Os erros mais comuns nas negociações de contratos não estão na técnica, mas numa armadilha cognitiva fatal: usar a taxa de sucesso para medir o sucesso ou fracasso.
Já vi muitos traders orgulharem-se de uma taxa de vitória de 80%, mas no final do mês, ao fazerem o balanço, o saldo da conta ainda está a encolher. Qual é o problema? A relação risco-recompensa.
Um fenómeno bastante comum: quando ganham, arriscam apenas 5% e saem, mas quando perdem, resistem a uma perda de 50%. Ganham dez vezes 50 euros, mas perdem uma vez 500 euros. Não importa como façam as contas, no final, o saldo é negativo. Isto não é má sorte, é a natureza humana a pregar partidas.
Quando estamos a lucrar, temos medo de reverter o ganho e apressamo-nos a garantir o lucro. Quando estamos a perder, alimentamos a esperança de uma recuperação do mercado. O mercado é como um caçador, especialista em explorar esse tipo de mentalidade.
A única solução para quebrar este ciclo é tornar a relação risco-recompensa a prioridade número um.
A minha abordagem é bastante direta. Se o potencial de lucro de uma operação não for pelo menos o dobro do potencial de perda (relação risco-recompensa ≥ 2:1), não faço a operação. Não é perder oportunidades, é garantir uma sobrevivência mais longa.
Como faço isso? Com três ações:
Primeiro, antes de entrar, é preciso fazer as contas. Determinar onde colocar o stop-loss e o objetivo, garantindo que o espaço de lucro seja pelo menos o dobro do espaço de perda. Caso contrário, nem abro a posição.
Segundo, usar ferramentas para evitar emoções. Configurar ordens de take profit e stop loss antecipadamente, tornando a execução automática. Assim, as oscilações do mercado e as tentações não te influenciam tanto.
Por último, criar o hábito de registrar e revisar as operações. Anotar a relação real de risco-recompensa de cada negociação, e no final do mês, avaliar o desempenho geral, identificando melhorias na entrada e saída.
A essência do trading não é quem acerta mais vezes. O verdadeiro vencedor é aquele que, na altura certa, deixa o lucro correr e, na altura errada, corta rapidamente. Disciplina para limitar perdas e permitir que as vantagens cresçam naturalmente — essa é a única regra para sobreviver a longo prazo no mercado.
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NervousFingers
· 16h atrás
Para ser honesto, a estratégia de 80% de taxa de vitória já foi completamente compreendida por nós, é fácil ganhar quando está no nosso lado, difícil quando estamos em desvantagem, no final das contas ainda acabamos sendo derrotados pela relação risco-recompensa.
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ForkLibertarian
· 16h atrás
80%胜率还亏钱,这得多能耐啊,哈哈
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Ganhar 5% e sair, perder 50% e aguentar, isso não é o auto-retrato da maioria das pessoas
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Razão de lucro/prejuízo ≥ 2:1 só entra em ação, parece simples, mas na prática é muito difícil
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A natureza humana é a presa do mercado, sem erro
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Automatizar take profit e stop loss, essa estratégia eu devia ter usado há muito tempo, é fácil ser enganado
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Sempre calcular tudo antes de abrir uma posição, parece certo, mas também dá a impressão de perder muitas oportunidades
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A disciplina é a lição mais cara
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RebaseVictim
· 16h atrás
80% de taxa de sucesso ainda assim a perder dinheiro, isto é absurdo, mostra que basicamente não entenderam a questão da relação risco-retorno.
Os erros mais comuns nas negociações de contratos não estão na técnica, mas numa armadilha cognitiva fatal: usar a taxa de sucesso para medir o sucesso ou fracasso.
Já vi muitos traders orgulharem-se de uma taxa de vitória de 80%, mas no final do mês, ao fazerem o balanço, o saldo da conta ainda está a encolher. Qual é o problema? A relação risco-recompensa.
Um fenómeno bastante comum: quando ganham, arriscam apenas 5% e saem, mas quando perdem, resistem a uma perda de 50%. Ganham dez vezes 50 euros, mas perdem uma vez 500 euros. Não importa como façam as contas, no final, o saldo é negativo. Isto não é má sorte, é a natureza humana a pregar partidas.
Quando estamos a lucrar, temos medo de reverter o ganho e apressamo-nos a garantir o lucro. Quando estamos a perder, alimentamos a esperança de uma recuperação do mercado. O mercado é como um caçador, especialista em explorar esse tipo de mentalidade.
A única solução para quebrar este ciclo é tornar a relação risco-recompensa a prioridade número um.
A minha abordagem é bastante direta. Se o potencial de lucro de uma operação não for pelo menos o dobro do potencial de perda (relação risco-recompensa ≥ 2:1), não faço a operação. Não é perder oportunidades, é garantir uma sobrevivência mais longa.
Como faço isso? Com três ações:
Primeiro, antes de entrar, é preciso fazer as contas. Determinar onde colocar o stop-loss e o objetivo, garantindo que o espaço de lucro seja pelo menos o dobro do espaço de perda. Caso contrário, nem abro a posição.
Segundo, usar ferramentas para evitar emoções. Configurar ordens de take profit e stop loss antecipadamente, tornando a execução automática. Assim, as oscilações do mercado e as tentações não te influenciam tanto.
Por último, criar o hábito de registrar e revisar as operações. Anotar a relação real de risco-recompensa de cada negociação, e no final do mês, avaliar o desempenho geral, identificando melhorias na entrada e saída.
A essência do trading não é quem acerta mais vezes. O verdadeiro vencedor é aquele que, na altura certa, deixa o lucro correr e, na altura errada, corta rapidamente. Disciplina para limitar perdas e permitir que as vantagens cresçam naturalmente — essa é a única regra para sobreviver a longo prazo no mercado.