Os derivados financeiros costumam confundir os recém-chegados ao trading, mas aqui está uma maneira simples de pensar sobre eles: são essencialmente acordos cujo valor depende de outra coisa. Essa “outra coisa” chama-se ativo subjacente, e é o motor que impulsiona todo o mercado de derivados. Sem entender o que torna um exemplo de ativo subjacente valioso, não é possível compreender verdadeiramente como funcionam as opções, futuros e outros instrumentos derivados.
Um derivado obtém seu valor das flutuações no seu ativo subjacente. Quando o ativo subjacente se move, o derivado acompanha esse movimento. Essa relação é o que torna os derivados ferramentas poderosas para traders e instituições — mas também o que os torna arriscados se você não souber o que está fazendo.
O que exatamente são Derivados e Ativos Subjacentes?
No mundo financeiro, um derivado é um contrato cujo preço é determinado pelo valor de outra coisa. Essa coisa é o ativo subjacente. Pense assim: o ativo subjacente é a âncora, e o derivado é o barco amarrado a ela. Quando a âncora se move, o barco acompanha.
Os derivados servem a múltiplos propósitos na finança moderna. Traders usam-nos para especulação — basicamente, apostar nos movimentos futuros de preço. Instituições usam-nos para hedge, que é uma forma sofisticada de dizer “seguro contra resultados ruins”. E os mercados usam-nos para descoberta de preços, ajudando a estabelecer valores justos de mercado. No entanto, esses instrumentos têm suas próprias complicações: envolvem alavancagem, são complexos de avaliar e podem expô-lo a riscos de contraparte e riscos sistêmicos.
Os três tipos mais comuns de derivados que você encontrará são opções, futuros e swaps.
Principais Classes de Ativos Subjacentes Explicadas
Aqui está o que é fascinante no mercado de derivados: quase tudo que é negociável pode se tornar um ativo subjacente. A ascensão das criptomoedas só expandiu esse universo. Vamos passar pelas principais categorias:
Ações e Participações Sociais
Opções de ações e futuros de ações estão entre os derivados mais antigos e mais negociados. Quando você compra uma opção de compra (call) sobre ações da Apple, por exemplo, está segurando um derivado cujo valor depende do preço das ações da Apple. Este exemplo de comportamento do ativo subjacente é fundamental para o trading de opções.
Renda Fixa: Obrigações
Governos e empresas emitem obrigações, que se tornaram ativos subjacentes populares para opções de obrigações, swaps de juros e futuros de obrigações. Uma instituição preocupada com o aumento das taxas de juros pode usar futuros de obrigações para proteger seu portfólio.
Moedas e Stablecoins
Derivados de moedas permitem que traders especulem sobre taxas de câmbio ou façam hedge contra flutuações cambiais. No espaço de finanças descentralizadas, stablecoins como USDC estão atreladas a moedas fiduciárias e servem como exemplos digitais de relacionamentos de ativos subjacentes — o valor da stablecoin está ancorado a dólares mantidos em reserva.
Criptomoedas: A Fronteira Moderna
Bitcoin, Ethereum e outros ativos digitais tornaram-se cada vez mais importantes como ativos subjacentes para derivados. Opções e futuros de criptomoedas agora representam um segmento massivo do mercado de derivados. Futuros de Bitcoin, em particular, permitem que tanto traders de varejo quanto institucionais obtenham exposição aos movimentos de preço sem precisar possuir as moedas físicas.
Índices de Mercado
Um índice acompanha uma cesta de valores mobiliários. Um índice de mercado de ações como o S&P 500 pode ser um ativo subjacente para futuros de índice e opções de índice. Quando o valor agregado das empresas que compõem o índice sobe, o índice também sobe — e qualquer derivado baseado nesse índice.
Ativos do Mundo Real e Tangíveis
Por meio de NFTs e tokenização, ativos do mundo real como obras de arte e imóveis agora podem servir como ativos subjacentes para derivados digitais. Essa inovação no exemplo de ativo subjacente mostra como a tecnologia blockchain está expandindo o mercado de derivados além das finanças tradicionais.
Fundos Negociados em Bolsa (ETFs)
ETFs, sendo fundos negociados publicamente, também podem funcionar como ativos subjacentes para opções de ETFs e futuros de índice.
Como Funcionam as Opções: Um Exemplo Prático
Vamos supor que você possui Bitcoin e está geralmente otimista quanto ao seu futuro, mas está preocupado com uma possível queda nos próximos três meses. É aí que as opções entram.
Você poderia comprar um contrato de opção de venda (put) de três meses com os seguintes termos:
Prêmio pago: $500
Direito de vender: 10 BTC
Preço de exercício: $35.000 por moeda
Preço de mercado atual: ~$40.000
Desconto em relação ao preço atual: 12,5%
Se o Bitcoin cair abaixo de $35.000 antes da data de vencimento, você pode exercer seu direito de vender a $35.000, garantindo esse preço e compensando possíveis perdas nas suas posições. Se o Bitcoin permanecer acima de $35.000, você simplesmente deixa a opção expirar — sua perda máxima é o prêmio de $500. Este é um exemplo clássico de alavancagem do ativo subjacente trabalhando a seu favor.
