A governação de riscos das criptomoedas voltou a ser uma prioridade para as autoridades reguladoras na China. Recentemente, o Banco Popular da China, em conjunto com vários departamentos governamentais, realizou uma reunião de coordenação sobre a especulação em transações de criptomoedas, reafirmando a sua postura firme nesta área. Esta declaração de política é vista pela indústria como a mais significativa desde a proibição total da mineração de criptomoedas em 2021.
Banco Central em conjunto com 13 departamentos: nível de supervisão sem precedentes
No final de novembro, o Banco Popular da China realizou a “Reunião de Coordenação para Combater a Especulação em Transações de Criptomoedas”, reunindo representantes de 13 departamentos governamentais, incluindo o Ministério da Segurança Pública, o Escritório Central de Informação na Internet, o Escritório Central de Finanças e o Supremo Tribunal Popular. Esta formação demonstra claramente a determinação da China em regular as criptomoedas.
De acordo com o comunicado do banco central, a China já tinha emitido uma proibição total sobre transações de criptomoedas em 2017, e em 2021 avançou ainda mais na implementação de políticas que proibiram completamente a mineração de criptomoedas. Ao longo dos anos, os diversos departamentos alcançaram resultados visíveis no combate à especulação com criptomoedas, e as irregularidades relacionadas foram eficazmente controladas. No entanto, recentemente, devido a vários fatores, a especulação com criptomoedas voltou a aumentar, com atividades ilegais e criminosas ocorrendo com alguma frequência, o que apresenta novos desafios para a prevenção de riscos financeiros.
Stablecoins sob foco regulatório: lavagem de dinheiro e riscos emergentes
Na reunião de coordenação, as stablecoins foram destacadas como uma área de atenção prioritária. O Banco Central da China afirmou claramente que as stablecoins apresentam várias vulnerabilidades regulatórias. Em primeiro lugar, as stablecoins “não conseguem satisfazer de forma eficaz os requisitos de identificação de clientes, combate à lavagem de dinheiro e outros aspectos”, o que ameaça diretamente a segurança do sistema financeiro.
Mais importante ainda, as stablecoins são suscetíveis de serem utilizadas para lavagem de dinheiro, fraudes de captação de fundos, transferências ilegais de fundos transfronteiriços e outras atividades ilícitas. Esses riscos tornam o ecossistema de criptomoedas um terreno fértil para criminosos, colocando em perigo a segurança patrimonial dos cidadãos e a ordem financeira e económica. O banco central enfatizou que todas as entidades continuarão a combater atividades financeiras ilegais relacionadas com criptomoedas, reforçando o intercâmbio de informações, aprimorando as capacidades de monitorização e combatendo severamente atividades criminosas ilegais.
Políticas de Hong Kong adotam abordagem diferente, contrastando com a China
Curiosamente, enquanto a China mantém uma proibição rigorosa das criptomoedas, Hong Kong adotou uma estratégia completamente oposta nos últimos dois anos. Hong Kong tem promovido ativamente o desenvolvimento da indústria de criptomoedas, estabelecendo um sistema de licenciamento para bolsas de troca e emissores de stablecoins, atraindo várias empresas internacionais.
Esta postura mais aberta também atraiu grandes empresas tecnológicas do interior da China. O Grupo Ant e a JD.com manifestaram interesse em emitir stablecoins denominadas em “RMB offshore” em Hong Kong, tentando expandir os seus negócios. No entanto, após o Banco Central da China e o Escritório Central de Informação na Internet emitirem orientações claras de que “não devem continuar a avançar” com esses projetos, ambas as empresas suspenderam temporariamente os planos relacionados às stablecoins.
Esta “freio” regulatório reflete claramente a orientação política da China em relação às criptomoedas. Seja na China continental ou em Hong Kong, as empresas que operam nestes mercados devem cumprir as políticas do Banco Central. A determinação da China em prevenir riscos associados às criptomoedas permanece inalterada, independentemente da região, e esta postura consistente garante uma base sólida para a estabilidade da ordem financeira.
