Para entender a blockchain, primeiro é preciso compreender o seu princípio fundamental — basicamente, um livro de registos que "todos mantêm juntos, ninguém consegue alterar".
Imagine uma pequena cidade sem um prefeito. Como é que se fazia a contabilidade antigamente? Encontrava-se uma pessoa de confiança — por exemplo, o contador Wang — e todas as transações ("Old Zhang emprestou 50 yuan ao Old Li") eram escritas no seu pequeno caderno. O problema era evidente: se o contador Wang adoecesse, ou tivesse más intenções, o caderno fosse perdido ou alterado, ficava tudo sem controlo.
Mais tarde, os habitantes da cidade tiveram uma nova ideia: ninguém confia em ninguém, então todos registam as transações juntos. Cada vez que uma transação acontece, ela é anunciada por alto, e todos abrem os seus cadernos e copiam a transação. E qual foi o resultado?
Sem um chefe a controlar — ninguém pode monopolizar o direito de registar. Os cadernos de todos são iguais — assim, ninguém consegue controlá-los sozinho. Quer alterar um registo antigo? É preciso alterar todos os cadernos da cidade ao mesmo tempo — o que é impossível.
A blockchain é exatamente este conceito. Só que, em vez de "cadernos", usa "blocos" no computador, e em vez de "transações", usa registos digitais (transferências, provas de existência, etc.).
Como funciona exatamente? Basta lembrar destes três pontos:
**Primeiro, descentralização**. Sem bancos, sem plataformas, sem intermediários. Todos os computadores participantes (chamados de "nós") têm o mesmo estatuto, protegendo juntos este livro de registos.
**Segundo, imutável**. Cada bloco está ligado ao anterior por uma "senha criptográfica" (chamada técnica de algoritmo de hash). Se alterar o conteúdo de um bloco, todas as ligações seguintes deixam de funcionar, e a alteração é imediatamente detectada.
**Terceiro, transparência e rastreabilidade**. Todas as transações são publicamente registadas, qualquer pessoa pode consultar, e ninguém consegue alterá-las.
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Para entender a blockchain, primeiro é preciso compreender o seu princípio fundamental — basicamente, um livro de registos que "todos mantêm juntos, ninguém consegue alterar".
Imagine uma pequena cidade sem um prefeito. Como é que se fazia a contabilidade antigamente? Encontrava-se uma pessoa de confiança — por exemplo, o contador Wang — e todas as transações ("Old Zhang emprestou 50 yuan ao Old Li") eram escritas no seu pequeno caderno. O problema era evidente: se o contador Wang adoecesse, ou tivesse más intenções, o caderno fosse perdido ou alterado, ficava tudo sem controlo.
Mais tarde, os habitantes da cidade tiveram uma nova ideia: ninguém confia em ninguém, então todos registam as transações juntos. Cada vez que uma transação acontece, ela é anunciada por alto, e todos abrem os seus cadernos e copiam a transação. E qual foi o resultado?
Sem um chefe a controlar — ninguém pode monopolizar o direito de registar. Os cadernos de todos são iguais — assim, ninguém consegue controlá-los sozinho. Quer alterar um registo antigo? É preciso alterar todos os cadernos da cidade ao mesmo tempo — o que é impossível.
A blockchain é exatamente este conceito. Só que, em vez de "cadernos", usa "blocos" no computador, e em vez de "transações", usa registos digitais (transferências, provas de existência, etc.).
Como funciona exatamente? Basta lembrar destes três pontos:
**Primeiro, descentralização**. Sem bancos, sem plataformas, sem intermediários. Todos os computadores participantes (chamados de "nós") têm o mesmo estatuto, protegendo juntos este livro de registos.
**Segundo, imutável**. Cada bloco está ligado ao anterior por uma "senha criptográfica" (chamada técnica de algoritmo de hash). Se alterar o conteúdo de um bloco, todas as ligações seguintes deixam de funcionar, e a alteração é imediatamente detectada.
**Terceiro, transparência e rastreabilidade**. Todas as transações são publicamente registadas, qualquer pessoa pode consultar, e ninguém consegue alterá-las.