Quando o Bitcoin surgiu em 2009, enfrentou um ceticismo generalizado. O ex-parceiro de Warren Buffett, Charlie Munger, chegou a descrever o Bitcoin como “estúpido e mau”. No entanto, a narrativa mudou drasticamente—especialmente após o Presidente dos EUA, Donald Trump, assinar uma ordem executiva em janeiro, estabelecendo uma reserva estratégica de Bitcoin e rotulando o Bitcoin como “ouro digital”. Agora, uma alegação controversa circula sobre a Venezuela potencialmente possuir uma enorme reserva escondida de Bitcoin avaliada em $60 bilhões.
A Alegação de $60 Bilhões: O que o Project Brazen Reportou
De acordo com um documento de pesquisa publicado pelo portal digital Project Brazen, o líder venezuelano Nicolás Maduro e seus associados podem ter acumulado secretamente aproximadamente $60 bilhões em Bitcoin através de três canais alegados:
Trocas de ouro: Transações supostamente orquestradas pelo Ministro do Interior, Alex Saab, em 2018
Conversão de receitas de petróleo: Precificação de receitas petrolíferas diretamente em Bitcoin
Confisco de equipamentos de mineração: Confiscação de equipamentos de mineração de criptomoedas de mineradores domésticos
A pesquisa sugere que anos de sanções internacionais—que restringiram severamente o acesso da Venezuela aos mercados financeiros globais—podem ter incentivado os funcionários do governo a se voltarem para alternativas em criptomoedas.
A Verificação da Realidade: Registros Oficiais Contam uma História Diferente
No entanto, dados convencionais apresentam uma imagem completamente diferente. Segundo o Bitcointreasuries, a Venezuela possui oficialmente apenas 240 BTC, avaliados em aproximadamente $22 milhões. Este número baseia-se principalmente em um relatório de 2022 da Forbes e em pesquisas de análise de blockchain. Para comparação, o governo dos EUA mantém um portfólio de 328.372 BTC, avaliado em cerca de $30 bilhões—mais de 1.000 vezes maior do que as holdings oficiais da Venezuela.
A alegação de $60 bilhões parece estar drasticamente desconectada de quaisquer registros públicos verificáveis.
Especialistas do Setor Opinam: A Perspectiva Interna
Mauricio di Bartolomeo, cofundador da plataforma de empréstimos Ledn e nativo da Venezuela com fortes laços com o setor de mineração do país desde 2014, oferece uma contra-argumentação credível. Sua família tem experiência direta com confisco governamental: seus equipamentos de mineração foram confiscados em 2018 e devolvidos cinco anos depois, em condições severamente degradadas—uma evidência de que os equipamentos foram utilizados intensamente, e não armazenados cuidadosamente.
“Isso não condiz com nada nos registros públicos”, afirmou Di Bartolomeo de forma direta. “Dado o nível de corrupção, desvio de fundos e perdas financeiras não contabilizadas em instituições venezuelanas, simplesmente não acredito que uma acumulação tão grande de Bitcoin possa ter ocorrido sem vir à tona.”
O Que Está Acontecendo de Verdade: Stablecoins Preenchem a Lacuna Real
Curiosamente, a verdadeira história das criptomoedas na Venezuela envolve stablecoins, e não Bitcoin. Devido à hiperinflação que destrói a moeda local, os venezuelanos dependem cada vez mais de stablecoins para remessas, muitas vezes obtendo taxas de câmbio melhores do que as transferências tradicionais em dinheiro. Isso reflete uma adoção genuína—não uma acumulação especulativa.
A Conclusão: O Mistério Permanece Sem Solução
Determinar as verdadeiras holdings de criptomoedas da Venezuela é praticamente impossível, dado que as características de descentralização e privacidade do blockchain dificultam a verificação. Se a narrativa de $60 bilhões fosse validada, ela mudaria fundamentalmente a dinâmica do mercado global de Bitcoin. Por ora, no entanto, a maioria dos analistas convencionais e insiders do setor mantém um ceticismo saudável em relação a essa narrativa de “reserva sombra”, aguardando evidências credíveis.
