Criar uma criptomoeda ou um ativo tokenizado do ponto de vista técnico já deixou de ser um problema. O blockchain funciona de forma estável, a rentabilidade é competitiva — desde conservadores 3% em títulos do governo dos EUA até 10% em instrumentos mais arriscados, e a base regulatória já está formada. Os armazéns de ativos de provedores confiáveis estão prontos para aceitar ativos. Parecia que todas as condições para uma adoção institucional em massa estavam presentes. Mas é exatamente aqui que começa o principal problema. Mesmo com condições técnicas e regulatórias ideais, as instituições avançam a passos de tartaruga. E não se trata apenas de atrasos regulatórios ou de um conservadorismo inato dos financistas — é uma compreensão equivocada do próprio mecanismo de implementação de novos produtos financeiros.
Duas estratégias de distribuição: em que radica a diferença radical
Na indústria de criptomoedas, “distribuição” significa lançar um token, programas de liquidez, marketing viral no Twitter. Rápido, impactante, com efeito máximo a curto prazo.
Nas finanças tradicionais, “distribuição” é um mecanismo completamente diferente. É um processo estruturado e multilayer de educação do mercado. Consultores financeiros precisam entender o produto. Publicações especializadas precisam discuti-lo. Comitês de risco precisam ver exemplos de uso. Investidores precisam ouvir falar do produto várias vezes, de fontes diferentes e confiáveis, antes de tomar uma decisão.
São objetivos completamente opostos que exigem abordagens totalmente distintas. Uma notícia viral sobre um novo token atrairá especuladores, mas não conquistará a confiança de fundos de pensão corporativos ou escritórios familiares. Esses investidores operam por regras diferentes — precisam de certeza, repetição de informações, confirmação de reputação.
Como conquistar a confiança institucional: lições da história das inovações financeiras
Veja como os ETFs escalaram na década de 2000. A tecnologia era inovadora, mas não revolucionária. A escalada ocorreu graças a um trabalho sistemático: formação de consultores financeiros, menções constantes na mídia de negócios, acumulação de casos de uso, apoio de líderes de mercado como Vanguard e BlackRock.
Essas mesmas empresas não criaram apenas os melhores produtos — construíram redes de distribuição que ensinaram o mercado a pensar de forma diferente. A mesma lógica funcionou com instrumentos derivados na década de 1980, com títulos hipotecários na década de 1990, com ETFs de Bitcoin na década de 2020. Cada uma dessas inovações levou anos de lobbying, educação e comunicação repetida.
O ETF de Bitcoin aguardou mais de dez anos desde a criação do próprio Bitcoin até sua primeira aprovação no mercado. E o que acontece com a tokenização? A maioria dos projetos gasta 90% dos recursos em engenharia e 10% na distribuição real — mesmo sendo uma área totalmente nova, que exige máxima formação e confiança.
Criar uma criptomoeda — apenas o primeiro passo: estratégia de longo prazo para educação de mercado
Quando ajudo equipes com ativos tokenizados, vejo o mesmo erro repetido. A arquitetura do produto é cuidadosamente planejada, a estrutura jurídica é transparente, a rentabilidade é atraente. Mas a equipe gasta meses aprimorando o código e apenas algumas semanas na implementação de mercado — geralmente um comunicado de imprensa e algumas palestras em conferências.
Depois, a mesma liderança se surpreende por que os institucionais não demonstram interesse.
A resposta é simples: esses investidores não entendem onde encaixar seu produto em seus modelos mentais existentes. Não viram discussões suficientes em fontes confiáveis. Faltam-lhes contextos para fundamentar suas decisões perante seus comitês de risco. Não conseguem explicá-lo, portanto, não investirão.
Por isso, a liquidez nos mercados de criptomoedas continua sendo um indicador atrasado, e não um indicador avançado. A indústria espera que a liquidez confirme o sucesso, mas ela só chega após o estabelecimento de um nível de entendimento.
Como isso funciona na prática: de educação a escala
A estratégia correta não começa com liquidez ou incentivos, mas com repensar como você explica seu produto, quais comparações usa, quais canais de comunicação prioriza.
