Os grandes bancos de Wall Street competem por entrar no mercado de criptomoedas, o gigante de gestão de ativos UBS de 4,7 trilhões de dólares abre oficialmente negociações de Bitcoin

A atitude do setor financeiro tradicional em relação às criptomoedas está a acelerar a sua transformação. o Grupo UBS planeia abrir negociações de Bitcoin e Ethereum a alguns clientes de private banking, o que não só representa um importante ajustamento estratégico de uma das principais gestoras de ativos globais, como também reflete uma nova perceção de todo o Wall Street relativamente aos ativos digitais.

Sinal-chave da entrada dos grandes bancos

De acordo com as últimas notícias, o UBS inicialmente permitirá que clientes específicos do private banking na Suíça comprem e vendam Bitcoin e Ethereum, podendo posteriormente expandir este serviço para a Ásia-Pacífico e Estados Unidos. Até 30 de setembro de 2025, o UBS gere cerca de 4,7 biliões de dólares em ativos, o que significa que, uma vez que este serviço seja totalmente implementado, trará uma entrada de fundos significativa para o mercado.

É importante notar que o UBS não é a primeira instituição a envolver-se no setor das criptomoedas. Em novembro de 2023, a instituição já tinha aberto negociações de ETFs de criptomoedas a clientes de gestão de património em Hong Kong. Esta iniciativa vai ainda mais longe, oferecendo diretamente negociações à vista de Bitcoin e Ethereum, o que indica que a postura do UBS relativamente aos ativos digitais mudou de uma atitude de “seguir passivamente” para uma de “agir proativamente”.

Demanda do mercado e pressão competitiva dupla

A procura dos clientes é o principal motor

As notícias indicam claramente que esta ação foi motivada pelo aumento da procura de clientes de gestão de património por ativos digitais. Isto reflete uma realidade: clientes de alto património já não consideram os ativos digitais como um investimento de nicho, mas sim como uma componente importante na alocação de ativos.

A competição em Wall Street intensifica-se

Esta iniciativa do UBS também foi parcialmente impulsionada pela pressão dos concorrentes. JPMorgan, Morgan Stanley e outros competidores de Wall Street já expandiram as suas operações em ativos digitais, e o UBS, se não acompanhar, poderá ficar atrás na disputa pelos clientes de alto património. Isto cria um ciclo virtuoso: a entrada dos grandes bancos impulsiona a normalização do mercado, o que atrai mais fundos institucionais, levando a mais entrada de capital e, por sua vez, a uma maior adesão de outros grandes bancos.

O consenso estratégico por trás das declarações do CEO

Sergio Ermotti, CEO do UBS, afirmou recentemente na Fórum Económico Mundial de Davos que “a blockchain é o futuro do setor bancário tradicional, e os dois irão fundir-se”. Esta não é apenas uma frase oficial, mas uma declaração clara da direção estratégica do UBS. Ermotti já tinha mencionado em 2018 que a blockchain era quase uma condição essencial para que as empresas mantivessem a sua competitividade, e a sua previsão de que a blockchain irá transformar a estrutura de custos do setor nos próximos 5 a 10 anos está a tornar-se realidade. Essa linha do tempo está a aproximar-se.

Considerações estratégicas na expansão global

A estratégia de expansão do UBS merece atenção: começa pela Suíça, um centro financeiro global, e depois expande para a Ásia-Pacífico e Estados Unidos. Esta sequência reflete o raciocínio estratégico do banco: validar o modelo em mercados relativamente maduros primeiro, antes de se expandir para os maiores mercados de gestão de património (EUA) e para os de crescimento mais rápido (Ásia-Pacífico).

Significado no contexto do mercado

Atualmente, o preço do Bitcoin oscila perto de 88.979 dólares (queda de 1,11% nas últimas 24 horas), com uma capitalização de mercado de 1,78 biliões de dólares, representando 59,20% do mercado. Com esta escala de mercado, a entrada de uma grande gestora de ativos como o UBS significa que o canal de entrada de fundos institucionais está a abrir-se, a liquidez do mercado deve melhorar ainda mais, e o mecanismo de descoberta de preços será mais eficiente.

Perspetivas futuras

O UBS está atualmente a selecionar parceiros de colaboração, com discussões que já duram vários meses, e ainda não foi tomada uma decisão final. Isto significa que a implementação real do serviço ainda levará algum tempo. No entanto, do ponto de vista dos sinais, já é uma direção clara. Espera-se que outros grandes bancos acompanhem de perto o progresso do UBS, e uma vez que o banco consiga lançar com sucesso, poderá desencadear um efeito “dominó”.

Resumo

A abertura do UBS ao público de private banking para negociações de Bitcoin e Ethereum marca uma mudança de fundo na postura das instituições financeiras tradicionais relativamente aos ativos digitais. Não se trata de uma iniciativa isolada de um banco, mas de uma perceção coletiva de todo o Wall Street sobre as necessidades do mercado, o cenário competitivo e as tendências de longo prazo. Desde as declarações estratégicas do CEO até às ações concretas, o UBS demonstra uma verdadeira implementação da sua visão de que “a blockchain é o futuro do setor bancário”. Para o mercado, a entrada oficial dos grandes bancos indica que os ativos digitais estão a passar de um investimento alternativo para um ativo mainstream.

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