## O Grande Mito das Demissões por IA: O Que as Empresas Realmente Não Querem Que Você Saiba
**Não acredite no hype.** Sempre que uma grande corporação anuncia demissões em massa, a IA torna-se repentinamente o bode expiatório conveniente. Mas a Oxford Economics acabou de lançar uma análise que revela a verdadeira história: as empresas não estão despedindo funcionários por causa da IA. Elas estão despedindo funcionários e *culpando* a IA para parecer bem aos investidores.
## A Narrativa Que Não Faz Sentido
Aqui é onde as coisas ficam interessantes. Se a IA estivesse realmente substituindo trabalhadores em larga escala, esperaríamos ver números de produtividade disparando—empregos desaparecendo, produção permanecendo igual ou crescendo. Mas isso não é o que os dados mostram. O crescimento da produtividade na verdade * desacelerou*. Segundo o relatório da Oxford Economics, isso nos diz tudo que precisamos saber: a IA ainda não foi amplamente implementada como substituição da força de trabalho. Ela ainda está em fases de testes.
A diferença entre o que as empresas *dizem* e o que *fazem* é enorme. O professor Peter Cappelli, de Wharton, acertou em cheio numa entrevista recente: as empresas frequentemente anunciam demissões em torno da adoção de IA, mas ao ler as entrelinhas de suas declarações reais, elas estão apenas expressando *esperança* de que a IA eventualmente assumirá certas tarefas. Não confirmando que isso já está acontecendo. É um jogo de gerenciar percepção, não de descrever a realidade.
## Siga os Números
Vamos analisar os dados reais de emprego. Nos primeiros onze meses de 2025, as demissões relacionadas à IA representaram quase 55.000 empregos cortados nos Estados Unidos. Parece enorme? Aqui está o contexto: isso corresponde a mais de 75% de todas as perdas de empregos relacionadas à IA reportadas desde 2023, mas representa apenas **4,5% do total de perdas de empregos** nesse mesmo período.
Compare isso com as demissões atribuídas às "condições de mercado e econômicas"—245.000 empregos. Quatro vezes mais. Enquanto isso, a rotatividade mensal de empregos nos EUA varia entre 1,5 e 1,8 milhões de trabalhadores. O fator IA? Praticamente um erro de arredondamento.
## E Quanto aos Empregos de Entrada?
Tem havido ansiedade sobre a eliminação de posições de nível inicial na área branca. O desemprego entre recém-formados universitários atingiu 5,5% em março de 2025. Mas aqui está o truque: a Oxford Economics atribui isso mais ao excesso de oferta no mercado de trabalho do que à automação. Em 2019, 35% dos americanos entre 22 e 27 anos tinham diploma universitário. O problema não são as máquinas tomando empregos. São muitos graduados buscando poucas vagas.
## A Verdadeira História
As empresas estão reformulando a forma como falam sobre demissões para agradar os acionistas. Dizer "estamos adotando IA" soa como uma postura inovadora e visionária. Admitir "contratamos demais" ou "a demanda caiu" soa como fracasso. Os investidores preferem a primeira narrativa. Savita Subramanian, do Bank of America, observou que as empresas na verdade têm se concentrado em *melhorar processos* ao invés de cortar pessoal de forma agressiva—uma abordagem mais lenta e menos dramática do que os títulos sugerem.
A conclusão da Oxford Economics: espere mudanças graduais e incrementais no mercado de trabalho, não o apocalipse impulsionado por IA que as manchetes continuam a promover. As demissões são reais, mas a razão por trás delas? Essa é a ficção.
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## O Grande Mito das Demissões por IA: O Que as Empresas Realmente Não Querem Que Você Saiba
**Não acredite no hype.** Sempre que uma grande corporação anuncia demissões em massa, a IA torna-se repentinamente o bode expiatório conveniente. Mas a Oxford Economics acabou de lançar uma análise que revela a verdadeira história: as empresas não estão despedindo funcionários por causa da IA. Elas estão despedindo funcionários e *culpando* a IA para parecer bem aos investidores.
## A Narrativa Que Não Faz Sentido
Aqui é onde as coisas ficam interessantes. Se a IA estivesse realmente substituindo trabalhadores em larga escala, esperaríamos ver números de produtividade disparando—empregos desaparecendo, produção permanecendo igual ou crescendo. Mas isso não é o que os dados mostram. O crescimento da produtividade na verdade * desacelerou*. Segundo o relatório da Oxford Economics, isso nos diz tudo que precisamos saber: a IA ainda não foi amplamente implementada como substituição da força de trabalho. Ela ainda está em fases de testes.
A diferença entre o que as empresas *dizem* e o que *fazem* é enorme. O professor Peter Cappelli, de Wharton, acertou em cheio numa entrevista recente: as empresas frequentemente anunciam demissões em torno da adoção de IA, mas ao ler as entrelinhas de suas declarações reais, elas estão apenas expressando *esperança* de que a IA eventualmente assumirá certas tarefas. Não confirmando que isso já está acontecendo. É um jogo de gerenciar percepção, não de descrever a realidade.
## Siga os Números
Vamos analisar os dados reais de emprego. Nos primeiros onze meses de 2025, as demissões relacionadas à IA representaram quase 55.000 empregos cortados nos Estados Unidos. Parece enorme? Aqui está o contexto: isso corresponde a mais de 75% de todas as perdas de empregos relacionadas à IA reportadas desde 2023, mas representa apenas **4,5% do total de perdas de empregos** nesse mesmo período.
Compare isso com as demissões atribuídas às "condições de mercado e econômicas"—245.000 empregos. Quatro vezes mais. Enquanto isso, a rotatividade mensal de empregos nos EUA varia entre 1,5 e 1,8 milhões de trabalhadores. O fator IA? Praticamente um erro de arredondamento.
## E Quanto aos Empregos de Entrada?
Tem havido ansiedade sobre a eliminação de posições de nível inicial na área branca. O desemprego entre recém-formados universitários atingiu 5,5% em março de 2025. Mas aqui está o truque: a Oxford Economics atribui isso mais ao excesso de oferta no mercado de trabalho do que à automação. Em 2019, 35% dos americanos entre 22 e 27 anos tinham diploma universitário. O problema não são as máquinas tomando empregos. São muitos graduados buscando poucas vagas.
## A Verdadeira História
As empresas estão reformulando a forma como falam sobre demissões para agradar os acionistas. Dizer "estamos adotando IA" soa como uma postura inovadora e visionária. Admitir "contratamos demais" ou "a demanda caiu" soa como fracasso. Os investidores preferem a primeira narrativa. Savita Subramanian, do Bank of America, observou que as empresas na verdade têm se concentrado em *melhorar processos* ao invés de cortar pessoal de forma agressiva—uma abordagem mais lenta e menos dramática do que os títulos sugerem.
A conclusão da Oxford Economics: espere mudanças graduais e incrementais no mercado de trabalho, não o apocalipse impulsionado por IA que as manchetes continuam a promover. As demissões são reais, mas a razão por trás delas? Essa é a ficção.