O foco do mercado volta-se para a reunião do FOMC, o dólar/iene enfrenta uma viragem crucial
O dólar/iene subiu 0,42% na terça-feira, aproximando-se de 147,00. Este movimento ascendente não é um fenómeno isolado, mas o resultado de três forças interligadas — expectativas de política do Federal Reserve, aumento das tensões comerciais entre os EUA e o Japão, e a postura contínua de afrouxamento do Banco do Japão.
A divulgação das atas do FOMC na quarta-feira torna-se na maior incerteza do mercado recente
As atas da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto de junho revelarão a verdadeira postura do Federal Reserve em relação à inflação e às futuras reduções de taxas. Segundo dados da ferramenta CME FedWatch, o mercado atualmente precifica uma probabilidade de 62,9% de uma redução de 25 pontos base em setembro. Se as atas alterarem essa expectativa, a reprecificação resultante impactará diretamente a trajetória do dólar/iene.
Em contraste, o Banco do Japão (BoJ) mantém a taxa de juros em 0,5% desde janeiro, enquanto a taxa de referência do Federal Reserve permanece entre 4,25% e 4,50%. Essa diferença de juros é o principal motor que impulsiona o fortalecimento do dólar em relação ao iene, pressionando a moeda japonesa.
A escalada da guerra comercial coloca a economia japonesa sob múltiplas pressões
A ameaça do governo Trump tornou-se realidade. Na segunda-feira, uma notificação oficial confirmou que, a partir de 1 de agosto, todos os produtos importados do Japão enfrentarão tarifas de 25%. Essa não é uma medida isolada — o Japão já enfrenta tarifas de 25% sobre automóveis exportados para os EUA, além de uma tarifa de 50% sobre importações de alumínio e aço.
As respostas do primeiro-ministro Shinzō Abe e do principal negociador comercial, Akira Amari, indicam sinais de preocupação. Amari destacou que “não faz sentido chegar a um acordo sem um acordo sobre tarifas de automóveis”, sugerindo que as negociações estão emperradas. Como uma economia orientada para exportações, a contração na demanda dos EUA representa uma ameaça significativa para o frágil cenário econômico do Japão, agravando ainda mais as perspectivas já delicadas.
Técnico: dólar/iene mira o nível de 148, RSI sugere espaço para alta
Do ponto de vista gráfico, o dólar/iene aproxima-se do nível de retração de 38,2% de Fibonacci da queda de janeiro a abril (147,14), que representa a primeira resistência atual. Uma vez superado esse nível, o par poderá testar novamente a máxima de junho de 148,03, e possivelmente desafiar a máxima de maio de 148,65.
O nível de Fibonacci de 50% está em 149,38; se o dólar/iene conseguir manter-se acima dessa zona, o nível psicológico de 150,00 entrará na mira dos investidores. O Índice de Força Relativa (RSI) está atualmente próximo de 61, refletindo um momentum de alta forte, sem que o par esteja em zona de sobrecompra técnica, indicando que ainda há espaço para subida.
Por outro lado, uma quebra abaixo de 146,00 reativará o risco de queda, com os vendedores testando gradualmente a média móvel simples de 50 dias (144,66) e o suporte em 142,00.
Conclusão
O desempenho futuro do dólar/iene depende de a ata do FOMC confirmar as expectativas do mercado de redução de taxas. Com o agravamento da crise comercial no Japão, o iene continuará sob pressão no curto prazo. Contudo, os traders devem estar atentos aos riscos de mudança de política e de reversões técnicas.
Ver original
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
A aproxima-se a data da reunião do FOMC, o dólar/iene ultrapassa a barreira de 147 e os três jogos por trás disso
O foco do mercado volta-se para a reunião do FOMC, o dólar/iene enfrenta uma viragem crucial
O dólar/iene subiu 0,42% na terça-feira, aproximando-se de 147,00. Este movimento ascendente não é um fenómeno isolado, mas o resultado de três forças interligadas — expectativas de política do Federal Reserve, aumento das tensões comerciais entre os EUA e o Japão, e a postura contínua de afrouxamento do Banco do Japão.
A divulgação das atas do FOMC na quarta-feira torna-se na maior incerteza do mercado recente
As atas da reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto de junho revelarão a verdadeira postura do Federal Reserve em relação à inflação e às futuras reduções de taxas. Segundo dados da ferramenta CME FedWatch, o mercado atualmente precifica uma probabilidade de 62,9% de uma redução de 25 pontos base em setembro. Se as atas alterarem essa expectativa, a reprecificação resultante impactará diretamente a trajetória do dólar/iene.
Em contraste, o Banco do Japão (BoJ) mantém a taxa de juros em 0,5% desde janeiro, enquanto a taxa de referência do Federal Reserve permanece entre 4,25% e 4,50%. Essa diferença de juros é o principal motor que impulsiona o fortalecimento do dólar em relação ao iene, pressionando a moeda japonesa.
A escalada da guerra comercial coloca a economia japonesa sob múltiplas pressões
A ameaça do governo Trump tornou-se realidade. Na segunda-feira, uma notificação oficial confirmou que, a partir de 1 de agosto, todos os produtos importados do Japão enfrentarão tarifas de 25%. Essa não é uma medida isolada — o Japão já enfrenta tarifas de 25% sobre automóveis exportados para os EUA, além de uma tarifa de 50% sobre importações de alumínio e aço.
As respostas do primeiro-ministro Shinzō Abe e do principal negociador comercial, Akira Amari, indicam sinais de preocupação. Amari destacou que “não faz sentido chegar a um acordo sem um acordo sobre tarifas de automóveis”, sugerindo que as negociações estão emperradas. Como uma economia orientada para exportações, a contração na demanda dos EUA representa uma ameaça significativa para o frágil cenário econômico do Japão, agravando ainda mais as perspectivas já delicadas.
Técnico: dólar/iene mira o nível de 148, RSI sugere espaço para alta
Do ponto de vista gráfico, o dólar/iene aproxima-se do nível de retração de 38,2% de Fibonacci da queda de janeiro a abril (147,14), que representa a primeira resistência atual. Uma vez superado esse nível, o par poderá testar novamente a máxima de junho de 148,03, e possivelmente desafiar a máxima de maio de 148,65.
O nível de Fibonacci de 50% está em 149,38; se o dólar/iene conseguir manter-se acima dessa zona, o nível psicológico de 150,00 entrará na mira dos investidores. O Índice de Força Relativa (RSI) está atualmente próximo de 61, refletindo um momentum de alta forte, sem que o par esteja em zona de sobrecompra técnica, indicando que ainda há espaço para subida.
Por outro lado, uma quebra abaixo de 146,00 reativará o risco de queda, com os vendedores testando gradualmente a média móvel simples de 50 dias (144,66) e o suporte em 142,00.
Conclusão
O desempenho futuro do dólar/iene depende de a ata do FOMC confirmar as expectativas do mercado de redução de taxas. Com o agravamento da crise comercial no Japão, o iene continuará sob pressão no curto prazo. Contudo, os traders devem estar atentos aos riscos de mudança de política e de reversões técnicas.