A valorização do dólar não dá sinais de parar, os três principais motivos por trás da quebra da barreira de 158 do iene【Observação cambial desta semana】
Resumo da semana passada: Moedas não americanas em fraqueza coletiva
Na semana passada, o índice do dólar subiu 0,72%, enquanto as moedas não americanas enfrentaram pressão geral. O euro caiu 0,73%, o iene desvalorizou 0,65%, a libra esterlina caiu 0,41% e o dólar australiano teve uma queda moderada de apenas 0,06%. Essa queda foi impulsionada tanto pela resiliência da economia dos EUA quanto por riscos geopolíticos.
1. Economia dos EUA mais forte do que o esperado, expectativa de corte de juros do Federal Reserve adiada novamente
Dados de emprego não agrícola evidenciam resiliência do mercado de trabalho
Em dezembro, foram criados 50 mil empregos não agrícolas, um número abaixo do esperado, mas a taxa de desemprego caiu inesperadamente para 4,4%, indicando que o mercado de trabalho dos EUA ainda mantém sua força. Com isso, o mercado praticamente descartou uma redução de juros pelo Federal Reserve em janeiro, adiando a primeira expectativa de corte para junho.
O par EUR/USD caiu 0,73% em resposta, com o dólar permanecendo forte apoiado pelos dados de emprego.
Aumento da tensão geopolítica pressiona para baixo
A incerteza geopolítica aumentou, prejudicando as perspectivas do euro. Os EUA tomaram ações militares contra a Venezuela e detiveram seu líder, além de Trump estar considerando ações militares contra o Irã. Esses eventos elevaram os preços de energia, criando um impacto negativo claro para o euro.
Destaque da semana: divulgação do CPI de dezembro nos EUA
O CPI de dezembro, divulgado em 13 de janeiro, será um sinal decisivo. O mercado espera que a taxa de variação anual do CPI permaneça em 2,7%, enquanto o núcleo do CPI deve subir de 2,6% para 2,7%.
Se o CPI superar as expectativas, o dólar deve subir ainda mais, colocando o EUR/USD em risco de queda. Caso os dados fiquem abaixo do esperado, isso reforçará a aposta de cortes de juros pelo Federal Reserve, beneficiando uma recuperação do euro.
Perspectiva técnica
O EUR/USD já recuou e voltou a testar a média móvel de 100 dias. Se conseguir manter esse suporte, as próximas metas podem ser a média de 21 dias em 1,173 e a máxima anterior em 1,181. Caso perca novamente a média de 100 dias, o suporte abaixo será testado na mínima anterior de 1,149.
2. Iene desvaloriza até a marca de 158, com instabilidade política como variável-chave
Por que o USD/JPY rompeu a barreira de 158
Na semana passada, o USD/JPY subiu 0,65%, rompendo a barreira de 158. Os fatores incluem a força contínua do dólar e variáveis políticas no Japão.
Em 9 de janeiro, surgiram notícias de que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, planeja dissolver a Câmara dos Deputados em 23 de janeiro e realizar eleições em meados de fevereiro. Takaichi é conhecida por defender políticas fiscais expansionistas, e um pacote de estímulo fiscal de escala sem precedentes pode ser um fator negativo para o iene. Há preocupações de que isso possa atrasar o ciclo de aumento de juros do Banco do Japão.
Previsões de instituições: 158 é apenas o começo
O Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities prevê que o USD/JPY atingirá 160 até 2026. O Fukuoka Financial Group é mais agressivo, acreditando que, com a alta do dólar, o USD/JPY pode chegar a 165 em 2026.
Fatores de risco não podem ser ignorados
Apesar do cenário otimista, o risco de intervenção do governo japonês ainda existe. Além disso, Trump pode nomear o próximo presidente do Federal Reserve já em janeiro, e mudanças abruptas na política podem alterar o rumo do dólar. O risco de queda do USD/JPY também deve ser considerado.
Destaque da semana
Acompanhar de perto os movimentos políticos no Japão e os dados econômicos dos EUA. Se as expectativas de corte de juros do Federal Reserve aumentarem ou as expectativas de aumento de juros do Banco do Japão enfraquecerem, o USD/JPY poderá recuar. Caso contrário, a tendência de alta pode continuar.
Análise técnica
Após romper 158, o USD/JPY recuou um pouco. A questão é se conseguirá manter esse nível nesta semana, o que determinará o próximo movimento. Se conseguir sustentar os 158, o próximo alvo é 160. Se continuar pressionado abaixo de 158, o risco de queda aumenta, com suportes em 156,3 (média de 21 dias) e 154,3 (mínima anterior).
