Bitcoin começou 2026 com força expressiva, ultrapassando sucessivamente os níveis psicológicos que marcaram as negociações finais do ano anterior. A principal criptomoeda do mundo atingiu US$ 96.91K conforme cotação do terminal Bitstamp, refletindo um movimento de recuperação em meio a fatores macroeconômicos complexos. Este avanço ocorre simultaneamente ao fortalecimento de outros ativos defensivos, com o ouro spot subindo 2,5% para US$ 4.455 por onça e índices como S&P 500 e Nasdaq apresentando ganhos próximos a 1%.
O cenário macroeconômico e o apetite por ativos escassos
A movimentação das criptomoedas está inserida em um contexto maior de demanda por proteção e escassez. Segundo análise da Kobeissi Letter, os detentores de ativos tangíveis estão sendo recompensados enquanto a volatilidade geopolítica permanece elevada. Nesse ambiente, bitcoin se posiciona como um ativo com oferta finita, atraindo investidores que buscam preservação de valor.
A rápida aprovação de posições compradores nos últimos pregões indica que o mercado começou a descontar fatores positivos para o período. Com as primeiras semanas de 2026 ainda em andamento, o sentimento ainda se mantém otimista entre analistas e operadores.
Rompimentos técnicos abrem caminho para nova etapa
Do ponto de vista técnico, bitcoin consolidou um padrão importante ao ultrapassar tanto a média móvel exponencial de 50 dias quanto o nível de abertura anual em torno de US$ 93.500. O trader Max Rager destaca que essa série de confirmações técnicas reforça a estrutura altista do gráfico de 12 horas.
Rager aponta que uma sustentação sólida acima dos US$ 94 mil poderia catalisar um movimento direcionado aos US$ 100 mil. Paralelamente, Michaël van de Poppe, fundador da MN Capital, classifica o patamar atual como o “obstáculo final” antes de uma possível ruptura em direção aos seis dígitos. Para Van de Poppe, embora não haja garantia de um avanço linear e imediato, a janela de oportunidade pode se abrir ao longo das próximas semanas conforme a dinâmica de volume evolua.
A incerteza das profundidades: mempool, liquidez e o alerta de Willy Woo
Apesar dos sinais técnicos positivos, analistas experientes como Willy Woo soam o alarme sobre questões fundamentais de liquidez. Woo observa que, embora o mempool (fila de transações pendentes) e as taxas de transação indiquem atividade na rede, os livros de ordens apresentam pouca profundidade quando comparados a períodos anteriores.
A Glassnode corrobora essa preocupação ao apontar que os volumes de negociação spot se encontram nos níveis mais baixos desde o final de 2023. Essa combinação sugere que o rali atual pode ser impulsionado mais por fatores sazonais e demanda institucional do que por um engajamento sólido da base de usuários da rede.
Woo alerta ainda que, sem um aumento significativo de transações on-chain, o movimento de preço corre o risco de se dissipar rapidamente caso cenários externos se estabilizem. A sustentabilidade do avanço dependerá, portanto, de uma transformação gradual dessa estrutura de mercado.
Strategy reafirma sua tese de acumulação agressiva
No front corporativo, a Strategy iniciou janeiro reforçando sua posição como maior detentora pública de bitcoin do planeta. A empresa adquiriu 1.283 unidades por aproximadamente US$ 116 milhões, elevando seu patrimônio em criptoativos para 673.783 bitcoins, avaliados em cerca de US$ 62,6 bilhões na cotação atual.
O custo médio de aquisição total da Strategy mantém-se em US$ 75.026 por bitcoin, demonstrando uma estratégia de compra que atravessa ciclos de mercado. Michael Saylor, fundador e presidente executivo, informou que a empresa também amplificou suas reservas de caixa em dólares para US$ 2,25 bilhões, utilizando recursos obtidos pela venda de ações no mercado de capitais norte-americano.
Esse reforço de liquidez foi estruturado strategicamente para garantir pagamento de dividendos, honra de juros de dívidas e capital de giro para futuras aquisições de bitcoin, independentemente das flutuações de curto prazo.
Concentração institucional como pilar do argumento de escassez
A postura de Strategy serviu como inspiração para outras corporações ao redor do globo. A Metaplanet, empresa japonesa listada em bolsa, já se consolidou como quarta maior detentora pública da moeda, com 35.102 bitcoins em seu balanço avaliados em aproximadamente US$ 3,25 bilhões.
Conforme dados agregados, empresas de capital aberto em todo o mundo acumulam cerca de 1,09 milhão de bitcoins, representando aproximadamente 5,21% da oferta total em circulação. Essa concentração institucional reforça a narrativa de escassez absoluta que sustenta as projeções de continuidade do rali entre analistas.
Riscos para manutenção da tendência de alta
Exitpump, comentarista de mercado, sinaliza que a sustentação definitiva deste movimento dependerá da entrada consistente de compradores reais no mercado à vista. Sem suporte de volume genuíno, bitcoin permanece vulnerável a armadilhas de touro que podem resultar em liquidações rápidas caso fatores externos se estabilizem.
A análise técnica sugere exaustão próxima caso o nível de US$ 94 mil não seja defendido por ordens de compra robustas nos pregões vindouros. Embora o início de 2026 apresente otimismo generalizado, a profundidade reduzida do mercado permanece como variável crítica capaz de reverter o cenário em curto prazo.
O consenso entre analistas aponta que janeiro oferece uma oportunidade promissora, mas a confirmação do avanço rumo aos US$ 100 mil ainda dependerá de como o mercado responde às pressões técnicas e de liquidez nos próximos dias.
