## A Trindade do Cálice Sagrado do Ethereum: De Avanços Técnicos a Riscos de Ideologia
O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, publicou recentemente uma longa mensagem na plataforma de redes sociais X, afirmando que o Ethereum alcançou um avanço técnico crucial em 2025, mas que isso trouxe à tona problemas mais profundos de ideologia. Isto não é uma simples vitória técnica, mas uma batalha de ideias que determinará o futuro.
No texto, Buterin alerta que a indústria de blockchain enfrenta uma encruzilhada: seguir a onda de especulação (memecoins políticos, tokenização do dólar, etc.) ou retornar à essência do "computador mundial neutro". Por trás deste aviso, reflete-se o problema fundamental que tem atormentado o blockchain há mais de uma década — a resolução final do dilema da escalabilidade.
## O dilema da escalabilidade finalmente foi quebrado
Há muito tempo, os desenvolvedores de blockchain acreditavam que uma rede só poderia realizar duas das três propriedades: "descentralização, segurança e escalabilidade". Buterin agora afirma que essa era acabou, não apenas teoricamente, mas na "execução real do código".
O Ethereum alcançou essa inovação através de duas grandes tecnologias:
**PeerDAS** (amostragem de disponibilidade de dados) já está na mainnet, equilibrando descentralização e disponibilidade de dados. Isso significa que usuários comuns podem operar nós facilmente, sem precisar de hardware caro.
**ZK-EVM** (máquina virtual do Ethereum de conhecimento zero) atingiu desempenho de nível de produção, com previsão de ativação parcial na rede em 2026. Utilizando tecnologia de provas de conhecimento zero, torna o processo de validação mais eficiente, mantendo a descentralização total.
Buterin usa uma analogia histórica para explicar essa conquista: o BitTorrent (2000) tinha alta largura de banda, mas sem mecanismo de consenso; o Bitcoin (2009) tinha consenso descentralizado, mas largura de banda baixa. O Ethereum de 2025 combina as vantagens de ambos — suportando descentralização, consenso e alta frequência de banda. Esta é a primeira realização do trilema do Cálice Sagrado.
## Da conquista técnica à mudança de riscos de ideologia
Buterin enfatiza que o avanço técnico é apenas o primeiro passo. Ele propõe o conceito de "walkaway test" — se uma aplicação pode continuar operando mesmo com os desenvolvedores originais desaparecendo. A verdadeira descentralização não é apenas na camada de blockchain, mas envolve o ecossistema completo de aplicações e infraestrutura.
Ele alerta que muitas aplicações, embora usem protocolos descentralizados, ainda dependem de serviços centralizados. Essa é a fraqueza que a nova infraestrutura precisa eliminar. Para que o Ethereum seja bem-sucedido, deve atender simultaneamente à disponibilidade global e à verdadeira descentralização, e não se transformar em uma ferramenta de especulação financeira.
## Desafios na implementação do roteiro de quatro anos
De 2026 a 2030, o Ethereum planeja implementar uma série de atualizações importantes:
- **2026**: aumento significativo do limite de gás, permitindo pela primeira vez que usuários operem nós ZK-EVM, marcando o início da democratização tecnológica - **2026-2028**: implementação de reajustes de preço de gás e mudanças na estrutura do estado da rede, com entrada de cargas úteis no esquema de armazenamento de "blobs" - **2027-2030**: aumento adicional do limite de gás, com ZK-EVM tornando-se o principal método de validação de blocos
Essas mudanças representam uma transformação fundamental do mecanismo de validação do Ethereum, de cálculos repetidos para sistemas de provas de conhecimento zero. Buterin deixa claro que isso não é uma "pequena melhoria", mas um esforço de anos rumo a uma rede "totalmente nova e mais poderosa de descentralização".
## A visão final do Cálice Sagrado
Além dos planos de expansão recentes, Buterin também descreve uma visão de longo prazo: **construção de blocos distribuídos**. O objetivo é que blocos completos de transações "nunca sejam formados em um único local". Embora possa não ser necessário a curto prazo, isso demonstra a dedicação do Ethereum à descentralização radical.
Por meio de métodos "dentro do protocolo" (como o mecanismo de expansão FOCIL) ou "fora do protocolo" (como mercados de construtores distribuídos), o Ethereum pode reduzir riscos de intervenção centralizada na inclusão de transações em tempo real, criando também um ambiente mais justo geograficamente.
## A essência do risco de ideologia
A mensagem de Buterin é, na verdade, uma correção de perspectiva. Tecnicamente, o dilema da escalabilidade foi resolvido, eliminando as justificativas de engenharia usadas anteriormente para defender a centralização. Mas, do ponto de vista ideológico, o verdadeiro teste está apenas começando — se a comunidade usará essa força para construir uma "máquina do mundo" que passe no walkaway test, ou continuará a perseguir os sinais econômicos do próximo ciclo de mercado.
Essa é a profunda mensagem do Cálice Sagrado: a união entre o Cálice técnico, o Cálice de ideologia e o Cálice ecológico. O primeiro já foi alcançado, enquanto os dois últimos representam os principais desafios para os próximos quatro anos.
