As tensões geopolíticas estão a intensificar-se rapidamente, desta vez centrando-se na Groenlândia e na situação no Atlântico Norte.
Recentemente, a postura do governo Trump em relação à Groenlândia tornou-se cada vez mais agressiva, enviando uma clara provocação à Europa. Ao mesmo tempo, o despliegue militar dos EUA no Médio Oriente também está a intensificar-se, formando-se uma pressão simultânea em duas frentes.
A reação da Europa merece atenção. Sete países europeus enviaram mais de 30 militares à Groenlândia, um gesto simbólico, mas também bastante claro: os países europeus já não toleram o comportamento unilateral dos EUA. Em contraste, a postura destes países relativamente à situação na Ucrânia parece mais ambígua — embora apoiem verbalmente, ações de envio de soldados de forma pública são raras, o que revela as preocupações europeias quanto à política em relação à Rússia.
No entanto, a realidade é dura. As forças permanentes dos EUA na Groenlândia já ultrapassam os 200 soldados, enquanto que, entre os mais de 30 militares europeus, excluindo logística e pessoal não combatente, a força de combate real é evidente. Este contraste de forças torna a postura dura da Europa algo vazia de força real.
A resposta dos EUA também é firme. Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou sem rodeios que a ação de envio de tropas por parte da Europa não afeta de forma alguma os objetivos estratégicos americanos, nem um pouco. Trump, por sua vez, lançou uma ameaça fria de "veremos", que já não é uma simples declaração diplomática, mas uma provocação explícita.
Analisando a estratégia do governo Trump para a Groenlândia, há três possíveis caminhos:
**Primeiro: Aquisição direta.** Mas a Dinamarca e a Europa já deixaram claro que a Groenlândia não está na lista de negociações, portanto, esse caminho está bloqueado. As negociações entre o Secretário de Estado dos EUA, Pompeo, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca terminaram em ruptura, exatamente por esse motivo.
**Segundo: Promover a independência e integrá-la nos EUA.** Essa opção também não é viável. Pesquisas indicam que 85% da população dinamarquesa é claramente contra a adesão da Groenlândia aos EUA, e os partidos políticos locais também manifestaram interesse zero nesse sentido.
**Terceiro: Usar a força.** Esta é a opção mais radical, mas também a mais limitada. Os EUA atualmente estão dispersos em várias frentes — a Venezuela ainda necessita de tropas, a situação no Médio Oriente está à beira de explodir, e o conflito com o Irã está próximo. Além disso, há forte oposição doméstica e europeia; uma ação precipitada neste momento acarretaria riscos e custos difíceis de suportar.
O que ainda preocupa a Europa é que o candidato a embaixador dos EUA na Islândia recentemente fez uma declaração mais explosiva: a Islândia poderia tornar-se o 52º estado dos EUA. Essa declaração provocou uma reação imediata em toda a Europa, com opiniões públicas em alvoroço. Embora o candidato tenha posteriormente afirmado que foi uma brincadeira, a ambição estratégica e o desejo de expansão dos EUA já ficaram evidentes.
A situação geral está a evoluir para um cenário cada vez mais polarizado. A vantagem de poder dos EUA é evidente, mas também enfrentam o risco de dispersão de recursos devido à expansão. A Europa, embora esteja a fortalecer a sua unidade, tem capacidade de ação limitada e pouca confiança. A questão da soberania da Groenlândia ainda não está resolvida, e a Islândia também foi arrastada para este turbilhão. O futuro próximo permanece cheio de incertezas — se o governo Trump irá intensificar ainda mais as ações, ou como a Europa irá responder, tudo isso influenciará profundamente a evolução do cenário global.