É preciso um sistema de educação. É preciso mensagens repetidas por diferentes fontes confiáveis. São necessários casos reais e exemplos. É preciso respeito pelo funcionamento das finanças tradicionais, e não tentar reinventá-las segundo regras do crypto.
O problema de distribuição torna-se ainda mais agudo quando você pede a uma instituição que aceite não apenas um novo produto, mas uma nova infraestrutura. Isso exige mais tempo, mais repetições, mais provas. Exige tratar a distribuição como uma função de primeira linha, e não apenas marketing e PR.
Exemplo real: como a Pudgy Penguins constrói confiança
Na prática, funciona assim, como a Pudgy Penguins atua. O projeto entendeu que precisa conquistar os usuários por canais mainstream antes de introduzi-los no Web3. Primeiro vieram os brinquedos no varejo, depois mídias virais, depois jogos com mais de 500 mil downloads em duas semanas, e só então NFTs e o token PENGU.
Em 2026, os dados mostram:
Preço do PENGU: $0.01
Capitalização de mercado: $588.75M
Oferta circulante: 62,86 bilhões de PENGU
Volume diário de negociações: $3.25M
O projeto entende corretamente que criar uma criptomoeda não é o fim, mas o começo. O começo de uma longa jornada de conquista de confiança por meio de uma abordagem multicanal.
Conclusão principal: a tecnologia está resolvida, agora é preciso estratégia
O erro principal da indústria é presumir que investidores abrem novos produtos financeiros como traders de varejo — por acaso, por emoção, via Twitter. Mas gestores de fundos de pensão, escritórios familiares e fundações operam por regras diferentes.
Eles precisam de uma formação estruturada. Precisam de fontes confiáveis de informação. Precisam de exemplos e casos. E, sem dúvida, precisam ver o produto repetido várias vezes em contextos confiáveis.
Tokenização e novas criptomoedas não escalarão quando for mais fácil criá-las. Escalarão quando for mais fácil entendê-las. E essa é uma responsabilidade de quem cria esses ativos.
Esta página pode conter conteúdos de terceiros, que são fornecidos apenas para fins informativos (sem representações/garantias) e não devem ser considerados como uma aprovação dos seus pontos de vista pela Gate, nem como aconselhamento financeiro ou profissional. Consulte a Declaração de exoneração de responsabilidade para obter mais informações.
Desde a criação até ao reconhecimento: por que a criptomoeda precisa de uma estratégia de distribuição adequada
Criar uma criptomoeda ou um ativo tokenizado do ponto de vista técnico já deixou de ser um problema. O blockchain funciona de forma estável, a rentabilidade é competitiva — desde conservadores 3% em títulos do governo dos EUA até 10% em instrumentos mais arriscados, e a base regulatória já está formada. Os armazéns de ativos de provedores confiáveis estão prontos para aceitar ativos. Parecia que todas as condições para uma adoção institucional em massa estavam presentes. Mas é exatamente aqui que começa o principal problema. Mesmo com condições técnicas e regulatórias ideais, as instituições avançam a passos de tartaruga. E não se trata apenas de atrasos regulatórios ou de um conservadorismo inato dos financistas — é uma compreensão equivocada do próprio mecanismo de implementação de novos produtos financeiros.
Duas estratégias de distribuição: em que radica a diferença radical
Na indústria de criptomoedas, “distribuição” significa lançar um token, programas de liquidez, marketing viral no Twitter. Rápido, impactante, com efeito máximo a curto prazo.
Nas finanças tradicionais, “distribuição” é um mecanismo completamente diferente. É um processo estruturado e multilayer de educação do mercado. Consultores financeiros precisam entender o produto. Publicações especializadas precisam discuti-lo. Comitês de risco precisam ver exemplos de uso. Investidores precisam ouvir falar do produto várias vezes, de fontes diferentes e confiáveis, antes de tomar uma decisão.
São objetivos completamente opostos que exigem abordagens totalmente distintas. Uma notícia viral sobre um novo token atrairá especuladores, mas não conquistará a confiança de fundos de pensão corporativos ou escritórios familiares. Esses investidores operam por regras diferentes — precisam de certeza, repetição de informações, confirmação de reputação.
