Acabou de chegar uma amiga aqui para buscar uma encomenda (ela enviou para o endereço errado), e aproveitou para ficar um pouco comigo. O sol lá fora ainda está bom, mas assim que o assunto caiu em “atualidades”, o ambiente ficou pesado. Ela não é uma trader acostumada às oscilações do nosso círculo, ela sempre trabalhou de forma sólida numa empresa estatal, que muitos veem como um porto seguro e estável. Mas as ondas gigantes da vida nunca evitam o porto só porque você está nele. Ela revelou, meio brincando, um desespero: anos de salário acumulado presos no pico do preço do ouro; outro fundo que ela esperava, também ficou distante após o estouro do Jé Rui Rui. Esses números não representam só dinheiro, mas também noites de trabalho extra, a contenção de gastos, a disciplina de economizar. “Queria simplesmente ir embora,” ela disse, “não tenho mais vontade de trabalhar.” O que mais machuca não é o prejuízo financeiro, mas a sensação de que toda a pressão, como se estivesse combinada, se acumulou na sua frente. O pai acabou de falecer, a saúde da mãe piora a cada dia, e nesta fase que deveria ser de cuidado e amor, ela virou o teto que precisa suportar todas as tempestades. Mas olhando para ela, mesmo com o rosto cansado, ao falar dessas coisas difíceis, ela ainda tinha um brilho de esperança, uma tentativa de manter a positividade. Não porque as coisas melhoraram, mas porque ela sabe que não pode desabar. Para nós, que estamos acostumados a lutar na linha de velas, o stop-loss é disciplina; mas para ela, a vida não tem botão de stop. Ela precisa carregar os “ouro no pico” e os “fundos desaparecidos” e seguir em frente, indo ao próximo dia, ao próximo ponto de controle. Acho que a maior heroísmo do mundo é algo assim: perceber a crueldade da vida, ser ferida até o osso por ela, mas ainda assim, após pegar a encomenda, conversar, ajeitar o cabelo, abrir a porta e voltar para esse mundo que não é fácil.
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Acabou de chegar uma amiga aqui para buscar uma encomenda (ela enviou para o endereço errado), e aproveitou para ficar um pouco comigo. O sol lá fora ainda está bom, mas assim que o assunto caiu em “atualidades”, o ambiente ficou pesado. Ela não é uma trader acostumada às oscilações do nosso círculo, ela sempre trabalhou de forma sólida numa empresa estatal, que muitos veem como um porto seguro e estável. Mas as ondas gigantes da vida nunca evitam o porto só porque você está nele. Ela revelou, meio brincando, um desespero: anos de salário acumulado presos no pico do preço do ouro; outro fundo que ela esperava, também ficou distante após o estouro do Jé Rui Rui. Esses números não representam só dinheiro, mas também noites de trabalho extra, a contenção de gastos, a disciplina de economizar. “Queria simplesmente ir embora,” ela disse, “não tenho mais vontade de trabalhar.” O que mais machuca não é o prejuízo financeiro, mas a sensação de que toda a pressão, como se estivesse combinada, se acumulou na sua frente. O pai acabou de falecer, a saúde da mãe piora a cada dia, e nesta fase que deveria ser de cuidado e amor, ela virou o teto que precisa suportar todas as tempestades. Mas olhando para ela, mesmo com o rosto cansado, ao falar dessas coisas difíceis, ela ainda tinha um brilho de esperança, uma tentativa de manter a positividade. Não porque as coisas melhoraram, mas porque ela sabe que não pode desabar. Para nós, que estamos acostumados a lutar na linha de velas, o stop-loss é disciplina; mas para ela, a vida não tem botão de stop. Ela precisa carregar os “ouro no pico” e os “fundos desaparecidos” e seguir em frente, indo ao próximo dia, ao próximo ponto de controle. Acho que a maior heroísmo do mundo é algo assim: perceber a crueldade da vida, ser ferida até o osso por ela, mas ainda assim, após pegar a encomenda, conversar, ajeitar o cabelo, abrir a porta e voltar para esse mundo que não é fácil.