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GateUser-6bc33122
· 11h atrás
Realmente não aguento mais, os EUA agora querem jogar pesado, Groenlândia e Islândia querem receber... Europa 30 pessoas contra 200, essa é a diferença de escala
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GasFeeLady
· 11h atrás
honestamente, toda esta jogada de Greenland transmite uma energia de excesso de extensão... como tentar executar uma mega transação quando a rede já está congestionada, sabes? a Europa está a colocar 30 soldados no terreno enquanto os EUA exibem mais de 200 e toda a gente fica chocada lol
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TokenUnlocker
· 11h atrás
30 pessoas contra 200 pessoas? A Europa está a fazer encenação ou realmente não há como evitar
As tensões geopolíticas estão a intensificar-se rapidamente, desta vez centrando-se na Groenlândia e na situação no Atlântico Norte.
Recentemente, a postura do governo Trump em relação à Groenlândia tornou-se cada vez mais agressiva, enviando uma clara provocação à Europa. Ao mesmo tempo, o despliegue militar dos EUA no Médio Oriente também está a intensificar-se, formando-se uma pressão simultânea em duas frentes.
A reação da Europa merece atenção. Sete países europeus enviaram mais de 30 militares à Groenlândia, um gesto simbólico, mas também bastante claro: os países europeus já não toleram o comportamento unilateral dos EUA. Em contraste, a postura destes países relativamente à situação na Ucrânia parece mais ambígua — embora apoiem verbalmente, ações de envio de soldados de forma pública são raras, o que revela as preocupações europeias quanto à política em relação à Rússia.
No entanto, a realidade é dura. As forças permanentes dos EUA na Groenlândia já ultrapassam os 200 soldados, enquanto que, entre os mais de 30 militares europeus, excluindo logística e pessoal não combatente, a força de combate real é evidente. Este contraste de forças torna a postura dura da Europa algo vazia de força real.
A resposta dos EUA também é firme. Um porta-voz do Departamento de Estado afirmou sem rodeios que a ação de envio de tropas por parte da Europa não afeta de forma alguma os objetivos estratégicos americanos, nem um pouco. Trump, por sua vez, lançou uma ameaça fria de "veremos", que já não é uma simples declaração diplomática, mas uma provocação explícita.
Analisando a estratégia do governo Trump para a Groenlândia, há três possíveis caminhos:
**Primeiro: Aquisição direta.** Mas a Dinamarca e a Europa já deixaram claro que a Groenlândia não está na lista de negociações, portanto, esse caminho está bloqueado. As negociações entre o Secretário de Estado dos EUA, Pompeo, e o Ministro dos Negócios Estrangeiros da Dinamarca terminaram em ruptura, exatamente por esse motivo.
**Segundo: Promover a independência e integrá-la nos EUA.** Essa opção também não é viável. Pesquisas indicam que 85% da população dinamarquesa é claramente contra a adesão da Groenlândia aos EUA, e os partidos políticos locais também manifestaram interesse zero nesse sentido.
**Terceiro: Usar a força.** Esta é a opção mais radical, mas também a mais limitada. Os EUA atualmente estão dispersos em várias frentes — a Venezuela ainda necessita de tropas, a situação no Médio Oriente está à beira de explodir, e o conflito com o Irã está próximo. Além disso, há forte oposição doméstica e europeia; uma ação precipitada neste momento acarretaria riscos e custos difíceis de suportar.
O que ainda preocupa a Europa é que o candidato a embaixador dos EUA na Islândia recentemente fez uma declaração mais explosiva: a Islândia poderia tornar-se o 52º estado dos EUA. Essa declaração provocou uma reação imediata em toda a Europa, com opiniões públicas em alvoroço. Embora o candidato tenha posteriormente afirmado que foi uma brincadeira, a ambição estratégica e o desejo de expansão dos EUA já ficaram evidentes.
A situação geral está a evoluir para um cenário cada vez mais polarizado. A vantagem de poder dos EUA é evidente, mas também enfrentam o risco de dispersão de recursos devido à expansão. A Europa, embora esteja a fortalecer a sua unidade, tem capacidade de ação limitada e pouca confiança. A questão da soberania da Groenlândia ainda não está resolvida, e a Islândia também foi arrastada para este turbilhão. O futuro próximo permanece cheio de incertezas — se o governo Trump irá intensificar ainda mais as ações, ou como a Europa irá responder, tudo isso influenciará profundamente a evolução do cenário global.