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Suposto $60B Bitcoin de Venezuela: Separar Facto de Ficção no Debate sobre Criptomoedas
Quando o Bitcoin surgiu em 2009, enfrentou um ceticismo generalizado. O ex-parceiro de Warren Buffett, Charlie Munger, chegou a descrever o Bitcoin como “estúpido e mau”. No entanto, a narrativa mudou drasticamente—especialmente após o Presidente dos EUA, Donald Trump, assinar uma ordem executiva em janeiro, estabelecendo uma reserva estratégica de Bitcoin e rotulando o Bitcoin como “ouro digital”. Agora, uma alegação controversa circula sobre a Venezuela potencialmente possuir uma enorme reserva escondida de Bitcoin avaliada em $60 bilhões.
A Alegação de $60 Bilhões: O que o Project Brazen Reportou
De acordo com um documento de pesquisa publicado pelo portal digital Project Brazen, o líder venezuelano Nicolás Maduro e seus associados podem ter acumulado secretamente aproximadamente $60 bilhões em Bitcoin através de três canais alegados:
A pesquisa sugere que anos de sanções internacionais—que restringiram severamente o acesso da Venezuela aos mercados financeiros globais—podem ter incentivado os funcionários do governo a se voltarem para alternativas em criptomoedas.
A Verificação da Realidade: Registros Oficiais Contam uma História Diferente
No entanto, dados convencionais apresentam uma imagem completamente diferente. Segundo o Bitcointreasuries, a Venezuela possui oficialmente apenas 240 BTC, avaliados em aproximadamente $22 milhões. Este número baseia-se principalmente em um relatório de 2022 da Forbes e em pesquisas de análise de blockchain. Para comparação, o governo dos EUA mantém um portfólio de 328.372 BTC, avaliado em cerca de $30 bilhões—mais de 1.000 vezes maior do que as holdings oficiais da Venezuela.
A alegação de $60 bilhões parece estar drasticamente desconectada de quaisquer registros públicos verificáveis.
Especialistas do Setor Opinam: A Perspectiva Interna
Mauricio di Bartolomeo, cofundador da plataforma de empréstimos Ledn e nativo da Venezuela com fortes laços com o setor de mineração do país desde 2014, oferece uma contra-argumentação credível. Sua família tem experiência direta com confisco governamental: seus equipamentos de mineração foram confiscados em 2018 e devolvidos cinco anos depois, em condições severamente degradadas—uma evidência de que os equipamentos foram utilizados intensamente, e não armazenados cuidadosamente.
“Isso não condiz com nada nos registros públicos”, afirmou Di Bartolomeo de forma direta. “Dado o nível de corrupção, desvio de fundos e perdas financeiras não contabilizadas em instituições venezuelanas, simplesmente não acredito que uma acumulação tão grande de Bitcoin possa ter ocorrido sem vir à tona.”
O Que Está Acontecendo de Verdade: Stablecoins Preenchem a Lacuna Real
Curiosamente, a verdadeira história das criptomoedas na Venezuela envolve stablecoins, e não Bitcoin. Devido à hiperinflação que destrói a moeda local, os venezuelanos dependem cada vez mais de stablecoins para remessas, muitas vezes obtendo taxas de câmbio melhores do que as transferências tradicionais em dinheiro. Isso reflete uma adoção genuína—não uma acumulação especulativa.
A Conclusão: O Mistério Permanece Sem Solução
Determinar as verdadeiras holdings de criptomoedas da Venezuela é praticamente impossível, dado que as características de descentralização e privacidade do blockchain dificultam a verificação. Se a narrativa de $60 bilhões fosse validada, ela mudaria fundamentalmente a dinâmica do mercado global de Bitcoin. Por ora, no entanto, a maioria dos analistas convencionais e insiders do setor mantém um ceticismo saudável em relação a essa narrativa de “reserva sombra”, aguardando evidências credíveis.