O mercado financeiro global em 2025 discutiu histórias semelhantes ao ciclo da chuva—alguns períodos de enchentes de água, outros de seca extrema. Desde a subida de 367% de certos ativos até ao colapso súbito de tendências, o mercado revelou ciclos repetitivos e preocupantes: confiança → entrada de capital → bolha de preços → exposição ao risco → explosão.
Para os investidores na era das criptomoedas, 2025 foi repleto de “apostas de alta confiança” e “reversões rápidas”. Desde as salas de negociação de títulos em Tóquio até os traders de câmbio em Istambul, os mercados trouxeram tanto lucros astronômicos quanto perdas agudas. O preço do ouro atingiu recordes históricos, as ações de hipotecas residenciais foram altamente voláteis, e os investidores enfrentaram mudanças tão rápidas que mal tiveram tempo de reagir.
Por trás de toda essa agitação, há um padrão repetitivo—um ciclo que conta a história do mercado e nos alerta sobre riscos ocultos na sombra. Como baratas escondidas em qualquer lugar.
Ativos digitais e política: bolhas curtas alimentadas por força política
No universo das criptomoedas, o fato de investidores se deixarem levar por questões políticas tornou-se combustível importante para o mercado. Quando Donald Trump assumiu a presidência, a crença de que “todos os ativos relacionados a Trump irão valorizar” tornou-se uma opinião popular.
Empresas e tokens ligados à marca Trump rapidamente subiram de valor: a moeda Meme de Trump disparou desde o lançamento, Melania Trump lançou seu próprio token privado, e a World Liberty Financial, relacionada à família Trump, começou a negociar o token WLFI, seguido por outras transações, como a American Bitcoin, uma mineradora de criptomoedas de Eric Trump que entrou na bolsa em setembro.
Porém, a história dessa força política curta foi breve: em 23 de dezembro, a Meme de Trump perdeu mais de 80% do valor desde o pico de janeiro; a Meme de Melania caiu quase 99%; e as ações da American Bitcoin caíram cerca de 80%.
“Política pode gerar popularidade de curto prazo, mas não consegue impedir as leis da especulação”, revela esse ciclo brutal: confiança → compra alavancada → preços em alta → liquidez reduzida → explosão. Enquanto o Bitcoin serve como principal indicador do setor, também tende a registrar perdas anuais após atingir máximos em outubro.
Ações de IA e especulação de “ciclo curto”: quando Burry percebeu o primeiro inseto
Após uma alta de mais de três anos nas ações de IA, o renomado gestor de fundos de hedge Michael Burry, conhecido por prever a crise de 2008, deu um alerta em novembro.
Burry revelou que possuía opções de venda (puts) na Nvidia e na Palantir Technologies, com preços de exercício muito abaixo do valor de mercado, entre 47% e 76%. Essa revelação foi um sinal importante: o mercado de IA, que atraía enormes fluxos de capital para poucas empresas, começava a questionar suas avaliações excessivas.
“Mercado dominado por poucas ações de IA, com entrada massiva de capital passivo e baixa volatilidade” criou uma bolha cheia de riscos. Burry viu o primeiro inseto—e, como na experiência, quando se vê um, há muitos mais escondidos. Ele elaborou uma estratégia de compra precisa: comprar puts na Palantir a US$1,84, visando lucrar com a queda das ações.
Lucros aconteceram: esses puts subiram 101% em menos de três semanas, revelando a melancolia por trás do brilho da bolha de mercado.
Bolha de defesa europeia: quando o ciclo geopolítico impulsiona o capital
Enquanto a bolha digital explodia, uma nova se formava em outro lugar—desta vez, no setor de defesa europeu.
Mudanças geopolíticas impulsionaram compras em larga escala: os planos de Trump de reduzir o orçamento militar da Ucrânia fizeram a Europa aumentar seus gastos de defesa. Em 23 de dezembro, a Rheinmetall AG, da Alemanha, viu suas ações subir cerca de 150% desde o início do ano, enquanto a Leonardo SpA, da Itália, cresceu mais de 90%.
Antes, muitos gestores evitavam ações de defesa por questões ESG (ambiental, social e governança), mas agora mudaram de postura. A Sycomore Asset Management declarou: “Reintroduzimos ativos de defesa em nossos fundos ESG no início do ano. A mudança de paradigma é clara, e precisamos proteger nossos valores.”
