Quais stablecoins escolher? Revisão completa dos ativos digitais mais procurados em 2024

Stablecoins — são tokens de criptomoeda cujo valor está atrelado a ativos reais, geralmente a moedas fiduciárias como o dólar ou euro. Estas ferramentas servem como uma ponte entre o dinheiro tradicional e o mundo das finanças descentralizadas. Elas conquistaram um lugar especial no ecossistema cripto devido à sua relativa estabilidade de preço e aplicação prática.

Por que os stablecoins estão ganhando popularidade

A procura por esses ativos cresce a cada ano. Em primeiro lugar, eles desempenham um papel crítico no ecossistema de finanças descentralizadas (DeFi), onde atuam como garantia para protocolos de empréstimo e plataformas de investimento. Em segundo lugar, para cidadãos de países em desenvolvimento com moedas locais instáveis, os stablecoins oferecem acesso a um ativo relativamente protegido contra a inflação. Em terceiro lugar, graças à tecnologia blockchain, esses tokens proporcionam transferências internacionais rápidas com taxas mínimas, evitando os sistemas bancários tradicionais.

No entanto, é importante lembrar: a história conhece exemplos de stablecoins que perderam sua ligação ao ativo de referência, portanto, a segurança total não é garantida.

Como funcionam: como os stablecoins permanecem estáveis

Na base do funcionamento de qualquer stablecoin está a reserva. O emissor bloqueia uma quantidade determinada de moeda fiduciária ou outros ativos e cria uma quantidade correspondente de tokens através de contratos inteligentes na blockchain. Por exemplo, com uma proporção de 1:1, cada token emitido é garantido por um dólar em reservas. Isso teoricamente garante o preço do ativo e permite aos usuários trocar tokens com confiança pelo ativo de base.

Líderes de mercado: USDT e USDC

USDT (Tether) — é o primeiro e ainda um dos maiores stablecoins. Lançado pela Tether Limited em 2014, revolucionou o mercado de criptomoedas, oferecendo aos usuários acesso ao dólar digital, independente de plataforma específica. Segundo dados de setembro de 2023, o USDT possui ativos no valor de mais de $86,3 bilhões, com obrigações de cerca de $83,2 bilhões. O USDT está atrelado ao dólar na proporção de 1:1.

USDC (USD Coin) foi criado pela Circle em 2018 e é gerido pelo consórcio Centre. Este stablecoin destaca-se por alta liquidez e está disponível em praticamente todas as principais plataformas de criptomoedas. Em 2026, a capitalização do USDC atinge $75,62 bilhões. O USDC também está atrelado ao dólar 1:1 e é compatível com o padrão ERC-20.

Alternativas baseadas em fiat

TUSD (True USD) foi criado pelas empresas TrustToken e PrimeTrust com o objetivo de aumentar a transparência do setor. A característica única do TUSD é que seus fundos são mantidos em contas escrow independentes, inacessíveis aos emissores, o que reduz riscos de uso indevido. Além disso, o stablecoin confirma publicamente suas reservas por terceiros em tempo real. A capitalização atual do TUSD é de $494,42 milhões.

BUSD — projeto criado em parceria com uma grande plataforma de negociação de derivativos e a Paxos Trust. O token suporta os padrões de ambas as ecossistemas e visa maior integração nos protocolos de negociação.

Soluções descentralizadas: DAI e modelos inovadores

DAI ocupa um lugar especial na categoria de stablecoins devido à sua arquitetura totalmente descentralizada. Em vez de um único emissor, o DAI é emitido pelo Maker Protocol na blockchain Ethereum. Os usuários podem criar DAI depositando ativos criptográficos como garantia em contratos inteligentes chamados (Maker Vaults). Nesse esquema, não há órgão central de controle, o que aumenta a resistência do sistema à pressão regulatória. A capitalização atual do DAI é de $4,44 bilhões.

Outra abordagem inovadora é implementada no eUSD e peUSD da plataforma Lybra Finance. Esses stablecoins são apoiados por tokens de staking de liquidez e, o que é especialmente interessante, geram rendimento percentual para seus detentores — uma característica única entre tokens semelhantes.

Dólares sintéticos: hedge sem intermediários

Para usuários que buscam uma forma de obter estabilidade em dólares sem interagir com instituições financeiras tradicionais, existem os USD sintéticos. Esses instrumentos são criados por meio da fixação de dois ativos relacionados. Por exemplo, através de uma plataforma de derivativos, é possível abrir uma posição hedge de 100 USD em Bitcoin — se o Bitcoin valorizar, as perdas de hedge compensam, permitindo manter a estabilidade da posição geral.

O que observar: principais riscos

A confiabilidade de qualquer stablecoin depende diretamente da saúde financeira do seu emissor e da qualidade das reservas. Se o ativo de base perder valor ou o emissor enfrentar problemas judiciais ou financeiros, a ligação pode ser rompida. Além disso, o quadro regulatório para esse setor ainda é pouco claro e está em desenvolvimento. Congestionamentos na rede também podem atrasar transações e limitar o acesso aos fundos.

Agências de classificação especializadas, como a Bluechip, publicam avaliações sobre a segurança econômica de diferentes stablecoins, fornecendo dados sobre o tipo de garantia, valor de mercado e características de atrelamento.

Como começar: passo a passo para adquirir

A forma mais conveniente de obter stablecoins é comprá-las em uma exchange centralizada de criptomoedas, trocando moeda fiduciária. Uma alternativa é trocar outras criptomoedas, como Bitcoin ou Ethereum, por stablecoins via marketplaces P2P em exchanges descentralizadas. Plataformas DEX são especialmente populares entre usuários que valorizam a ausência de controle custodial e a possibilidade de manter controle total sobre as chaves privadas durante as transações.

Conclusão

Os stablecoins já se tornaram parte integrante do cenário de criptomoedas e continuarão expandindo sua influência. Preenchem uma lacuna crítica entre a economia tradicional e as finanças descentralizadas, garantindo estabilidade de preço e funcionalidades que ativos mais voláteis não oferecem. À medida que a regulamentação evolui e a confiança em projetos específicos se fortalece, a demanda por esses instrumentos provavelmente só aumentará.

Antes de investir em qualquer stablecoin, é fundamental realizar uma pesquisa própria, analisar as reservas do emissor, sua reputação e as características específicas do token.

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