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BTC ultrapassa US$ 96 mil no início de 2026: pressão geopolítica e sinais mistos de liquidez
Bitcoin começou 2026 com força expressiva, ultrapassando sucessivamente os níveis psicológicos que marcaram as negociações finais do ano anterior. A principal criptomoeda do mundo atingiu US$ 96.91K conforme cotação do terminal Bitstamp, refletindo um movimento de recuperação em meio a fatores macroeconômicos complexos. Este avanço ocorre simultaneamente ao fortalecimento de outros ativos defensivos, com o ouro spot subindo 2,5% para US$ 4.455 por onça e índices como S&P 500 e Nasdaq apresentando ganhos próximos a 1%.
O cenário macroeconômico e o apetite por ativos escassos
A movimentação das criptomoedas está inserida em um contexto maior de demanda por proteção e escassez. Segundo análise da Kobeissi Letter, os detentores de ativos tangíveis estão sendo recompensados enquanto a volatilidade geopolítica permanece elevada. Nesse ambiente, bitcoin se posiciona como um ativo com oferta finita, atraindo investidores que buscam preservação de valor.
A rápida aprovação de posições compradores nos últimos pregões indica que o mercado começou a descontar fatores positivos para o período. Com as primeiras semanas de 2026 ainda em andamento, o sentimento ainda se mantém otimista entre analistas e operadores.
Rompimentos técnicos abrem caminho para nova etapa
Do ponto de vista técnico, bitcoin consolidou um padrão importante ao ultrapassar tanto a média móvel exponencial de 50 dias quanto o nível de abertura anual em torno de US$ 93.500. O trader Max Rager destaca que essa série de confirmações técnicas reforça a estrutura altista do gráfico de 12 horas.
Rager aponta que uma sustentação sólida acima dos US$ 94 mil poderia catalisar um movimento direcionado aos US$ 100 mil. Paralelamente, Michaël van de Poppe, fundador da MN Capital, classifica o patamar atual como o “obstáculo final” antes de uma possível ruptura em direção aos seis dígitos. Para Van de Poppe, embora não haja garantia de um avanço linear e imediato, a janela de oportunidade pode se abrir ao longo das próximas semanas conforme a dinâmica de volume evolua.
A incerteza das profundidades: mempool, liquidez e o alerta de Willy Woo
Apesar dos sinais técnicos positivos, analistas experientes como Willy Woo soam o alarme sobre questões fundamentais de liquidez. Woo observa que, embora o mempool (fila de transações pendentes) e as taxas de transação indiquem atividade na rede, os livros de ordens apresentam pouca profundidade quando comparados a períodos anteriores.
A Glassnode corrobora essa preocupação ao apontar que os volumes de negociação spot se encontram nos níveis mais baixos desde o final de 2023. Essa combinação sugere que o rali atual pode ser impulsionado mais por fatores sazonais e demanda institucional do que por um engajamento sólido da base de usuários da rede.
Woo alerta ainda que, sem um aumento significativo de transações on-chain, o movimento de preço corre o risco de se dissipar rapidamente caso cenários externos se estabilizem. A sustentabilidade do avanço dependerá, portanto, de uma transformação gradual dessa estrutura de mercado.
Strategy reafirma sua tese de acumulação agressiva
No front corporativo, a Strategy iniciou janeiro reforçando sua posição como maior detentora pública de bitcoin do planeta. A empresa adquiriu 1.283 unidades por aproximadamente US$ 116 milhões, elevando seu patrimônio em criptoativos para 673.783 bitcoins, avaliados em cerca de US$ 62,6 bilhões na cotação atual.
O custo médio de aquisição total da Strategy mantém-se em US$ 75.026 por bitcoin, demonstrando uma estratégia de compra que atravessa ciclos de mercado. Michael Saylor, fundador e presidente executivo, informou que a empresa também amplificou suas reservas de caixa em dólares para US$ 2,25 bilhões, utilizando recursos obtidos pela venda de ações no mercado de capitais norte-americano.
Esse reforço de liquidez foi estruturado strategicamente para garantir pagamento de dividendos, honra de juros de dívidas e capital de giro para futuras aquisições de bitcoin, independentemente das flutuações de curto prazo.
Concentração institucional como pilar do argumento de escassez
A postura de Strategy serviu como inspiração para outras corporações ao redor do globo. A Metaplanet, empresa japonesa listada em bolsa, já se consolidou como quarta maior detentora pública da moeda, com 35.102 bitcoins em seu balanço avaliados em aproximadamente US$ 3,25 bilhões.
Conforme dados agregados, empresas de capital aberto em todo o mundo acumulam cerca de 1,09 milhão de bitcoins, representando aproximadamente 5,21% da oferta total em circulação. Essa concentração institucional reforça a narrativa de escassez absoluta que sustenta as projeções de continuidade do rali entre analistas.
Riscos para manutenção da tendência de alta
Exitpump, comentarista de mercado, sinaliza que a sustentação definitiva deste movimento dependerá da entrada consistente de compradores reais no mercado à vista. Sem suporte de volume genuíno, bitcoin permanece vulnerável a armadilhas de touro que podem resultar em liquidações rápidas caso fatores externos se estabilizem.
A análise técnica sugere exaustão próxima caso o nível de US$ 94 mil não seja defendido por ordens de compra robustas nos pregões vindouros. Embora o início de 2026 apresente otimismo generalizado, a profundidade reduzida do mercado permanece como variável crítica capaz de reverter o cenário em curto prazo.
O consenso entre analistas aponta que janeiro oferece uma oportunidade promissora, mas a confirmação do avanço rumo aos US$ 100 mil ainda dependerá de como o mercado responde às pressões técnicas e de liquidez nos próximos dias.