Números japoneses contam a história: Vendas em lojas duty-free enfrentam obstáculos no início de 2026

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O setor de retalho no Japão está a enfrentar números de vendas desafiantes no seu segmento de isenção de impostos. Grandes lojas de departamento em todo o país registaram quedas significativas no início de 2026, refletindo mudanças mais amplas nos padrões de visitantes e comportamento do consumidor.

Principais retalhistas registam desaceleração significativa no segmento duty-free

De acordo com dados da Jin10, a Takashimaya viu as suas vendas duty-free cair 19% durante o período, enquanto a J Front Retailing experimentou uma redução de aproximadamente 17% nas suas lojas Daimaru e Matsuzakaya. Estes números evidenciam a pressão enfrentada pelo segmento de retalho premium do Japão, com o crescimento total das vendas limitado a apenas 0,7%, apesar dos esforços dos retalhistas para manter o ritmo.

A contração na receita duty-free correlaciona-se diretamente com a redução do número de visitantes estrangeiros nos primeiros meses do ano. Esta desaceleração apresenta um desafio significativo para a indústria do retalho, que tradicionalmente depende do gasto de turistas internacionais como um motor de receita fundamental.

As ambições do turismo no Japão: números por trás das metas de 2030

Os responsáveis políticos japoneses estabeleceram metas ambiciosas para revitalizar o setor do turismo e contrariar as recentes quedas de visitantes. O governo pretende receber 60 milhões de turistas inbound até 2030, gerando aproximadamente 15 trilhões de ienes em receitas relacionadas com o turismo. Para além do volume de visitantes, as autoridades japonesas estão focadas em aumentar o gasto médio por turista estrangeiro para 250.000 ienes — um aumento de 9% em relação aos níveis atuais.

Para distribuir os benefícios do turismo de forma mais equitativa por todo o país, o governo pretende mais do que duplicar as pernoites em áreas regionais, atingindo 130 milhões. Estes números refletem uma mudança de política deliberada em direção à diversificação geográfica, em vez de concentração nos principais centros metropolitanos.

Equilibrar crescimento com qualidade de vida

À medida que o Japão persegue estas metas agressivas de expansão do turismo, os responsáveis políticos devem navegar pelo desafio complexo do “turismo excessivo”. O governo procura aumentar o número de visitantes estrangeiros ao mesmo tempo que protege as comunidades locais dos impactos negativos do turismo excessivo, incluindo a sobrecarga da infraestrutura e a deterioração da qualidade de vida dos residentes.

Este duplo mandato — atrair mais visitantes internacionais enquanto preserva o bem-estar das comunidades — representa um dos equilíbrios mais delicados que a estratégia de turismo do Japão enfrenta à medida que avança rumo a 2030.

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