Diversas empresas de defesa, de fabricantes de óculos a produtores de produtos químicos, foram compradas com forte capital. O índice europeu de defesa da Bloomberg subiu mais de 70% desde o começo do ano.
Porém, essa história também é estudada: o “peso reputacional” se transforma em “bem público” quando a geopolítica muda. Os fluxos de capital frequentemente antecedem mudanças ideológicas. Essa bolha pode durar mais que outras, pois há uma demanda real, mas ainda faz parte do ciclo.
Carry trade: o colapso e o “som” das transações passadas
Quando os ativos de liderança desaparecem, investidores buscam outros pontos no ciclo. Em 2024, o carry trade na Turquia teve desempenho excelente: o retorno dos títulos turcos superou 40%, e o banco central prometeu manter a estabilidade cambial.
Muitos tomaram empréstimos internacionais a custos baixos e investiram em ativos turcos de alto retorno. Bilhões de dólares entraram no país. Mas, na manhã de 19 de março, a polícia turca invadiu a casa do prefeito de uma cidade opositora, protestos massivos eclodiram, e a lira turca despencou em poucos minutos.
O banco central não conseguiu sustentar a moeda. Nesse mês, a lira perdeu cerca de 17% em relação ao dólar. O uso de alavancagem reduziu ainda mais o valor de mercado. Quando esse momento chegou, a “confiança”—a única base dessas operações—desmoronou.
Gestão de crédito: ciclo de esperança e desespero
O ponto central do risco oculto é o mercado de crédito. Em 2025, os investidores aprenderam duramente sobre os perigos de crédito. Empresas antes consideradas sólidas enfrentaram dificuldades: a Saks Global reestruturou US$2,2 bilhões em bonds, que agora são negociados abaixo de 60% do valor de face.
A New Fortress Energy e a Tricolor perderam bilhões de dólares em valor de mercado. Em alguns casos, a subavaliação foi um problema; em outros, fraudes complexas ou hipotecas sobre ativos sobrepostos.
O JPMorgan Chase já tinha “baratas” no setor de crédito. O CEO Jamie Dimon alertou em outubro: “Quando você vê uma barata, provavelmente há muitas escondidas na sombra.”
Esse risco de “baratas” é um sinal de alerta para um novo ciclo. Anos atrás, as baixas taxas de inadimplência e políticas monetárias frouxas reduziram os padrões de concessão de crédito. A verificação de fundamentos, hipotecas sobre ativos sobrepostos e garantias de apoio aos credores foram relaxadas.
Fannie Mae e Freddie Mac: o renascimento dos “gêmeos tóxicos”
O ápice desse ciclo é o impulso de investimento que vira de cabeça para baixo. Após anos de espera, Bill Ackman e outros investidores receberam esperança quando o governo anunciou a possibilidade de listar Fannie Mae e Freddie Mac na bolsa.
De início do ano até o pico de setembro, as ações dessas empresas subiram 367%—um dos maiores lucros do ano. Mas a história ainda não acabou. Até mesmo Michael Burry, antigo investidor em Fannie Mae, mudou de opinião e anunciou uma visão otimista em um artigo de 6.000 palavras em dezembro.
A grande questão permanece: por quanto tempo essa confiança dura? O mercado nos mostra: a confiança pode mudar rapidamente.
Investidores entre as chuvas: lições do ciclo de 2025
O ciclo da chuva conta uma história imprevisível para os mercados: quando há confiança, o capital entra, os investidores usam alavancagem, os preços inflacionam, sinais de alerta aparecem (como o primeiro inseto), o mercado começa a recuar, a liquidez desaparece e, por fim, há a explosão.
Em 2025, esse ciclo se repetiu várias vezes: desde as bolhas digitais de Trump, passando por IA, Europa, Turquia, gestão de crédito, até Fannie Mae/Freddie Mac—todos seguindo o mesmo padrão. Confiança, preço, instabilidade, explosão.
Investidores mais inteligentes, como Michael Burry e Jim Chanos, alertaram: eles viram os insetos e concluíram que há uma instabilidade no mercado, uma “sacudida” que ainda está por vir. O ciclo da chuva continua, ano após ano, em 2026 e além. O capital entrará, as bolhas se formarão, e os insetos aparecerão. Os investidores que sobreviverem serão aqueles que entenderem esse ciclo e souberem quando entrar e sair, não aqueles que acreditam que desta vez é “diferente”.