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O Banco Central da China volta a atacar com força as criptomoedas, com vários departamentos a unir esforços para reforçar a postura regulatória
A governação de riscos das criptomoedas voltou a ser uma prioridade para as autoridades reguladoras na China. Recentemente, o Banco Popular da China, em conjunto com vários departamentos governamentais, realizou uma reunião de coordenação sobre a especulação em transações de criptomoedas, reafirmando a sua postura firme nesta área. Esta declaração de política é vista pela indústria como a mais significativa desde a proibição total da mineração de criptomoedas em 2021.
Banco Central em conjunto com 13 departamentos: nível de supervisão sem precedentes
No final de novembro, o Banco Popular da China realizou a “Reunião de Coordenação para Combater a Especulação em Transações de Criptomoedas”, reunindo representantes de 13 departamentos governamentais, incluindo o Ministério da Segurança Pública, o Escritório Central de Informação na Internet, o Escritório Central de Finanças e o Supremo Tribunal Popular. Esta formação demonstra claramente a determinação da China em regular as criptomoedas.
De acordo com o comunicado do banco central, a China já tinha emitido uma proibição total sobre transações de criptomoedas em 2017, e em 2021 avançou ainda mais na implementação de políticas que proibiram completamente a mineração de criptomoedas. Ao longo dos anos, os diversos departamentos alcançaram resultados visíveis no combate à especulação com criptomoedas, e as irregularidades relacionadas foram eficazmente controladas. No entanto, recentemente, devido a vários fatores, a especulação com criptomoedas voltou a aumentar, com atividades ilegais e criminosas ocorrendo com alguma frequência, o que apresenta novos desafios para a prevenção de riscos financeiros.
Stablecoins sob foco regulatório: lavagem de dinheiro e riscos emergentes
Na reunião de coordenação, as stablecoins foram destacadas como uma área de atenção prioritária. O Banco Central da China afirmou claramente que as stablecoins apresentam várias vulnerabilidades regulatórias. Em primeiro lugar, as stablecoins “não conseguem satisfazer de forma eficaz os requisitos de identificação de clientes, combate à lavagem de dinheiro e outros aspectos”, o que ameaça diretamente a segurança do sistema financeiro.
Mais importante ainda, as stablecoins são suscetíveis de serem utilizadas para lavagem de dinheiro, fraudes de captação de fundos, transferências ilegais de fundos transfronteiriços e outras atividades ilícitas. Esses riscos tornam o ecossistema de criptomoedas um terreno fértil para criminosos, colocando em perigo a segurança patrimonial dos cidadãos e a ordem financeira e económica. O banco central enfatizou que todas as entidades continuarão a combater atividades financeiras ilegais relacionadas com criptomoedas, reforçando o intercâmbio de informações, aprimorando as capacidades de monitorização e combatendo severamente atividades criminosas ilegais.
Políticas de Hong Kong adotam abordagem diferente, contrastando com a China
Curiosamente, enquanto a China mantém uma proibição rigorosa das criptomoedas, Hong Kong adotou uma estratégia completamente oposta nos últimos dois anos. Hong Kong tem promovido ativamente o desenvolvimento da indústria de criptomoedas, estabelecendo um sistema de licenciamento para bolsas de troca e emissores de stablecoins, atraindo várias empresas internacionais.
Esta postura mais aberta também atraiu grandes empresas tecnológicas do interior da China. O Grupo Ant e a JD.com manifestaram interesse em emitir stablecoins denominadas em “RMB offshore” em Hong Kong, tentando expandir os seus negócios. No entanto, após o Banco Central da China e o Escritório Central de Informação na Internet emitirem orientações claras de que “não devem continuar a avançar” com esses projetos, ambas as empresas suspenderam temporariamente os planos relacionados às stablecoins.
Esta “freio” regulatório reflete claramente a orientação política da China em relação às criptomoedas. Seja na China continental ou em Hong Kong, as empresas que operam nestes mercados devem cumprir as políticas do Banco Central. A determinação da China em prevenir riscos associados às criptomoedas permanece inalterada, independentemente da região, e esta postura consistente garante uma base sólida para a estabilidade da ordem financeira.