Os mercados de futuros de café recuaram na sexta-feira à medida que atualizações meteorológicas alteraram o sentimento. O café arábica de março caiu -2,80 pontos (-0,78%), enquanto o café robusta de março caiu -3 pontos (-0,07%), cedendo ganhos anteriores na sessão, à medida que as previsões de precipitação para as principais regiões de cultivo do Brasil melhoraram na próxima semana.
Reversão do Tempo: Chuva Retorna ao Brasil
A mudança reflete uma alteração dramática em relação a poucos dias atrás. Na quinta-feira passada, o arábica disparou para um pico de um mês após relatos de precipitação inadequada em todo o Brasil, o maior fornecedor mundial de arábica. No entanto, a última avaliação da Somar Meteorologia conta uma história diferente. Os dados mostraram que Minas Gerais, representando a maior zona de cultivo de arábica do Brasil, registrou 26,5mm de precipitação na semana até 9 de janeiro — meramente 29% dos níveis sazonais típicos. Com a previsão de retorno da chuva, as preocupações de oferta de curto prazo que impulsionaram a alta desapareceram.
Panorama de Estoques: Sinais Mistos para o Mercado
Os níveis de estoque monitorados pela bolsa apresentam um pano de fundo nuançado. As reservas de arábica da ICE atingiram um piso de 1,75 anos de 398.645 sacos em meados de novembro, antes de se recuperarem para 461.829 sacos — um máximo de 2,5 meses — na quarta-feira passada. Os estoques de robusta também mostraram volatilidade, caindo para um mínimo de um ano de 4.012 lotes em dezembro, antes de subir novamente para 4.278 lotes no final do mês.
Esses níveis de estoque mais apertados normalmente sustentariam os preços, mas estão sendo ofuscados pelas expectativas de expansão da produção global.
Perspectivas de Produção: Os Ursos Assumem o Controle
A agência de cultivo do Brasil, Conab, aumentou sua estimativa de produção para 2025 em 2,4%, projetando 56,54 milhões de sacos em comparação com a previsão de setembro anterior de 55,20 milhões de sacos. O Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA apresentou uma visão ainda mais ampla em sua previsão de dezembro, prevendo uma produção mundial de 2025/26 de recorde de 178,848 milhões de sacos — um aumento de 2,0% ao ano — embora isso esconda tendências regionais divergentes.
A produção de arábica enfrenta ventos contrários, projetada para cair 4,7% para 95,515 milhões de sacos, enquanto o robusta sobe 10,9% para 83,333 milhões de sacos. Especificamente para o Brasil, a FAS estima uma queda de 3,1% para 63 milhões de sacos em 2025/26.
Surto de Exportação do Vietnã: Pressão sobre o Robusta Aumenta
As exportações de café do Vietnã contam uma história convincente de aumento das ofertas de robusta, o que tem pressionado os preços. As exportações do país para 2025 saltaram 17,5% ano a ano, atingindo 1,58 milhão de toneladas métricas, reforçando seu domínio como o maior produtor mundial de robusta. As projeções de produção também são otimistas — a produção deve subir 6% ao ano, atingindo 1,76 milhão de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos), marcando um recorde de quatro anos.
A Associação de Café e Cacau do Vietnã projetou cenários ainda mais otimistas, sugerindo que a produção de 2025/26 pode estar 10% acima dos níveis do ano anterior, se as condições climáticas favoráveis persistirem.
O Panorama Global: Crescimento da Oferta Supera a Demanda
Embora a Organização Internacional do Café tenha observado que as exportações globais para o ano de comercialização atual (outubro-setembro) caíram 0,3% ao ano, para 138,658 milhões de sacos, a narrativa de médio prazo permanece focada na oferta. A FAS prevê que os estoques ao final de 2025/26 encolherão 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos em 2024/25, mas esse cenário moderadamente mais apertado parece insuficiente para deter a tendência de queda nos preços.
A combinação do clima melhorando no Brasil, a produção crescente no Vietnã e a projeção de recordes na produção global criou um mercado de baixa para os futuros de café, explicando a performance de queda na sexta-feira e os obstáculos que provavelmente enfrentarão os preços no curto prazo.
