0,44%, o dólar australiano caiu 0,38%, a libra esterlina caiu 0,28% e o iene teve uma queda relativamente menor de 0,18%. Qual é o motor por trás dessa força do dólar? Vamos analisar um por um.

Por que o dólar continua a se fortalecer?

O sinal de política do Federal Reserve é fundamental. A divulgação do registro da reunião de dezembro revelou que há divergências entre os membros quanto ao ritmo de redução de juros no futuro, e essa incerteza, na verdade, reforça o suporte ao dólar. Outro fator impulsionador é o aumento dos riscos geopolíticos, que eleva o sentimento de aversão ao risco e aumenta a demanda pelo dólar.

Com base nas expectativas do mercado, de acordo com os dados da ferramenta FedWatch do CME, as instituições ainda esperam que o Federal Reserve corte juros duas vezes até 2026, com uma probabilidade de 61,1% de corte em abril. No entanto, essas expectativas podem mudar a qualquer momento devido aos dados econômicos.

Euro/Dólar: o ponto-chave está nos dados de não agrícola

Euro/Dólar caiu 0,44% na semana passada, evidenciando a força do dólar. Do ponto de vista técnico, o euro já quebrou a média móvel de 21 dias e atualmente está próximo da média de 100 dias em 1,166. Se essa linha de defesa for perdida, abrirá espaço para uma queda maior, com suporte nas regiões de 1,160 e na mínima anterior de 1,149. Por outro lado, se o suporte de 100 dias for mantido, há potencial de recuperação até cerca de 1,180.

A próxima data-chave é 9 de janeiro — divulgação dos dados de emprego não agrícola de dezembro nos EUA. O mercado espera uma criação de aproximadamente 60 mil empregos, com a taxa de desemprego permanecendo em 4,6%. Se os dados superarem as expectativas, isso reforçará o argumento do Federal Reserve de manter juros altos, pressionando ainda mais o euro; caso contrário, será um fator positivo para a recuperação do euro. Além disso, o desenvolvimento da situação geopolítica em países como a Venezuela também merece atenção. Se o sentimento de aversão ao risco aumentar, o dólar continuará a se beneficiar.

A depreciação do iene acelera, e as expectativas de intervenção diminuem

Dollar/Yen subiu modestamente 0,18% na semana passada, mas o mais importante é que as expectativas do mercado quanto à intervenção do governo japonês na taxa de câmbio diminuíram significativamente. Satoru Sato, chefe de estratégia do Grupo Financeiro Fukuoka, afirmou que as autoridades japonesas podem esperar até que a taxa de câmbio ultrapasse 165 ienes por dólar antes de agir, deixando mais espaço para a depreciação do iene.

Há uma grande divergência entre as instituições sobre a trajetória do iene. O Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities acredita que, embora o Banco do Japão aumente as taxas, as políticas fiscais ativas do governo enfraquecerão o efeito do aumento de juros, prevendo que o dólar/iene suba para 160 até o final de 2026. A Nomura Securities, por outro lado, aposta na reversão dessa tendência, prevendo que, sob a liderança do novo presidente do Federal Reserve, haverá cortes de 25 pontos base em junho e setembro, o que levaria o dólar/iene para cerca de 140.

Do ponto de vista técnico, o dólar/iene está acima de várias médias móveis, com o momentum de alta ainda forte. A resistência está em torno de 158, enquanto o suporte fica próximo à média de 21 dias em 156.

O que devemos observar nesta semana?

Além dos dados de emprego não agrícola de 9 de janeiro, é importante acompanhar de perto os sinais das declarações de oficiais do governo japonês, bem como o progresso na nomeação do presidente do Federal Reserve feita pelo presidente dos EUA, Trump (reporta-se que a nomeação pode ocorrer já em janeiro). Todos esses fatores podem ser gatilhos para movimentos no mercado cambial.

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