Contratos de Futuros: Obrigações, Não Escolhas
Ao contrário das opções, os contratos de futuros criam uma obrigação. Tanto o comprador quanto o vendedor devem concluir a transação ao preço predeterminado na data de liquidação. Não há prêmio a pagar antecipadamente; normalmente, você precisa fazer uma margem.
Um agricultor ilustra isso perfeitamente: ele pode travar um preço mínimo de venda de sua colheita usando futuros agrícolas, fazendo hedge contra quedas de preço. O mesmo princípio se aplica ao crypto — um detentor pode usar futuros de Bitcoin para garantir um preço de venda em uma data futura específica.
O que Não Funciona como Ativo Subjacente?
Nem todo ativo é qualificado. Para que um derivado funcione corretamente, seu ativo subjacente deve ser negociável com descoberta de preço possível. Propriedade pessoal não funciona porque você não consegue negociá-la de forma eficiente. Patentes e marcas, embora valiosas, não possuem mercados líquidos. Bens perecíveis e itens caros de armazenar também não servem.
O requisito principal: deve haver um mercado funcional onde o ativo possa ser comprado e vendido, estabelecendo sinais de preço claros.
Uma Curiosidade: Derivados de Clima
Um dos exemplos mais criativos — e incomuns — de uso de ativos subjacentes surgiu no final dos anos 1990: os derivativos de clima. Esses contratos usam índices meteorológicos, como temperatura, precipitação e outros fatores climáticos, como seus ativos subjacentes.
Por quê? Indústrias como agricultura, energia e turismo têm receitas diretamente ligadas às condições climáticas. Um inverno rigoroso ou uma seca podem devastar os lucros. Os derivativos de clima permitem que esses negócios façam hedge contra condições desfavoráveis, transformando um fenômeno natural imprevisível em um risco financeiro gerenciável.
A Conclusão
Entender como um exemplo de ativo subjacente funciona é o seu primeiro passo para dominar os derivados. Seja criptomoeda, ações tradicionais, moedas ou até o clima, o ativo subjacente é a base. Quando você compreende como os ativos subjacentes se movem e como os derivados derivam seu valor desse movimento, você está mais preparado para tomar decisões de trading mais informadas.
O mercado de derivados continua a evoluir, especialmente com o crescimento de ativos digitais. À medida que mais ativos se tornam tokenizados e negociáveis, espera-se que a lista de possíveis ativos subjacentes cresça — criando novas oportunidades e riscos que os traders precisarão navegar.
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Compreender Derivados e a Sua Fundamentação: O que Faz um Exemplo de Ativo Subjacente Funcionar?
Os Fundamentos: O que Alimenta os Derivados?
Os derivados financeiros costumam confundir os recém-chegados ao trading, mas aqui está uma maneira simples de pensar sobre eles: são essencialmente acordos cujo valor depende de outra coisa. Essa “outra coisa” chama-se ativo subjacente, e é o motor que impulsiona todo o mercado de derivados. Sem entender o que torna um exemplo de ativo subjacente valioso, não é possível compreender verdadeiramente como funcionam as opções, futuros e outros instrumentos derivados.
Um derivado obtém seu valor das flutuações no seu ativo subjacente. Quando o ativo subjacente se move, o derivado acompanha esse movimento. Essa relação é o que torna os derivados ferramentas poderosas para traders e instituições — mas também o que os torna arriscados se você não souber o que está fazendo.
O que exatamente são Derivados e Ativos Subjacentes?
No mundo financeiro, um derivado é um contrato cujo preço é determinado pelo valor de outra coisa. Essa coisa é o ativo subjacente. Pense assim: o ativo subjacente é a âncora, e o derivado é o barco amarrado a ela. Quando a âncora se move, o barco acompanha.
Os derivados servem a múltiplos propósitos na finança moderna. Traders usam-nos para especulação — basicamente, apostar nos movimentos futuros de preço. Instituições usam-nos para hedge, que é uma forma sofisticada de dizer “seguro contra resultados ruins”. E os mercados usam-nos para descoberta de preços, ajudando a estabelecer valores justos de mercado. No entanto, esses instrumentos têm suas próprias complicações: envolvem alavancagem, são complexos de avaliar e podem expô-lo a riscos de contraparte e riscos sistêmicos.
Os três tipos mais comuns de derivados que você encontrará são opções, futuros e swaps.
Principais Classes de Ativos Subjacentes Explicadas
Aqui está o que é fascinante no mercado de derivados: quase tudo que é negociável pode se tornar um ativo subjacente. A ascensão das criptomoedas só expandiu esse universo. Vamos passar pelas principais categorias:
Ações e Participações Sociais
Opções de ações e futuros de ações estão entre os derivados mais antigos e mais negociados. Quando você compra uma opção de compra (call) sobre ações da Apple, por exemplo, está segurando um derivado cujo valor depende do preço das ações da Apple. Este exemplo de comportamento do ativo subjacente é fundamental para o trading de opções.