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Quadro de Quotas de Futuros de Café em Queda Diante da Mudança Climática no Brasil
Os mercados de futuros de café recuaram na sexta-feira à medida que atualizações meteorológicas alteraram o sentimento. O café arábica de março caiu -2,80 pontos (-0,78%), enquanto o café robusta de março caiu -3 pontos (-0,07%), cedendo ganhos anteriores na sessão, à medida que as previsões de precipitação para as principais regiões de cultivo do Brasil melhoraram na próxima semana.
Reversão do Tempo: Chuva Retorna ao Brasil
A mudança reflete uma alteração dramática em relação a poucos dias atrás. Na quinta-feira passada, o arábica disparou para um pico de um mês após relatos de precipitação inadequada em todo o Brasil, o maior fornecedor mundial de arábica. No entanto, a última avaliação da Somar Meteorologia conta uma história diferente. Os dados mostraram que Minas Gerais, representando a maior zona de cultivo de arábica do Brasil, registrou 26,5mm de precipitação na semana até 9 de janeiro — meramente 29% dos níveis sazonais típicos. Com a previsão de retorno da chuva, as preocupações de oferta de curto prazo que impulsionaram a alta desapareceram.
Panorama de Estoques: Sinais Mistos para o Mercado
Os níveis de estoque monitorados pela bolsa apresentam um pano de fundo nuançado. As reservas de arábica da ICE atingiram um piso de 1,75 anos de 398.645 sacos em meados de novembro, antes de se recuperarem para 461.829 sacos — um máximo de 2,5 meses — na quarta-feira passada. Os estoques de robusta também mostraram volatilidade, caindo para um mínimo de um ano de 4.012 lotes em dezembro, antes de subir novamente para 4.278 lotes no final do mês.
Esses níveis de estoque mais apertados normalmente sustentariam os preços, mas estão sendo ofuscados pelas expectativas de expansão da produção global.
Perspectivas de Produção: Os Ursos Assumem o Controle
A agência de cultivo do Brasil, Conab, aumentou sua estimativa de produção para 2025 em 2,4%, projetando 56,54 milhões de sacos em comparação com a previsão de setembro anterior de 55,20 milhões de sacos. O Serviço de Agricultura Estrangeira do USDA apresentou uma visão ainda mais ampla em sua previsão de dezembro, prevendo uma produção mundial de 2025/26 de recorde de 178,848 milhões de sacos — um aumento de 2,0% ao ano — embora isso esconda tendências regionais divergentes.
A produção de arábica enfrenta ventos contrários, projetada para cair 4,7% para 95,515 milhões de sacos, enquanto o robusta sobe 10,9% para 83,333 milhões de sacos. Especificamente para o Brasil, a FAS estima uma queda de 3,1% para 63 milhões de sacos em 2025/26.
Surto de Exportação do Vietnã: Pressão sobre o Robusta Aumenta
As exportações de café do Vietnã contam uma história convincente de aumento das ofertas de robusta, o que tem pressionado os preços. As exportações do país para 2025 saltaram 17,5% ano a ano, atingindo 1,58 milhão de toneladas métricas, reforçando seu domínio como o maior produtor mundial de robusta. As projeções de produção também são otimistas — a produção deve subir 6% ao ano, atingindo 1,76 milhão de toneladas métricas (29,4 milhões de sacos), marcando um recorde de quatro anos.
A Associação de Café e Cacau do Vietnã projetou cenários ainda mais otimistas, sugerindo que a produção de 2025/26 pode estar 10% acima dos níveis do ano anterior, se as condições climáticas favoráveis persistirem.
O Panorama Global: Crescimento da Oferta Supera a Demanda
Embora a Organização Internacional do Café tenha observado que as exportações globais para o ano de comercialização atual (outubro-setembro) caíram 0,3% ao ano, para 138,658 milhões de sacos, a narrativa de médio prazo permanece focada na oferta. A FAS prevê que os estoques ao final de 2025/26 encolherão 5,4%, para 20,148 milhões de sacos, de 21,307 milhões de sacos em 2024/25, mas esse cenário moderadamente mais apertado parece insuficiente para deter a tendência de queda nos preços.
A combinação do clima melhorando no Brasil, a produção crescente no Vietnã e a projeção de recordes na produção global criou um mercado de baixa para os futuros de café, explicando a performance de queda na sexta-feira e os obstáculos que provavelmente enfrentarão os preços no curto prazo.