Ação de Preço Reflete Rigor na Oferta e Pressões Cambiais
Os mercados de futuros de café estão a mostrar um momento distinto entre as variedades. Os contratos de arabica de março (KCH26) aumentaram 13,30 pontos—um avanço de 3,7%—enquanto os futuros de robusta (RMH26) acrescentaram 63 pontos, representando um aumento de 1,61%. A arabica atingiu o seu nível mais alto em quatro semanas, sinalizando interesse persistente de compra apesar das condições adversas mais amplas das commodities.
A recuperação de preço resulta de múltiplos fatores convergentes. A região de Minas Gerais, no Brasil, que responde pela maior parte da produção global de arabica, registou apenas 47,9 mm de chuva na semana que terminou a 2 de janeiro—apenas 67% da média histórica, de acordo com a Somar Meteorologia. Simultaneamente, o real brasileiro mais forte atingiu máximos de um mês contra o dólar americano, criando desincentivos para os produtores locais exportarem, o que estreita o fornecimento em momentos críticos.
Surto de Exportação do Vietname Cria Divergência Entre Robusta e Arabica
Enquanto a arabica recebe suporte de problemas climáticos e dinâmicas cambiais, o robusta enfrenta obstáculos devido à forte concorrência de fornecimentos. O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietname reportou que as exportações de café de 2025 aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas, reforçando a sua posição como maior fornecedor mundial de robusta. Este aumento de volume moderou os ganhos no segmento de robusta, mesmo com a procura global a permanecer resiliente.
A trajetória de produção do Vietname complica a situação do fornecimento de robusta. A produção para a temporada de 2025/26 está projetada para subir 6%, atingindo 1,76 milhões de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos), marcando um máximo de quatro anos. A Associação de Café e Cacau do Vietname indicou, em outubro, que condições climáticas favoráveis poderiam impulsionar a próxima colheita 10% acima da temporada anterior.
Métricas de Inventário do ICE Sugerem Rigor Estrutural
Os níveis de armazenamento nas bolsas do ICE variaram significativamente, revelando preocupações subjacentes de oferta. Os estoques de arabica caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos, em 20 de novembro, embora tenham recuperado para 456.477 sacos até 24 de dezembro. De forma semelhante, os estoques de robusta atingiram um mínimo de um ano, de 4.012 lotes, em 10 de dezembro, antes de se recuperarem para 4.278 lotes no final de dezembro. Estas dinâmicas indicam que, apesar da reconstrução sazonal, as reservas de inventário permanecem limitadas em relação às normas históricas.
Perspectiva de Produção do Brasil Modera Apoio de Preços a Longo Prazo
A agência de previsão de safra do Brasil, a Conab, revisou sua estimativa de colheita de 2025 para cima em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos, no início de dezembro, acima da projeção de setembro de 55,20 milhões de sacos. No entanto, o Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA projetou uma queda de 3,1% na produção do Brasil, para 63 milhões de sacos, para 2025/26, introduzindo orientações conflitantes sobre a capacidade de oferta da região. No geral, a produção global de arabica deve contrair 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a produção de robusta deve expandir 10,9%, para 83,333 milhões de sacos.
Disrupções Comerciais e Pressões sobre Estoques Finais
Os padrões de importação dos EUA revelam impactos duradouros dos ciclos tarifários. Entre agosto e outubro de 2024, quando as tarifas sobre o café brasileiro estavam em vigor, as compras americanas caíram 52% em relação ao ano anterior, para 983.970 sacos. Embora as tarifas tenham sido posteriormente reduzidas, os estoques de café nos EUA permanecem apertados, sustentando os níveis de preço.
Em nível macro, as exportações globais de café para o ano de comercialização atual (De outubro a setembro) diminuíram 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, de acordo com a Organização Internacional do Café. O USDA prevê que os estoques finais globais de 2025/26 cairão 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos no ano anterior—uma contração significativa que pode sustentar os preços se ocorrerem interrupções na produção.
Implicações de Mercado
O complexo do café reflete narrativas concorrentes: rigidez de curto prazo impulsionada pelo clima na arabica versus abundância estrutural nas cadeias de fornecimento de robusta. Reduções de inventário e diminuições modestas nas exportações sugerem uma escassez global limitada, enquanto as previsões de produção indicam fornecimentos abundantes no futuro. Os traders devem monitorar os padrões de chuva no Brasil, as colheitas no Vietname e os movimentos cambiais como principais fatores de orientação na direção dos preços nos próximos meses.
