Transformações nas ruas comerciais do Reino Unido ameaçam marca icónica de calçado
O lendário fabricante de sapatos Russell & Bromley, cuja história remonta a 1880, enfrenta um momento crucial na sua atividade. Marca tradicional, que opera há 150 anos nas principais artérias comerciais das cidades britânicas, está a passar por negociações complexas visando reestruturar a sua estrutura empresarial.
As discussões atuais envolvem a potencial separação do património corporativo entre várias entidades. A estratégia prevê que um investidor assuma a marca e os ativos intangíveis, enquanto a outra parte ficaria responsável pelo processo de liquidação das restantes lojas. Esta solução poderia resultar na dissolução do modelo operacional existente da rede de retalho, que inclui 37 locais.
Riscos para o emprego e continuidade das operações
Cerca de 450 pessoas trabalham nas lojas Russell & Bromley, e uma solução estrutural poderia colocar em risco os postos de trabalho. Um desafio adicional é o facto de, sem a retenção da marca comercial, as lojas existentes não poderem operar sob o nome atual, o que praticamente impossibilitaria a continuação das vendas normais.
As negociações envolvem várias entidades relevantes do mercado. A fase de busca por um comprador está a ser conduzida pela consultora Interpath, e os potenciais parceiros incluem a Next e a Retail Realisation — organização especializada na reorganização de portfólios de ativos de retalho.
Modella Capital como força de transformação no setor comercial
Ligada à Retail Realisation, a Modella Capital emergiu nos últimos anos como um ator-chave nos processos de reestruturação do comércio britânico. Em um ano, passou a controlar várias marcas importantes, incluindo a WH Smith (, atualmente rebatizada como TGJones), a The Original Factory Shop (TOFS) e a Claire’s Accessories.
As mudanças no portfólio da Modella Capital revelam a dinâmica de transformação do setor. TOFS e Claire’s Accessories enfrentam problemas de rentabilidade — após uma temporada pré-natal decepcionante, espera-se que enfrentem falência, o que ameaçará cerca de 2500 empregos. Apenas a Hobbycraft, loja de materiais de artesanato, deve sair-se melhor devido ao crescente interesse por hobbies criativos.
Plano “Re Boot” — ambições da marca para o futuro
A direção de gestão da Russell & Bromley permanece nas mãos de Andrew Bromley, representante da quinta geração da família fundadora. Diante dos desafios atuais, a empresa propôs um programa de transformação de longo prazo chamado “Re Boot”.
A iniciativa inclui aspirações de expansão internacional, com prioridade para os mercados do Médio Oriente. No ano passado, a empresa registou uma perda operacional de 9 milhões de libras, justificando a necessidade de um plano de recuperação de cinco anos. Andrew Bromley declarou recentemente: “Estamos ativamente a identificar oportunidades para levar a marca Russell & Bromley a uma nova fase da nossa estratégia de transformação. Fizemos progressos significativos, o que nos dá perspetiva para continuar esta transformação e acelerar a implementação dos nossos planos de expansão. Pretendemos estabelecer parcerias com consultores de negócios para mobilizar os investimentos necessários ao lançamento das nossas diversas áreas de crescimento.”
A situação atual demonstra uma tendência mais ampla, na qual marcas comerciais tradicionais são forçadas a uma transformação estrutural radical. O conjunto de notícias sobre a Russell & Bromley — desde a sua história de 150 anos até às discussões sobre a divisão de ativos — será acompanhado pela indústria como mais um exemplo da evolução do comércio retalhista contemporâneo.
Os representantes da Next, Retail Realisation e Interpath recusaram-se a comentar publicamente sobre as negociações.
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Russell & Bromley enfrenta uma transformação de negócios após um século e meio no mercado
Transformações nas ruas comerciais do Reino Unido ameaçam marca icónica de calçado
O lendário fabricante de sapatos Russell & Bromley, cuja história remonta a 1880, enfrenta um momento crucial na sua atividade. Marca tradicional, que opera há 150 anos nas principais artérias comerciais das cidades britânicas, está a passar por negociações complexas visando reestruturar a sua estrutura empresarial.
As discussões atuais envolvem a potencial separação do património corporativo entre várias entidades. A estratégia prevê que um investidor assuma a marca e os ativos intangíveis, enquanto a outra parte ficaria responsável pelo processo de liquidação das restantes lojas. Esta solução poderia resultar na dissolução do modelo operacional existente da rede de retalho, que inclui 37 locais.
Riscos para o emprego e continuidade das operações
Cerca de 450 pessoas trabalham nas lojas Russell & Bromley, e uma solução estrutural poderia colocar em risco os postos de trabalho. Um desafio adicional é o facto de, sem a retenção da marca comercial, as lojas existentes não poderem operar sob o nome atual, o que praticamente impossibilitaria a continuação das vendas normais.
As negociações envolvem várias entidades relevantes do mercado. A fase de busca por um comprador está a ser conduzida pela consultora Interpath, e os potenciais parceiros incluem a Next e a Retail Realisation — organização especializada na reorganização de portfólios de ativos de retalho.
Modella Capital como força de transformação no setor comercial
Ligada à Retail Realisation, a Modella Capital emergiu nos últimos anos como um ator-chave nos processos de reestruturação do comércio britânico. Em um ano, passou a controlar várias marcas importantes, incluindo a WH Smith (, atualmente rebatizada como TGJones), a The Original Factory Shop (TOFS) e a Claire’s Accessories.
As mudanças no portfólio da Modella Capital revelam a dinâmica de transformação do setor. TOFS e Claire’s Accessories enfrentam problemas de rentabilidade — após uma temporada pré-natal decepcionante, espera-se que enfrentem falência, o que ameaçará cerca de 2500 empregos. Apenas a Hobbycraft, loja de materiais de artesanato, deve sair-se melhor devido ao crescente interesse por hobbies criativos.
Plano “Re Boot” — ambições da marca para o futuro
A direção de gestão da Russell & Bromley permanece nas mãos de Andrew Bromley, representante da quinta geração da família fundadora. Diante dos desafios atuais, a empresa propôs um programa de transformação de longo prazo chamado “Re Boot”.
A iniciativa inclui aspirações de expansão internacional, com prioridade para os mercados do Médio Oriente. No ano passado, a empresa registou uma perda operacional de 9 milhões de libras, justificando a necessidade de um plano de recuperação de cinco anos. Andrew Bromley declarou recentemente: “Estamos ativamente a identificar oportunidades para levar a marca Russell & Bromley a uma nova fase da nossa estratégia de transformação. Fizemos progressos significativos, o que nos dá perspetiva para continuar esta transformação e acelerar a implementação dos nossos planos de expansão. Pretendemos estabelecer parcerias com consultores de negócios para mobilizar os investimentos necessários ao lançamento das nossas diversas áreas de crescimento.”
A situação atual demonstra uma tendência mais ampla, na qual marcas comerciais tradicionais são forçadas a uma transformação estrutural radical. O conjunto de notícias sobre a Russell & Bromley — desde a sua história de 150 anos até às discussões sobre a divisão de ativos — será acompanhado pela indústria como mais um exemplo da evolução do comércio retalhista contemporâneo.
Os representantes da Next, Retail Realisation e Interpath recusaram-se a comentar publicamente sobre as negociações.