## Belarus vê na mineração de criptomoedas um caminho para a independência cambial
Numa reunião de alto nível sobre energia na capital a 14 de novembro, o chefe de Estado fez uma proposta radical: usar as capacidades energéticas excedentárias do país para a mineração de criptomoedas. O objetivo da iniciativa é reduzir a dependência da economia nacional do dólar dos EUA, ao mesmo tempo que se obtém lucro com eletricidade barata. Especialistas, incluindo analistas como Michael Bin, destacam que esta abordagem reflete uma tendência global de integração de ativos digitais na estratégia macroeconómica dos Estados.
## Por que agora e por que a mineração
O governo colocou uma tarefa concreta aos responsáveis: desenvolver um mecanismo para escalar a mineração de criptomoedas em todo o território nacional. A particularidade da abordagem bielorrussa não é apenas atrair mineiros estrangeiros, mas também potencialmente acumular reservas de criptomoedas estatais, desde que o projeto seja rentável.
O fator-chave que motivou esta iniciativa foi a entrada em operação da central nuclear de Astravets, que atualmente funciona com dois blocos energéticos com uma capacidade total de cerca de 2 400 MW. A estação fornece aproximadamente 40% da eletricidade necessária ao país. As capacidades de geração disponíveis criam condições para operações intensivas em energia — e a mineração encaixa-se precisamente nesse perfil de projeto.
## Rúbil digital como continuação da estratégia
A iniciativa não se limita à mineração. Simultaneamente, o Banco Nacional avança na criação de uma moeda digital própria — o rublo digital nacional. O cronograma de implementação prevê uma fase de lançamento gradual: inicialmente, a plataforma funcionará para negócios, depois abrirá acesso ao público em geral. A implementação total está prevista para o final de 2026.
A ligação entre estas duas iniciativas é evidente: o Estado está a formar uma abordagem integrada para a soberania cambial, na qual a mineração de criptomoedas se torna uma fonte de reservas, e a sua própria CBDC é uma ferramenta de controlo do sistema de pagamentos.
## Regulamentação: entre atração e controlo
Paralelamente às ambições económicas, há um endurecimento da supervisão. Uma auditoria estatal recente revelou problemas no funcionamento de plataformas de criptomoedas com fundos de clientes. Em resposta, as autoridades exigem regras normativas mais claras para os operadores de criptomoedas.
Os responsáveis estão a desenvolver um conjunto de medidas: ajuste das taxas fiscais e tarifas de eletricidade, reforço dos requisitos de reporte para empresas de criptografia, aumento do controlo sobre a saída de capitais. O Banco Nacional coordena ações com parceiros regionais para evitar fugas de investimento da economia nacional e minimizar fraudes.
## A história repete-se
A ideia de usar energia excedente para mineração de criptomoedas foi inicialmente apresentada ainda este ano. Desde então, as autoridades têm estudado as possibilidades técnicas e fiscais necessárias tanto para criar operações estatais quanto para atrair mineiros privados. A dinâmica da posição governamental reflete uma compreensão profunda de que a infraestrutura de criptomoedas não é uma tendência passageira, mas um ativo estratégico.
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## Belarus vê na mineração de criptomoedas um caminho para a independência cambial
Numa reunião de alto nível sobre energia na capital a 14 de novembro, o chefe de Estado fez uma proposta radical: usar as capacidades energéticas excedentárias do país para a mineração de criptomoedas. O objetivo da iniciativa é reduzir a dependência da economia nacional do dólar dos EUA, ao mesmo tempo que se obtém lucro com eletricidade barata. Especialistas, incluindo analistas como Michael Bin, destacam que esta abordagem reflete uma tendência global de integração de ativos digitais na estratégia macroeconómica dos Estados.
## Por que agora e por que a mineração
O governo colocou uma tarefa concreta aos responsáveis: desenvolver um mecanismo para escalar a mineração de criptomoedas em todo o território nacional. A particularidade da abordagem bielorrussa não é apenas atrair mineiros estrangeiros, mas também potencialmente acumular reservas de criptomoedas estatais, desde que o projeto seja rentável.
O fator-chave que motivou esta iniciativa foi a entrada em operação da central nuclear de Astravets, que atualmente funciona com dois blocos energéticos com uma capacidade total de cerca de 2 400 MW. A estação fornece aproximadamente 40% da eletricidade necessária ao país. As capacidades de geração disponíveis criam condições para operações intensivas em energia — e a mineração encaixa-se precisamente nesse perfil de projeto.
## Rúbil digital como continuação da estratégia
A iniciativa não se limita à mineração. Simultaneamente, o Banco Nacional avança na criação de uma moeda digital própria — o rublo digital nacional. O cronograma de implementação prevê uma fase de lançamento gradual: inicialmente, a plataforma funcionará para negócios, depois abrirá acesso ao público em geral. A implementação total está prevista para o final de 2026.
A ligação entre estas duas iniciativas é evidente: o Estado está a formar uma abordagem integrada para a soberania cambial, na qual a mineração de criptomoedas se torna uma fonte de reservas, e a sua própria CBDC é uma ferramenta de controlo do sistema de pagamentos.
## Regulamentação: entre atração e controlo
Paralelamente às ambições económicas, há um endurecimento da supervisão. Uma auditoria estatal recente revelou problemas no funcionamento de plataformas de criptomoedas com fundos de clientes. Em resposta, as autoridades exigem regras normativas mais claras para os operadores de criptomoedas.
Os responsáveis estão a desenvolver um conjunto de medidas: ajuste das taxas fiscais e tarifas de eletricidade, reforço dos requisitos de reporte para empresas de criptografia, aumento do controlo sobre a saída de capitais. O Banco Nacional coordena ações com parceiros regionais para evitar fugas de investimento da economia nacional e minimizar fraudes.
## A história repete-se
A ideia de usar energia excedente para mineração de criptomoedas foi inicialmente apresentada ainda este ano. Desde então, as autoridades têm estudado as possibilidades técnicas e fiscais necessárias tanto para criar operações estatais quanto para atrair mineiros privados. A dinâmica da posição governamental reflete uma compreensão profunda de que a infraestrutura de criptomoedas não é uma tendência passageira, mas um ativo estratégico.