## Por que o custo da onça de prata atingiu recordes históricos em 2025?
A prata protagonizou um ano extraordinário, consolidando-se como um dos metais mais destacados do mercado. Em 9 de dezembro, o preço atingiu um marco histórico ao superar os **60 dólares por onça**, e dias depois atingiu máximos de **66,8 dólares**, quebrando barreiras que não eram vistas há décadas. Este desempenho não foi casual: partindo de bases moderadas em janeiro, o metal acumulou ganhos que até duplicaram o desempenho do ouro em mais de 60%, eclipsando a maioria dos índices bolsistas tradicionais.
## Os pilares por trás desta subida sem precedentes
A subida do custo da onça de prata apoiou-se numa confluência de fatores que os analistas reconhecem como fundamentais. Em primeiro lugar, o défice estrutural de oferta tem sido persistente: a mineração não conseguiu ajustar-se ao crescimento da procura, gerando uma lacuna que o mercado penalizou com aumentos consistentes.
A procura física também desempenhou um papel crucial. Setores como a energia solar, a eletrónica e as tecnologias limpas aumentaram significativamente o consumo de prata. Paralelamente, a expectativa de políticas monetárias mais suaves reduziu o custo de oportunidade de manter metais preciosos, atraindo tanto investidores institucionais como particulares. A isto soma-se a perceção de risco global: em contextos de incerteza económica, os ativos de cobertura como a prata fortalecem-se.
## As projeções das grandes instituições financeiras
As principais casas de investimento reajustaram em alta os seus cenários para o metal:
**HSBC** estima que o preço médio de 2025 superará as expectativas anteriores, e projeta níveis ainda mais elevados para 2026 à medida que a procura por ativos de refúgio se mantenha firme. **UBS** é igualmente otimista, sugerindo que a prata poderá consolidar-se em faixas sustentavelmente mais altas durante 2026, impulsionada por procura industrial contínua e fluxos para fundos cotados (ETF). **Scotiabank** mantém um tom positivo, mas mais moderado, refletindo uma recuperação industrial sustentada com entradas consistentes em produtos ligados ao metal. Por sua vez, **Citi Research** oferece objetivos elevados que assumem equilíbrio entre suporte técnico, procura física real e dinâmicas de inventários globais.
## O que esperar em 2026 de uma perspetiva técnica?
Analiticamente, o mercado apresenta uma estrutura de alta em prazos médios. Após atingir máximos históricos acima de 60 dólares e cotar entre 63 e 64 dólares recentemente, a prata mostrou-se forte, embora a proximidade de níveis psicológicos-chave sugira que poderá alternar entre consolidações e tentativas de ruptura em alta, em vez de movimentos explosivos contínuos.
De uma ótica fundamental, múltiplos elementos sustentam o metal: taxas de juro mais baixas reduzem o custo de oportunidade, a procura industrial em tecnologias emergentes mantém-se firme, e a incerteza económica continua a favorecer ativos defensivos. O período de final de ano tipicamente gera menor volume de negociação, o que pode resultar em oscilações técnicas dentro de faixas definidas, mais do que em movimentos direcionais amplos.
## Reflexão final
O facto de o preço da onça de prata ter duplicado em 2025 sugere que existe interesse estrutural genuíno por este ativo. Embora seja provável que o mercado experimente consolidações a curto prazo, os fundamentos subjacentes—déficit de oferta, procura tecnológica crescente e busca por cobertura—apontam para um panorama favorável para os próximos períodos. Os investidores atentos continuarão a monitorizar tanto os níveis técnicos-chave como os desenvolvimentos na procura industrial para calibrar as suas posições.
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## Por que o custo da onça de prata atingiu recordes históricos em 2025?
A prata protagonizou um ano extraordinário, consolidando-se como um dos metais mais destacados do mercado. Em 9 de dezembro, o preço atingiu um marco histórico ao superar os **60 dólares por onça**, e dias depois atingiu máximos de **66,8 dólares**, quebrando barreiras que não eram vistas há décadas. Este desempenho não foi casual: partindo de bases moderadas em janeiro, o metal acumulou ganhos que até duplicaram o desempenho do ouro em mais de 60%, eclipsando a maioria dos índices bolsistas tradicionais.
## Os pilares por trás desta subida sem precedentes
A subida do custo da onça de prata apoiou-se numa confluência de fatores que os analistas reconhecem como fundamentais. Em primeiro lugar, o défice estrutural de oferta tem sido persistente: a mineração não conseguiu ajustar-se ao crescimento da procura, gerando uma lacuna que o mercado penalizou com aumentos consistentes.
A procura física também desempenhou um papel crucial. Setores como a energia solar, a eletrónica e as tecnologias limpas aumentaram significativamente o consumo de prata. Paralelamente, a expectativa de políticas monetárias mais suaves reduziu o custo de oportunidade de manter metais preciosos, atraindo tanto investidores institucionais como particulares. A isto soma-se a perceção de risco global: em contextos de incerteza económica, os ativos de cobertura como a prata fortalecem-se.
## As projeções das grandes instituições financeiras
As principais casas de investimento reajustaram em alta os seus cenários para o metal:
**HSBC** estima que o preço médio de 2025 superará as expectativas anteriores, e projeta níveis ainda mais elevados para 2026 à medida que a procura por ativos de refúgio se mantenha firme. **UBS** é igualmente otimista, sugerindo que a prata poderá consolidar-se em faixas sustentavelmente mais altas durante 2026, impulsionada por procura industrial contínua e fluxos para fundos cotados (ETF). **Scotiabank** mantém um tom positivo, mas mais moderado, refletindo uma recuperação industrial sustentada com entradas consistentes em produtos ligados ao metal. Por sua vez, **Citi Research** oferece objetivos elevados que assumem equilíbrio entre suporte técnico, procura física real e dinâmicas de inventários globais.
## O que esperar em 2026 de uma perspetiva técnica?
Analiticamente, o mercado apresenta uma estrutura de alta em prazos médios. Após atingir máximos históricos acima de 60 dólares e cotar entre 63 e 64 dólares recentemente, a prata mostrou-se forte, embora a proximidade de níveis psicológicos-chave sugira que poderá alternar entre consolidações e tentativas de ruptura em alta, em vez de movimentos explosivos contínuos.
De uma ótica fundamental, múltiplos elementos sustentam o metal: taxas de juro mais baixas reduzem o custo de oportunidade, a procura industrial em tecnologias emergentes mantém-se firme, e a incerteza económica continua a favorecer ativos defensivos. O período de final de ano tipicamente gera menor volume de negociação, o que pode resultar em oscilações técnicas dentro de faixas definidas, mais do que em movimentos direcionais amplos.
## Reflexão final
O facto de o preço da onça de prata ter duplicado em 2025 sugere que existe interesse estrutural genuíno por este ativo. Embora seja provável que o mercado experimente consolidações a curto prazo, os fundamentos subjacentes—déficit de oferta, procura tecnológica crescente e busca por cobertura—apontam para um panorama favorável para os próximos períodos. Os investidores atentos continuarão a monitorizar tanto os níveis técnicos-chave como os desenvolvimentos na procura industrial para calibrar as suas posições.