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O café Robusta recupera enquanto a força do Arábica indica mudanças na dinâmica do mercado
Ação de Preço Reflete Rigor na Oferta e Pressões Cambiais
Os mercados de futuros de café estão a mostrar um momento distinto entre as variedades. Os contratos de arabica de março (KCH26) aumentaram 13,30 pontos—um avanço de 3,7%—enquanto os futuros de robusta (RMH26) acrescentaram 63 pontos, representando um aumento de 1,61%. A arabica atingiu o seu nível mais alto em quatro semanas, sinalizando interesse persistente de compra apesar das condições adversas mais amplas das commodities.
A recuperação de preço resulta de múltiplos fatores convergentes. A região de Minas Gerais, no Brasil, que responde pela maior parte da produção global de arabica, registou apenas 47,9 mm de chuva na semana que terminou a 2 de janeiro—apenas 67% da média histórica, de acordo com a Somar Meteorologia. Simultaneamente, o real brasileiro mais forte atingiu máximos de um mês contra o dólar americano, criando desincentivos para os produtores locais exportarem, o que estreita o fornecimento em momentos críticos.
Surto de Exportação do Vietname Cria Divergência Entre Robusta e Arabica
Enquanto a arabica recebe suporte de problemas climáticos e dinâmicas cambiais, o robusta enfrenta obstáculos devido à forte concorrência de fornecimentos. O Escritório Nacional de Estatísticas do Vietname reportou que as exportações de café de 2025 aumentaram 17,5% em relação ao ano anterior, atingindo 1,58 milhões de toneladas métricas, reforçando a sua posição como maior fornecedor mundial de robusta. Este aumento de volume moderou os ganhos no segmento de robusta, mesmo com a procura global a permanecer resiliente.
A trajetória de produção do Vietname complica a situação do fornecimento de robusta. A produção para a temporada de 2025/26 está projetada para subir 6%, atingindo 1,76 milhões de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos), marcando um máximo de quatro anos. A Associação de Café e Cacau do Vietname indicou, em outubro, que condições climáticas favoráveis poderiam impulsionar a próxima colheita 10% acima da temporada anterior.
Métricas de Inventário do ICE Sugerem Rigor Estrutural
Os níveis de armazenamento nas bolsas do ICE variaram significativamente, revelando preocupações subjacentes de oferta. Os estoques de arabica caíram para um mínimo de 1,75 anos, de 398.645 sacos, em 20 de novembro, embora tenham recuperado para 456.477 sacos até 24 de dezembro. De forma semelhante, os estoques de robusta atingiram um mínimo de um ano, de 4.012 lotes, em 10 de dezembro, antes de se recuperarem para 4.278 lotes no final de dezembro. Estas dinâmicas indicam que, apesar da reconstrução sazonal, as reservas de inventário permanecem limitadas em relação às normas históricas.
Perspectiva de Produção do Brasil Modera Apoio de Preços a Longo Prazo
A agência de previsão de safra do Brasil, a Conab, revisou sua estimativa de colheita de 2025 para cima em 2,4%, para 56,54 milhões de sacos, no início de dezembro, acima da projeção de setembro de 55,20 milhões de sacos. No entanto, o Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA projetou uma queda de 3,1% na produção do Brasil, para 63 milhões de sacos, para 2025/26, introduzindo orientações conflitantes sobre a capacidade de oferta da região. No geral, a produção global de arabica deve contrair 4,7%, para 95,515 milhões de sacos, enquanto a produção de robusta deve expandir 10,9%, para 83,333 milhões de sacos.
Disrupções Comerciais e Pressões sobre Estoques Finais
Os padrões de importação dos EUA revelam impactos duradouros dos ciclos tarifários. Entre agosto e outubro de 2024, quando as tarifas sobre o café brasileiro estavam em vigor, as compras americanas caíram 52% em relação ao ano anterior, para 983.970 sacos. Embora as tarifas tenham sido posteriormente reduzidas, os estoques de café nos EUA permanecem apertados, sustentando os níveis de preço.
Em nível macro, as exportações globais de café para o ano de comercialização atual (De outubro a setembro) diminuíram 0,3% em relação ao ano anterior, para 138,658 milhões de sacos, de acordo com a Organização Internacional do Café. O USDA prevê que os estoques finais globais de 2025/26 cairão 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos no ano anterior—uma contração significativa que pode sustentar os preços se ocorrerem interrupções na produção.
Implicações de Mercado
O complexo do café reflete narrativas concorrentes: rigidez de curto prazo impulsionada pelo clima na arabica versus abundância estrutural nas cadeias de fornecimento de robusta. Reduções de inventário e diminuições modestas nas exportações sugerem uma escassez global limitada, enquanto as previsões de produção indicam fornecimentos abundantes no futuro. Os traders devem monitorar os padrões de chuva no Brasil, as colheitas no Vietname e os movimentos cambiais como principais fatores de orientação na direção dos preços nos próximos meses.