Renda Fixa: Obrigações
Governos e empresas emitem obrigações, que se tornaram ativos subjacentes populares para opções de obrigações, swaps de juros e futuros de obrigações. Uma instituição preocupada com o aumento das taxas de juros pode usar futuros de obrigações para proteger seu portfólio.
Moedas e Stablecoins
Derivados de moedas permitem que traders especulem sobre taxas de câmbio ou façam hedge contra flutuações cambiais. No espaço de finanças descentralizadas, stablecoins como USDC estão atreladas a moedas fiduciárias e servem como exemplos digitais de relacionamentos de ativos subjacentes — o valor da stablecoin está ancorado a dólares mantidos em reserva.
Criptomoedas: A Fronteira Moderna
Bitcoin, Ethereum e outros ativos digitais tornaram-se cada vez mais importantes como ativos subjacentes para derivados. Opções e futuros de criptomoedas agora representam um segmento massivo do mercado de derivados. Futuros de Bitcoin, em particular, permitem que tanto traders de varejo quanto institucionais obtenham exposição aos movimentos de preço sem precisar possuir as moedas físicas.
Índices de Mercado
Um índice acompanha uma cesta de valores mobiliários. Um índice de mercado de ações como o S&P 500 pode ser um ativo subjacente para futuros de índice e opções de índice. Quando o valor agregado das empresas que compõem o índice sobe, o índice também sobe — e qualquer derivado baseado nesse índice.
Ativos do Mundo Real e Tangíveis
Por meio de NFTs e tokenização, ativos do mundo real como obras de arte e imóveis agora podem servir como ativos subjacentes para derivados digitais. Essa inovação no exemplo de ativo subjacente mostra como a tecnologia blockchain está expandindo o mercado de derivados além das finanças tradicionais.
Fundos Negociados em Bolsa (ETFs)
ETFs, sendo fundos negociados publicamente, também podem funcionar como ativos subjacentes para opções de ETFs e futuros de índice.
Como Funcionam as Opções: Um Exemplo Prático
Vamos supor que você possui Bitcoin e está geralmente otimista quanto ao seu futuro, mas está preocupado com uma possível queda nos próximos três meses. É aí que as opções entram.
Você poderia comprar um contrato de opção de venda (put) de três meses com os seguintes termos:
Se o Bitcoin cair abaixo de $35.000 antes da data de vencimento, você pode exercer seu direito de vender a $35.000, garantindo esse preço e compensando possíveis perdas nas suas posições. Se o Bitcoin permanecer acima de $35.000, você simplesmente deixa a opção expirar — sua perda máxima é o prêmio de $500. Este é um exemplo clássico de alavancagem do ativo subjacente trabalhando a seu favor.
Contratos de Futuros: Obrigações, Não Escolhas
Ao contrário das opções, os contratos de futuros criam uma obrigação. Tanto o comprador quanto o vendedor devem concluir a transação ao preço predeterminado na data de liquidação. Não há prêmio a pagar antecipadamente; normalmente, você precisa fazer uma margem.
Um agricultor ilustra isso perfeitamente: ele pode travar um preço mínimo de venda de sua colheita usando futuros agrícolas, fazendo hedge contra quedas de preço. O mesmo princípio se aplica ao crypto — um detentor pode usar futuros de Bitcoin para garantir um preço de venda em uma data futura específica.
O que Não Funciona como Ativo Subjacente?
Nem todo ativo é qualificado. Para que um derivado funcione corretamente, seu ativo subjacente deve ser negociável com descoberta de preço possível. Propriedade pessoal não funciona porque você não consegue negociá-la de forma eficiente. Patentes e marcas, embora valiosas, não possuem mercados líquidos. Bens perecíveis e itens caros de armazenar também não servem.
O requisito principal: deve haver um mercado funcional onde o ativo possa ser comprado e vendido, estabelecendo sinais de preço claros.
Uma Curiosidade: Derivados de Clima
Um dos exemplos mais criativos — e incomuns — de uso de ativos subjacentes surgiu no final dos anos 1990: os derivativos de clima. Esses contratos usam índices meteorológicos, como temperatura, precipitação e outros fatores climáticos, como seus ativos subjacentes.
Por quê? Indústrias como agricultura, energia e turismo têm receitas diretamente ligadas às condições climáticas. Um inverno rigoroso ou uma seca podem devastar os lucros. Os derivativos de clima permitem que esses negócios façam hedge contra condições desfavoráveis, transformando um fenômeno natural imprevisível em um risco financeiro gerenciável.
A Conclusão
Entender como um exemplo de ativo subjacente funciona é o seu primeiro passo para dominar os derivados. Seja criptomoeda, ações tradicionais, moedas ou até o clima, o ativo subjacente é a base. Quando você compreende como os ativos subjacentes se movem e como os derivados derivam seu valor desse movimento, você está mais preparado para tomar decisões de trading mais informadas.
O mercado de derivados continua a evoluir, especialmente com o crescimento de ativos digitais. À medida que mais ativos se tornam tokenizados e negociáveis, espera-se que a lista de possíveis ativos subjacentes cresça — criando novas oportunidades e riscos que os traders precisarão navegar.