Desde que Shane O’Kelly assumiu como CEO em setembro de 2023, a Advance Auto Parts implementou uma reestruturação agressiva. A empresa fechou mais de 700 locais com desempenho inferior para concentrar operações em mercados onde detém uma posição dominante de “Nº 1 ou Nº 2 em termos de densidade de lojas”. Esta abordagem seletiva difere marcadamente das tentativas anteriores de recuperação, que careciam de foco estratégico.
Olhando para o futuro, a empresa planeja expandir com 100 novas lojas até 2027, complementando as 30 lojas já inauguradas em 2025. Estas não são lojas de retalho padrão—são projetadas como lojas “hub de mercado” que possuem três a quatro vezes mais profundidade de inventário do que as lojas tradicionais da Advance Auto. A ênfase na entrega de peças no mesmo dia também posiciona a empresa para atender melhor os mecânicos profissionais, um segmento de mercado crucial onde a rapidez é fundamental.
O Caso de Valorização: Por que a ação parece atrativa
Com base na relação preço-vendas, a Advance Auto Parts negocia a níveis que normalmente indicariam dificuldades. No entanto, o verdadeiro problema não é a métrica de avaliação em si—é o que a impulsiona. A ação permanece consistentemente subvalorizada porque a empresa historicamente não conseguiu gerar margens de lucro comparáveis às de concorrentes como AutoZone e O’Reilly Automotive.
As margens atuais de EBITDA ficam significativamente atrás dos benchmarks dos pares, criando uma lacuna de valor que oferece oportunidade ou um aviso, dependendo da execução. Se a gestão conseguir reduzir essa diferença de margem através de eficiência operacional e benefícios de escala provenientes da rede de lojas reestruturada, os acionistas poderão ver um potencial de valorização substancial.
Primeiros sinais de melhoria (E preocupações persistentes)
As últimas tendências de margem mostram um aumento modesto em comparação com anos recentes, sugerindo que a reestruturação pode finalmente estar ganhando tração. Ao contrário de tentativas anteriores frustradas, este plano inclui mudanças operacionais concretas—racionalização de lojas, otimização de inventário e infraestrutura de entrega—em vez de ajustes superficiais.
No entanto, os riscos de reversão ainda existem. O setor automotivo de varejo continua altamente competitivo, e falhas na execução podem comprometer o momentum. A empresa precisa provar que consegue sustentar a expansão de margens enquanto abre novas lojas e mantém a retenção de clientes durante a transição de fechamento de lojas.
Quem Deve Considerar Este Investimento?
A Advance Auto Parts é uma ação para investidores com alta tolerância à incerteza que acreditam na capacidade de execução da nova liderança. Investidores de valor profundo que veem a dinâmica competitiva mudando a favor da gestão podem considerar esta uma oportunidade atraente. Para carteiras conservadoras que buscam exposição de menor risco, concorrentes estabelecidos com lucratividade mais previsível podem ser alternativas mais adequadas.
A capacidade da empresa de cumprir seu plano estratégico nos próximos 18-24 meses determinará se as melhorias iniciais de margem representam uma recuperação genuína ou mais uma oportunidade perdida.
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A Advance Auto Parts pode desbloquear um crescimento real? A estratégia de reviravolta explicada
O Plano de Reestruturação: Uma Nova Abordagem
Desde que Shane O’Kelly assumiu como CEO em setembro de 2023, a Advance Auto Parts implementou uma reestruturação agressiva. A empresa fechou mais de 700 locais com desempenho inferior para concentrar operações em mercados onde detém uma posição dominante de “Nº 1 ou Nº 2 em termos de densidade de lojas”. Esta abordagem seletiva difere marcadamente das tentativas anteriores de recuperação, que careciam de foco estratégico.
Olhando para o futuro, a empresa planeja expandir com 100 novas lojas até 2027, complementando as 30 lojas já inauguradas em 2025. Estas não são lojas de retalho padrão—são projetadas como lojas “hub de mercado” que possuem três a quatro vezes mais profundidade de inventário do que as lojas tradicionais da Advance Auto. A ênfase na entrega de peças no mesmo dia também posiciona a empresa para atender melhor os mecânicos profissionais, um segmento de mercado crucial onde a rapidez é fundamental.
O Caso de Valorização: Por que a ação parece atrativa
Com base na relação preço-vendas, a Advance Auto Parts negocia a níveis que normalmente indicariam dificuldades. No entanto, o verdadeiro problema não é a métrica de avaliação em si—é o que a impulsiona. A ação permanece consistentemente subvalorizada porque a empresa historicamente não conseguiu gerar margens de lucro comparáveis às de concorrentes como AutoZone e O’Reilly Automotive.
As margens atuais de EBITDA ficam significativamente atrás dos benchmarks dos pares, criando uma lacuna de valor que oferece oportunidade ou um aviso, dependendo da execução. Se a gestão conseguir reduzir essa diferença de margem através de eficiência operacional e benefícios de escala provenientes da rede de lojas reestruturada, os acionistas poderão ver um potencial de valorização substancial.
Primeiros sinais de melhoria (E preocupações persistentes)
As últimas tendências de margem mostram um aumento modesto em comparação com anos recentes, sugerindo que a reestruturação pode finalmente estar ganhando tração. Ao contrário de tentativas anteriores frustradas, este plano inclui mudanças operacionais concretas—racionalização de lojas, otimização de inventário e infraestrutura de entrega—em vez de ajustes superficiais.
No entanto, os riscos de reversão ainda existem. O setor automotivo de varejo continua altamente competitivo, e falhas na execução podem comprometer o momentum. A empresa precisa provar que consegue sustentar a expansão de margens enquanto abre novas lojas e mantém a retenção de clientes durante a transição de fechamento de lojas.
Quem Deve Considerar Este Investimento?
A Advance Auto Parts é uma ação para investidores com alta tolerância à incerteza que acreditam na capacidade de execução da nova liderança. Investidores de valor profundo que veem a dinâmica competitiva mudando a favor da gestão podem considerar esta uma oportunidade atraente. Para carteiras conservadoras que buscam exposição de menor risco, concorrentes estabelecidos com lucratividade mais previsível podem ser alternativas mais adequadas.
A capacidade da empresa de cumprir seu plano estratégico nos próximos 18-24 meses determinará se as melhorias iniciais de margem representam uma recuperação genuína ou mais uma oportunidade perdida.