Como conquistar a confiança institucional: lições da história das inovações financeiras
Veja como os ETFs escalaram na década de 2000. A tecnologia era inovadora, mas não revolucionária. A escalada ocorreu graças a um trabalho sistemático: formação de consultores financeiros, menções constantes na mídia de negócios, acumulação de casos de uso, apoio de líderes de mercado como Vanguard e BlackRock.
Essas mesmas empresas não criaram apenas os melhores produtos — construíram redes de distribuição que ensinaram o mercado a pensar de forma diferente. A mesma lógica funcionou com instrumentos derivados na década de 1980, com títulos hipotecários na década de 1990, com ETFs de Bitcoin na década de 2020. Cada uma dessas inovações levou anos de lobbying, educação e comunicação repetida.
O ETF de Bitcoin aguardou mais de dez anos desde a criação do próprio Bitcoin até sua primeira aprovação no mercado. E o que acontece com a tokenização? A maioria dos projetos gasta 90% dos recursos em engenharia e 10% na distribuição real — mesmo sendo uma área totalmente nova, que exige máxima formação e confiança.
Criar uma criptomoeda — apenas o primeiro passo: estratégia de longo prazo para educação de mercado
Quando ajudo equipes com ativos tokenizados, vejo o mesmo erro repetido. A arquitetura do produto é cuidadosamente planejada, a estrutura jurídica é transparente, a rentabilidade é atraente. Mas a equipe gasta meses aprimorando o código e apenas algumas semanas na implementação de mercado — geralmente um comunicado de imprensa e algumas palestras em conferências.
Depois, a mesma liderança se surpreende por que os institucionais não demonstram interesse.
A resposta é simples: esses investidores não entendem onde encaixar seu produto em seus modelos mentais existentes. Não viram discussões suficientes em fontes confiáveis. Faltam-lhes contextos para fundamentar suas decisões perante seus comitês de risco. Não conseguem explicá-lo, portanto, não investirão.
Por isso, a liquidez nos mercados de criptomoedas continua sendo um indicador atrasado, e não um indicador avançado. A indústria espera que a liquidez confirme o sucesso, mas ela só chega após o estabelecimento de um nível de entendimento.
Como isso funciona na prática: de educação a escala
A estratégia correta não começa com liquidez ou incentivos, mas com repensar como você explica seu produto, quais comparações usa, quais canais de comunicação prioriza.
É preciso um sistema de educação. É preciso mensagens repetidas por diferentes fontes confiáveis. São necessários casos reais e exemplos. É preciso respeito pelo funcionamento das finanças tradicionais, e não tentar reinventá-las segundo regras do crypto.
O problema de distribuição torna-se ainda mais agudo quando você pede a uma instituição que aceite não apenas um novo produto, mas uma nova infraestrutura. Isso exige mais tempo, mais repetições, mais provas. Exige tratar a distribuição como uma função de primeira linha, e não apenas marketing e PR.
Exemplo real: como a Pudgy Penguins constrói confiança
Na prática, funciona assim, como a Pudgy Penguins atua. O projeto entendeu que precisa conquistar os usuários por canais mainstream antes de introduzi-los no Web3. Primeiro vieram os brinquedos no varejo, depois mídias virais, depois jogos com mais de 500 mil downloads em duas semanas, e só então NFTs e o token PENGU.
Em 2026, os dados mostram:
O projeto entende corretamente que criar uma criptomoeda não é o fim, mas o começo. O começo de uma longa jornada de conquista de confiança por meio de uma abordagem multicanal.
Conclusão principal: a tecnologia está resolvida, agora é preciso estratégia
O erro principal da indústria é presumir que investidores abrem novos produtos financeiros como traders de varejo — por acaso, por emoção, via Twitter. Mas gestores de fundos de pensão, escritórios familiares e fundações operam por regras diferentes.
Eles precisam de uma formação estruturada. Precisam de fontes confiáveis de informação. Precisam de exemplos e casos. E, sem dúvida, precisam ver o produto repetido várias vezes em contextos confiáveis.
Tokenização e novas criptomoedas não escalarão quando for mais fácil criá-las. Escalarão quando for mais fácil entendê-las. E essa é uma responsabilidade de quem cria esses ativos.