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Bolhas, baratas e o ciclo da chuva: decifrando as reviravoltas do mercado global em 2025
O mercado financeiro global em 2025 discutiu histórias semelhantes ao ciclo da chuva—alguns períodos de enchentes de água, outros de seca extrema. Desde a subida de 367% de certos ativos até ao colapso súbito de tendências, o mercado revelou ciclos repetitivos e preocupantes: confiança → entrada de capital → bolha de preços → exposição ao risco → explosão.
Para os investidores na era das criptomoedas, 2025 foi repleto de “apostas de alta confiança” e “reversões rápidas”. Desde as salas de negociação de títulos em Tóquio até os traders de câmbio em Istambul, os mercados trouxeram tanto lucros astronômicos quanto perdas agudas. O preço do ouro atingiu recordes históricos, as ações de hipotecas residenciais foram altamente voláteis, e os investidores enfrentaram mudanças tão rápidas que mal tiveram tempo de reagir.
Por trás de toda essa agitação, há um padrão repetitivo—um ciclo que conta a história do mercado e nos alerta sobre riscos ocultos na sombra. Como baratas escondidas em qualquer lugar.
Ativos digitais e política: bolhas curtas alimentadas por força política
No universo das criptomoedas, o fato de investidores se deixarem levar por questões políticas tornou-se combustível importante para o mercado. Quando Donald Trump assumiu a presidência, a crença de que “todos os ativos relacionados a Trump irão valorizar” tornou-se uma opinião popular.
Empresas e tokens ligados à marca Trump rapidamente subiram de valor: a moeda Meme de Trump disparou desde o lançamento, Melania Trump lançou seu próprio token privado, e a World Liberty Financial, relacionada à família Trump, começou a negociar o token WLFI, seguido por outras transações, como a American Bitcoin, uma mineradora de criptomoedas de Eric Trump que entrou na bolsa em setembro.
Porém, a história dessa força política curta foi breve: em 23 de dezembro, a Meme de Trump perdeu mais de 80% do valor desde o pico de janeiro; a Meme de Melania caiu quase 99%; e as ações da American Bitcoin caíram cerca de 80%.
“Política pode gerar popularidade de curto prazo, mas não consegue impedir as leis da especulação”, revela esse ciclo brutal: confiança → compra alavancada → preços em alta → liquidez reduzida → explosão. Enquanto o Bitcoin serve como principal indicador do setor, também tende a registrar perdas anuais após atingir máximos em outubro.
Ações de IA e especulação de “ciclo curto”: quando Burry percebeu o primeiro inseto
Após uma alta de mais de três anos nas ações de IA, o renomado gestor de fundos de hedge Michael Burry, conhecido por prever a crise de 2008, deu um alerta em novembro.
Burry revelou que possuía opções de venda (puts) na Nvidia e na Palantir Technologies, com preços de exercício muito abaixo do valor de mercado, entre 47% e 76%. Essa revelação foi um sinal importante: o mercado de IA, que atraía enormes fluxos de capital para poucas empresas, começava a questionar suas avaliações excessivas.
“Mercado dominado por poucas ações de IA, com entrada massiva de capital passivo e baixa volatilidade” criou uma bolha cheia de riscos. Burry viu o primeiro inseto—e, como na experiência, quando se vê um, há muitos mais escondidos. Ele elaborou uma estratégia de compra precisa: comprar puts na Palantir a US$1,84, visando lucrar com a queda das ações.
Lucros aconteceram: esses puts subiram 101% em menos de três semanas, revelando a melancolia por trás do brilho da bolha de mercado.
Bolha de defesa europeia: quando o ciclo geopolítico impulsiona o capital
Enquanto a bolha digital explodia, uma nova se formava em outro lugar—desta vez, no setor de defesa europeu.
Mudanças geopolíticas impulsionaram compras em larga escala: os planos de Trump de reduzir o orçamento militar da Ucrânia fizeram a Europa aumentar seus gastos de defesa. Em 23 de dezembro, a Rheinmetall AG, da Alemanha, viu suas ações subir cerca de 150% desde o início do ano, enquanto a Leonardo SpA, da Itália, cresceu mais de 90%.
Antes, muitos gestores evitavam ações de defesa por questões ESG (ambiental, social e governança), mas agora mudaram de postura. A Sycomore Asset Management declarou: “Reintroduzimos ativos de defesa em nossos fundos ESG no início do ano. A mudança de paradigma é clara, e precisamos proteger nossos valores.”