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A valorização do dólar não dá sinais de parar, os três principais motivos por trás da quebra da barreira de 158 do iene【Observação cambial desta semana】
Resumo da semana passada: Moedas não americanas em fraqueza coletiva
Na semana passada, o índice do dólar subiu 0,72%, enquanto as moedas não americanas enfrentaram pressão geral. O euro caiu 0,73%, o iene desvalorizou 0,65%, a libra esterlina caiu 0,41% e o dólar australiano teve uma queda moderada de apenas 0,06%. Essa queda foi impulsionada tanto pela resiliência da economia dos EUA quanto por riscos geopolíticos.
1. Economia dos EUA mais forte do que o esperado, expectativa de corte de juros do Federal Reserve adiada novamente
Dados de emprego não agrícola evidenciam resiliência do mercado de trabalho
Em dezembro, foram criados 50 mil empregos não agrícolas, um número abaixo do esperado, mas a taxa de desemprego caiu inesperadamente para 4,4%, indicando que o mercado de trabalho dos EUA ainda mantém sua força. Com isso, o mercado praticamente descartou uma redução de juros pelo Federal Reserve em janeiro, adiando a primeira expectativa de corte para junho.
O par EUR/USD caiu 0,73% em resposta, com o dólar permanecendo forte apoiado pelos dados de emprego.
Aumento da tensão geopolítica pressiona para baixo
A incerteza geopolítica aumentou, prejudicando as perspectivas do euro. Os EUA tomaram ações militares contra a Venezuela e detiveram seu líder, além de Trump estar considerando ações militares contra o Irã. Esses eventos elevaram os preços de energia, criando um impacto negativo claro para o euro.
Destaque da semana: divulgação do CPI de dezembro nos EUA
O CPI de dezembro, divulgado em 13 de janeiro, será um sinal decisivo. O mercado espera que a taxa de variação anual do CPI permaneça em 2,7%, enquanto o núcleo do CPI deve subir de 2,6% para 2,7%.
Se o CPI superar as expectativas, o dólar deve subir ainda mais, colocando o EUR/USD em risco de queda. Caso os dados fiquem abaixo do esperado, isso reforçará a aposta de cortes de juros pelo Federal Reserve, beneficiando uma recuperação do euro.
Perspectiva técnica
O EUR/USD já recuou e voltou a testar a média móvel de 100 dias. Se conseguir manter esse suporte, as próximas metas podem ser a média de 21 dias em 1,173 e a máxima anterior em 1,181. Caso perca novamente a média de 100 dias, o suporte abaixo será testado na mínima anterior de 1,149.
2. Iene desvaloriza até a marca de 158, com instabilidade política como variável-chave
Por que o USD/JPY rompeu a barreira de 158
Na semana passada, o USD/JPY subiu 0,65%, rompendo a barreira de 158. Os fatores incluem a força contínua do dólar e variáveis políticas no Japão.
Em 9 de janeiro, surgiram notícias de que a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, planeja dissolver a Câmara dos Deputados em 23 de janeiro e realizar eleições em meados de fevereiro. Takaichi é conhecida por defender políticas fiscais expansionistas, e um pacote de estímulo fiscal de escala sem precedentes pode ser um fator negativo para o iene. Há preocupações de que isso possa atrasar o ciclo de aumento de juros do Banco do Japão.
Previsões de instituições: 158 é apenas o começo
O Mitsubishi UFJ Morgan Stanley Securities prevê que o USD/JPY atingirá 160 até 2026. O Fukuoka Financial Group é mais agressivo, acreditando que, com a alta do dólar, o USD/JPY pode chegar a 165 em 2026.
Fatores de risco não podem ser ignorados
Apesar do cenário otimista, o risco de intervenção do governo japonês ainda existe. Além disso, Trump pode nomear o próximo presidente do Federal Reserve já em janeiro, e mudanças abruptas na política podem alterar o rumo do dólar. O risco de queda do USD/JPY também deve ser considerado.
Destaque da semana
Acompanhar de perto os movimentos políticos no Japão e os dados econômicos dos EUA. Se as expectativas de corte de juros do Federal Reserve aumentarem ou as expectativas de aumento de juros do Banco do Japão enfraquecerem, o USD/JPY poderá recuar. Caso contrário, a tendência de alta pode continuar.
Análise técnica
Após romper 158, o USD/JPY recuou um pouco. A questão é se conseguirá manter esse nível nesta semana, o que determinará o próximo movimento. Se conseguir sustentar os 158, o próximo alvo é 160. Se continuar pressionado abaixo de 158, o risco de queda aumenta, com suportes em 156,3 (média de 21 dias) e 154,3 (mínima anterior).