O mercado de IA se intensifica: Nvidia reage aos avanços da inteligência artificial chinesa com novos modelos econômicos

A concorrência no setor de inteligência artificial está aquecida. Empresas de tecnologia chinesas como DeepSeek, Moonshot AI e Alibaba Group Holdings conquistaram espaço significativo no mercado com os seus modelos de código aberto, agora adotados inclusive por grandes corporações americanas. Diante deste cenário competitivo, a Nvidia apresentou na segunda-feira uma estratégia renovada, lançando uma nova geração de ferramentas de IA que promete reduzir custos operacionais enquanto mantém desempenho elevado.

Avanço chinês força inovação no setor

A penetração da inteligência artificial chinesa no mercado global acelerou-se nos últimos meses. A Airbnb divulgou recentemente estar implementando o modelo Qwen, desenvolvido pela Alibaba, demonstrando que as soluções asiáticas conquistam confiança mesmo entre as principais empresas ocidentais. Este movimento reflete uma mudança importante nas preferências do setor.

Alguns gigantes americanos, como a Meta Platforms, parecem reorientar os seus investimentos. Depois de Mark Zuckerberg ter dedicado extensa atenção aos modelos Llama durante as conferências de resultados do ano passado, o executivo praticamente deixou de mencionar a marca em anúncios recentes. De acordo com a CNBC, a empresa está desenvolvendo em sigilo um novo sistema de IA denominado Avocado, cujo lançamento estava inicialmente previsto para o final deste ano, mas foi reprogramado para o primeiro trimestre de 2026.

Nvidia lança Nemotron 3 como resposta ao cenário competitivo

Neste contexto de intensificação da concorrência pela inteligência artificial, a gigante californiana apresentou a terceira versão dos seus modelos proprietários, o Nemotron. A solução é concebida para executar tarefas de redação, programação e múltiplas funções complexas com maior eficiência.

A versão Nemotron 3 Nano foi disponibilizada na segunda-feira. Duas versões ampliadas serão lançadas durante o primeiro semestre de 2026. O diferencial deste novo modelo reside numa operação mais eficiente comparativamente às gerações anteriores, resultando em custos operacionais significativamente reduzidos para os utilizadores. Além disso, demonstra desempenho superior em projectos multifacetados e de grande complexidade.

Estratégia de código aberto como diferencial

A Nvidia consolidou a sua posição no mercado vendendo processadores para empresas como a OpenAI. Porém, a empresa também desenvolve suas próprias ferramentas de IA disponibilizadas sob licenças de código aberto, permitindo que qualquer pessoa as utilize gratuitamente. Grupos de investigação e empresas diversas aproveitam estas ofertas públicas, integrando-as nos seus produtos. A Palantir Technologies é um exemplo de organização que incorpora activamente a tecnologia Nvidia nos seus sistemas.

Num momento em que algumas empresas americanas consideram migrar para sistemas proprietários fechados, a Nvidia permanece como uma das poucas grandes fornecedoras de origem ocidental que mantém opções de código aberto acessíveis. Kari Briski, responsável pelo desenvolvimento de software de IA generativa para clientes corporativos, explicou que a empresa concebe a sua plataforma como “uma biblioteca”. A companhia disponibiliza publicamente informações de treino e ferramentas complementares para que agências governamentais e empresas verifiquem a segurança e adaptem as soluções conforme as suas necessidades específicas.

Tensões regulatórias e preocupações de segurança

O crescimento da adoção de modelos de inteligência artificial chinesa gerou alertas junto das autoridades americanas. Múltiplas agências federais e governos estaduais estabeleceram restrições ao uso de soluções chinesas, citando questões de segurança.

Em resposta, as autoridades regulatórias chinesas anunciaram que uma investigação inicial indicou violação das leis antitruste da China pela Nvidia. Pequim mantém o processo em investigação contínua. O caso centra-se na aquisição da Mellanox, empresa israelense produtora de equipamentos de conectividade para centros de dados, que a Nvidia adquiriu em 2020. A China havia aprovado a transacção à época, sujeita ao cumprimento de requisitos específicos.

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