Diversas empresas de defesa, de fabricantes de óculos a produtores de produtos químicos, foram compradas com forte capital. O índice europeu de defesa da Bloomberg subiu mais de 70% desde o começo do ano.
Porém, essa história também é estudada: o “peso reputacional” se transforma em “bem público” quando a geopolítica muda. Os fluxos de capital frequentemente antecedem mudanças ideológicas. Essa bolha pode durar mais que outras, pois há uma demanda real, mas ainda faz parte do ciclo.
Carry trade: o colapso e o “som” das transações passadas
Quando os ativos de liderança desaparecem, investidores buscam outros pontos no ciclo. Em 2024, o carry trade na Turquia teve desempenho excelente: o retorno dos títulos turcos superou 40%, e o banco central prometeu manter a estabilidade cambial.
Muitos tomaram empréstimos internacionais a custos baixos e investiram em ativos turcos de alto retorno. Bilhões de dólares entraram no país. Mas, na manhã de 19 de março, a polícia turca invadiu a casa do prefeito de uma cidade opositora, protestos massivos eclodiram, e a lira turca despencou em poucos minutos.
O banco central não conseguiu sustentar a moeda. Nesse mês, a lira perdeu cerca de 17% em relação ao dólar. O uso de alavancagem reduziu ainda mais o valor de mercado. Quando esse momento chegou, a “confiança”—a única base dessas operações—desmoronou.
Gestão de crédito: ciclo de esperança e desespero
O ponto central do risco oculto é o mercado de crédito. Em 2025, os investidores aprenderam duramente sobre os perigos de crédito. Empresas antes consideradas sólidas enfrentaram dificuldades: a Saks Global reestruturou US$2,2 bilhões em bonds, que agora são negociados abaixo de 60% do valor de face.
A New Fortress Energy e a Tricolor perderam bilhões de dólares em valor de mercado. Em alguns casos, a subavaliação foi um problema; em outros, fraudes complexas ou hipotecas sobre ativos sobrepostos.
O JPMorgan Chase já tinha “baratas” no setor de crédito. O CEO Jamie Dimon alertou em outubro: “Quando você vê uma barata, provavelmente há muitas escondidas na sombra.”
Esse risco de “baratas” é um sinal de alerta para um novo ciclo. Anos atrás, as baixas taxas de inadimplência e políticas monetárias frouxas reduziram os padrões de concessão de crédito. A verificação de fundamentos, hipotecas sobre ativos sobrepostos e garantias de apoio aos credores foram relaxadas.
Fannie Mae e Freddie Mac: o renascimento dos “gêmeos tóxicos”
O ápice desse ciclo é o impulso de investimento que vira de cabeça para baixo. Após anos de espera, Bill Ackman e outros investidores receberam esperança quando o governo anunciou a possibilidade de listar Fannie Mae e Freddie Mac na bolsa.
De início do ano até o pico de setembro, as ações dessas empresas subiram 367%—um dos maiores lucros do ano. Mas a história ainda não acabou. Até mesmo Michael Burry, antigo investidor em Fannie Mae, mudou de opinião e anunciou uma visão otimista em um artigo de 6.000 palavras em dezembro.
A grande questão permanece: por quanto tempo essa confiança dura? O mercado nos mostra: a confiança pode mudar rapidamente.
Investidores entre as chuvas: lições do ciclo de 2025
O ciclo da chuva conta uma história imprevisível para os mercados: quando há confiança, o capital entra, os investidores usam alavancagem, os preços inflacionam, sinais de alerta aparecem (como o primeiro inseto), o mercado começa a recuar, a liquidez desaparece e, por fim, há a explosão.
Em 2025, esse ciclo se repetiu várias vezes: desde as bolhas digitais de Trump, passando por IA, Europa, Turquia, gestão de crédito, até Fannie Mae/Freddie Mac—todos seguindo o mesmo padrão. Confiança, preço, instabilidade, explosão.
Investidores mais inteligentes, como Michael Burry e Jim Chanos, alertaram: eles viram os insetos e concluíram que há uma instabilidade no mercado, uma “sacudida” que ainda está por vir. O ciclo da chuva continua, ano após ano, em 2026 e além. O capital entrará, as bolhas se formarão, e os insetos aparecerão. Os investidores que sobreviverem serão aqueles que entenderem esse ciclo e souberem quando entrar e sair, não aqueles que acreditam que desta vez é “diferente”.