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## A Trindade do Cálice Sagrado do Ethereum: De Avanços Técnicos a Riscos de Ideologia
O cofundador do Ethereum, Vitalik Buterin, publicou recentemente uma longa mensagem na plataforma de redes sociais X, afirmando que o Ethereum alcançou um avanço técnico crucial em 2025, mas que isso trouxe à tona problemas mais profundos de ideologia. Isto não é uma simples vitória técnica, mas uma batalha de ideias que determinará o futuro.
No texto, Buterin alerta que a indústria de blockchain enfrenta uma encruzilhada: seguir a onda de especulação (memecoins políticos, tokenização do dólar, etc.) ou retornar à essência do "computador mundial neutro". Por trás deste aviso, reflete-se o problema fundamental que tem atormentado o blockchain há mais de uma década — a resolução final do dilema da escalabilidade.
## O dilema da escalabilidade finalmente foi quebrado
Há muito tempo, os desenvolvedores de blockchain acreditavam que uma rede só poderia realizar duas das três propriedades: "descentralização, segurança e escalabilidade". Buterin agora afirma que essa era acabou, não apenas teoricamente, mas na "execução real do código".
O Ethereum alcançou essa inovação através de duas grandes tecnologias:
**PeerDAS** (amostragem de disponibilidade de dados) já está na mainnet, equilibrando descentralização e disponibilidade de dados. Isso significa que usuários comuns podem operar nós facilmente, sem precisar de hardware caro.
**ZK-EVM** (máquina virtual do Ethereum de conhecimento zero) atingiu desempenho de nível de produção, com previsão de ativação parcial na rede em 2026. Utilizando tecnologia de provas de conhecimento zero, torna o processo de validação mais eficiente, mantendo a descentralização total.
Buterin usa uma analogia histórica para explicar essa conquista: o BitTorrent (2000) tinha alta largura de banda, mas sem mecanismo de consenso; o Bitcoin (2009) tinha consenso descentralizado, mas largura de banda baixa. O Ethereum de 2025 combina as vantagens de ambos — suportando descentralização, consenso e alta frequência de banda. Esta é a primeira realização do trilema do Cálice Sagrado.
## Da conquista técnica à mudança de riscos de ideologia
Buterin enfatiza que o avanço técnico é apenas o primeiro passo. Ele propõe o conceito de "walkaway test" — se uma aplicação pode continuar operando mesmo com os desenvolvedores originais desaparecendo. A verdadeira descentralização não é apenas na camada de blockchain, mas envolve o ecossistema completo de aplicações e infraestrutura.
Ele alerta que muitas aplicações, embora usem protocolos descentralizados, ainda dependem de serviços centralizados. Essa é a fraqueza que a nova infraestrutura precisa eliminar. Para que o Ethereum seja bem-sucedido, deve atender simultaneamente à disponibilidade global e à verdadeira descentralização, e não se transformar em uma ferramenta de especulação financeira.
## Desafios na implementação do roteiro de quatro anos
De 2026 a 2030, o Ethereum planeja implementar uma série de atualizações importantes:
- **2026**: aumento significativo do limite de gás, permitindo pela primeira vez que usuários operem nós ZK-EVM, marcando o início da democratização tecnológica
- **2026-2028**: implementação de reajustes de preço de gás e mudanças na estrutura do estado da rede, com entrada de cargas úteis no esquema de armazenamento de "blobs"
- **2027-2030**: aumento adicional do limite de gás, com ZK-EVM tornando-se o principal método de validação de blocos
Essas mudanças representam uma transformação fundamental do mecanismo de validação do Ethereum, de cálculos repetidos para sistemas de provas de conhecimento zero. Buterin deixa claro que isso não é uma "pequena melhoria", mas um esforço de anos rumo a uma rede "totalmente nova e mais poderosa de descentralização".
## A visão final do Cálice Sagrado
Além dos planos de expansão recentes, Buterin também descreve uma visão de longo prazo: **construção de blocos distribuídos**. O objetivo é que blocos completos de transações "nunca sejam formados em um único local". Embora possa não ser necessário a curto prazo, isso demonstra a dedicação do Ethereum à descentralização radical.
Por meio de métodos "dentro do protocolo" (como o mecanismo de expansão FOCIL) ou "fora do protocolo" (como mercados de construtores distribuídos), o Ethereum pode reduzir riscos de intervenção centralizada na inclusão de transações em tempo real, criando também um ambiente mais justo geograficamente.
## A essência do risco de ideologia
A mensagem de Buterin é, na verdade, uma correção de perspectiva. Tecnicamente, o dilema da escalabilidade foi resolvido, eliminando as justificativas de engenharia usadas anteriormente para defender a centralização. Mas, do ponto de vista ideológico, o verdadeiro teste está apenas começando — se a comunidade usará essa força para construir uma "máquina do mundo" que passe no walkaway test, ou continuará a perseguir os sinais econômicos do próximo ciclo de mercado.
Essa é a profunda mensagem do Cálice Sagrado: a união entre o Cálice técnico, o Cálice de ideologia e o Cálice ecológico. O primeiro já foi alcançado, enquanto os dois últimos representam os principais desafios para os próximos quatro anos.